CBO 2512-25 — Economista do setor público
O código 2512-25 identifica a ocupação economista do setor público na CBO 2002, dentro da família 2512 — Economistas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha15 seções
O que faz um economista do setor público
Analisam o ambiente econômico; elaboram e executam projetos de pesquisa econômica, de mercado e de viabilidade econômica, entre outros. Participam do planejamento estratégico e de curto prazo e avaliam políticas de impacto coletivo para o governo, ONG e outras organizações. Gerem programação econômico-financeira; atuam nos mercados internos e externos; examinam finanças empresariais. Podem exercer mediação, perícia e arbitragem.
Descrição oficial da família 2512 — Economistas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Atuam em empresas das diversas atividades econômicas como intermediação financeira, seguros e previdência privada; administração pública, seguridade social; empresas de consultoria econômica; na agricultura, pecuária, indústria e serviços relacionados com essas atividades; no comércio por atacado e intermediários do comércio. São majoritariamente estatutários ou assalariados com carteira assinada; trabalham em equipe, com supervisão permanente, em ambiente fechado e em horário diurno.
Recursos de trabalho
Bases de dados; Calculadora; Fax; Internet; Micro e softwares; Midia eletrônica; Publicações; Telefone e celular; Televisão.
Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão
Norma Regulamentadora: - Lei nº 1.411, de 13 de agosto de 1951 - Dispõe sobre a profissão de Economista. - Decreto nº 31.794, de 21 de novembro de 1952 - Dispõe sobre a regulamentação do exercício da profissão de Economista. - Lei nº 6.537, de 19 de junho de 1978. Altera dispositivos da Lei nº 1.411/51.
Quanto ganha um economista do setor público
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 9.975
Entrada × quem já está
R$ 4.251 ao ser admitido · R$ 9.975 para quem tem vínculo ativo +134,7%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de economista do setor público foi de R$ 4.251 — metade das 3.195 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.805 e os 10% de maior, acima de R$ 7.544.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 9.975, ou seja, 134,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 34 meses.
Considerando a jornada média de 43.2 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 23,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 4.251 |
| Por ano (12 salários) | R$ 51.012 |
| Por semana | R$ 978 |
| Por hora (43.2h/sem) | R$ 23,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 1.888 | +98 | — | R$ 4.598 | — |
| MG | 289 | -3 | — | R$ 4.018 | — |
| RJ | 163 | +11 | — | R$ 4.150 | — |
| SC | 162 | -27 | — | R$ 4.421 | — |
| PR | 141 | -6 | — | R$ 3.833 | — |
| RS | 132 | +7 | — | R$ 4.019 | — |
| PE | 78 | +21 | — | R$ 3.144 | — |
| AM | 73 | +1 | — | R$ 3.975 | — |
| ES | 52 | -7 | — | R$ 3.558 | — |
| GO | 50 | +4 | — | R$ 4.083 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
3.243
Desligamentos
3.145
Saldo
+98
Rotatividade
13,9%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 3.243 admissões e 3.145 desligamentos de economista do setor público, o que significa que o mercado formal abriu 98 postos de trabalho no período, com rotatividade de 13,9% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 46,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 41,4% por dispensa sem justa causa, além de 9,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 3.145 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata economista do setor público
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como economista do setor público
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 22.688 vínculos
Idade mediana
46 anos
Tempo de casa
34 meses
No setor público
63,4%
Em empresa do Simples
6,4%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada41h/sem
- Pessoas com deficiência1,5%
- Em entidade sem fins lucrativos0,7%
Sobre os 22.688 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de economista do setor público
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
CAT no período
32
Idade média no acidente
36 anos
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo | 3 | 9,4% | 5.476 |
| S93.6 — Entorse e distensão de outras partes e de partes não especificadas do pé | 2 | 6,3% | 5.476 |
| V29.9 — Motociclista [qualquer] traumatizado em um acidente de trânsito não especificado | 2 | 6,3% | 313 |
| R52.0 — Dor aguda | 1 | 3,1% | 174 |
| S90.0 — Contusão do tornozelo | 1 | 3,1% | 1.188 |
| S52.5 — Fratura da extremidade distal do rádio | 1 | 3,1% | 16.067 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas
Informalidade no setor
25,4%
Média nacional
37,5%
Conta própria
23,7%
Rendimento formal × informal
R$ 5.385 × R$ 4.443
No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024
O exercício dessas ocupações requer curso superior em ciências econômicas ou pós-graduação em economia e registro no Conselho Regional de Economia. O desempenho pleno das atividades ocorre após um ou dois anos de experiência na área.
Texto oficial do MTE para a família 2512.
| Curso de graduação | Concorrência (presencial) | Matrículas | Formados/ano | EAD | Rede pública |
|---|---|---|---|---|---|
| Economia | 1,83× | 67.837 | 8.097 | 33,5% | 42,3% |
Quantos se formam × quantas vagas abrem
Formam-se 8.097 pessoas por ano nos cursos associados a essa família, enquanto o mercado formal abriu 98 postos líquidos em 12 meses — cerca de 82,6 formados por vaga nova. O saldo líquido não é o total de oportunidades (há também a reposição de quem sai), mas a razão dá a ordem de grandeza da pressão de entrada na carreira.
A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.
No serviço público federal
Portal da Transparência · remuneração básica bruta · 6 competências
| Cargo federal correspondente | P25 | Mediana | P75 | Jornada |
|---|---|---|---|---|
| Economista (carreira federal)4.019 contracheques · SIAPE | R$ 12.260 | R$ 15.471 | R$ 18.219 | 40 HORAS SEMANAIS |
A mediana no cargo federal (Economista (carreira federal)) é R$ 15.471 contra R$ 9.975 de quem atua na ocupação no mercado formal — uma diferença de +55,1%. Antes de concluir, compare a jornada: cargos da saúde no serviço público têm jornadas de 20, 24, 36 e 40 horas, e o valor por hora muda tudo.
Remuneração básica bruta mensal, sem gratificação natalina, férias ou eventuais. Usamos mediana e quartis porque a média é distorcida pelos cargos de topo sujeitos ao teto constitucional. O Portal da Transparência identifica o servidor por cargo/carreira definido em lei, não por CBO — a correspondência entre cargo e ocupação é curadoria nossa.
Qual especialização paga mais na família 2512
Todas as ocupações de economistas, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 2512-05 | Economista | R$ 6.097 | R$ 13.272 | 8.335 |
| 2512-25 | Economista do setor público (esta página) | R$ 4.251 | R$ 9.975 | 22.688 |
| 2512-10 | Economista agroindustrial | R$ 5.313 | R$ 7.354 | 915 |
| 2512-20 | Economista industrial | R$ 5.518 | R$ 7.024 | 2.461 |
| 2512-30 | Economista ambiental | R$ 6.288 | R$ 6.575 | 715 |
| 2512-15 | Economista financeiro | R$ 4.019 | R$ 5.275 | 27.668 |
| 2512-35 | Economista regional e urbano | R$ 4.025 | R$ 5.163 | 171 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2512-25.
A Analisar ambiente econômico (7)
- •Analisar conjunturas
- •Realizar análises setoriais e regionais
- •Analisar ambiente político-institucional
- •Analisar sustentabilidade socio-econômica e ambiental
- •Analisar tendências de longo prazo
- •Construir cenários
- •Gerenciar bancos de dados
B Elaborar projetos (pesquisa econômica, de mercados, viabilidade econômica etc) (11)
- •Delinear problema
- •Delimitar objeto
- •Justificar projeto
- •Levantar bibliografia
- •Definir metodologia
- •Determinar fontes
- •Definir produtos e resultados
- •Dimensionar recursos humanos e físicos
- •Definir cronograma
- •Orçar projetos
- •Negociar projetos
C Executar projetos (pesquisa econômica, de mercados, viabilidade econômica etc) (10)
- •Recrutar equipe
- •Treinar equipe
- •Coordenar projetos
- •Desenvolver instrumentos de coleta
- •Coletar dados
- •Processar dados
- •Criticar dados
- •Desenvolver indicadores
- •Interpretar resultados
- •Propor ações
D Participar do planejamento estratégico e de curto prazo (11)
- •Identificar estrutura de mercado (concorrência)
- •Prever atuação dos concorrentes
- •Identificar oportunidades e ameaças no ambiente e na organização
- •Estimar demanda
- •Elencar alternativas de ação
- •Estimar custos privados
- •Estimar impactos sociais e ambientais (externalidades)
- •Estimar resultados
- •Estimar rentabilidade e viabilidade econômico-financeira
- •Planejar investimentos (orçamentos de capital)
- •Selecionar fontes de financiamento
E Avaliar políticas de impacto coletivo (governo, ongs, outras organizações) (6)
- •Gerar parâmetros de avaliação
- •Aferir adequação das ações ao problema
- •Verificar execução das ações propostas
- •Mensurar consequências das ações
- •Confrontar com custos alternativos
- •Recomendar políticas
F Gerir programação econômico-financeira (2)
- •Acompanhar indicadores de mercado
- •Acompanhar execução orçamentária
G Atuar nos mercados internos e externos (7)
- •Auxiliar na formulação de políticas comerciais
- •Precificar produtos e serviços
- •Subsidiar formulação de normas, regulamentos e contratos
- •Fiscalizar cumprimento de normas
- •Representar interesses em negociações nacionais e internacionais
- •Averiguar barreiras à competição
- •Averiguar vantagens comparativas
I Exercer mediação, perícia e arbitragem (2)
- •Mediar conflitos de interesse
- •Estabelecer sentença arbitral
Y Comunicar-se (6)
- •Escrever artigos, livros, boletins econômicos e relatórios
- •Proferir palestras
- •Apresentar comunicações em eventos
- •Dialogar com a mídia
- •Adaptar linguagem ao público
- •Ministrar cursos
Z Demonstrar competências pessoais (12)
- •Manter-se atualizado
- •Subsidiar decisões
- •Trabalhar em equipe
- •Transmitir conhecimentos
- •Demonstrar capacidade de liderança
- •Demonstrar capacidade de uso de recursos de informática
- •Revelar julgamento crítico
- •Formular conceitos abstratos
- •Demonstrar raciocínio lógico
- •Mostrar criatividade
- •Aplicar métodos quantitativos
- •Demonstrar capacidade verbal línguas estrangeiras
Sinônimos oficiais (5)
Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2512-25 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um economista do setor público?
A mediana do salário de admissão é R$ 4.251 por mês, considerando as 3.195 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.805 (10% menores) a R$ 7.544 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 9.975 (RAIS 2024), 134.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando economista do setor público?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 3.243 admissões contra 3.145 desligamentos, saldo de +98 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata economista do setor público?
A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de contabilidade (CNAE 6920601), com 20,5% das admissões e mediana de R$ 3.819. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de economista do setor público?
2512-25 (família 2512 — Economistas). A CBO reconhece também os títulos: Analista de controle e gestão (economista), Analista de finanças públicas (economista), Analista de políticas públicas (economista), Analista fiscal (economista), Analista tributário (economista) — todos usam o mesmo código 2512-25. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser economista do setor público?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2512: O exercício dessas ocupações requer curso superior em ciências econômicas ou pós-graduação em economia e registro no Conselho Regional de Economia. O desempenho pleno das atividades ocorre após um ou dois anos de experiência na área. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Economia, com 1,83 candidatos por vaga no presencial.
Quanto ganha economista do setor público no serviço público federal?
No cargo federal correspondente (Economista (carreira federal)), a remuneração básica bruta mediana é R$ 15.471, com jornada predominante de 40 horas semanais — dados do Portal da Transparência (6 competências de 2026). Isso é 55.1% acima da mediana do setor privado na mesma ocupação. O valor não inclui gratificação natalina, férias nem eventuais.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 2512-25?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 2512-25 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2512-25 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (6920601), o RAT é 1%.
A profissão de economista do setor público é regulamentada?
As notas oficiais da CBO para a família 2512 registram: Norma Regulamentadora: - Lei nº 1.411, de 13 de agosto de 1951 - Dispõe sobre a profissão de Economista. - Decreto nº 31.794, de 21 de novembro de 1952 - Dispõe sobre a regulamentação do exercício da profissão de Economista. - Lei nº 6.537, de 19 de junho de 1978. Altera dispositivos da Lei nº 1.411/51.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Censo da Educação Superior (INEP)
- → Remuneração de servidores federais (CGU)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2512:
- •Agroconsult Consultoria e Marketing S/C Ltda.
- •Banco Bilbao Viscaya Brasil S.A.
- •Banco Industrial E Comercial S.A.
- •Banco Sudameris Brasil S.A.
- •Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô)
- •Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)
- •Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz (Esalq-usp)
- •Fundação Getulio Vargas
- •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe-usp)
- •Fundação Joaquim Nabuco
- •Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade)
- •Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
- •Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP