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CBO 2002 Família 2239 R$ 2.509 na admissão +205 postos em 12 meses 132 atividades

CBO 2239-05 — Terapeuta ocupacional

O código 2239-05 identifica a ocupação terapeuta ocupacional na CBO 2002, dentro da família 2239 — Terapeutas ocupacionais, ortoptistas e psicomotricistas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um terapeuta ocupacional

Atendem pacientes e clientes para prevenção, habilitação e reabilitação de pessoas utilizando procedimentos específicos de terapia ocupacional, ortoptia e musicoterapia. Habilitam pacientes e clientes; realizam diagnósticos específicos; analisam condições dos pacientes e clientes. Atuam na orientação de pacientes, clientes, familiares, cuidadores e responsáveis. Desenvolvem, ainda, programas de prevenção, promoção de saúde e qualidade de vida.

Descrição oficial da família 2239 — Terapeutas ocupacionais, ortoptistas e psicomotricistas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham nas áreas de saúde, educação e serviços sociais, em caráter liberal e/ou com vínculo empregatício ou ainda na prestação de serviços terceirizados, na maior parte do tempo em equipes multiprofissionais. Atuam em consultórios, hospitais, ambulatórios, clínicas, escolas, domicílios, clubes, comunidades, escolas, indústrias, entre outros, em horários diurnos e noturnos.

Recursos de trabalho

Aparelhos de Comunicação; Aparelhos de Tecnologia Oftálmica; Caixa de Prisma; Instrumental Próprio de Avaliação e Reabilitação; Instrumental próprio para Treino (avd, Aivd, Avt); Instrumentos Musicais; Laboratório de Comunicação; Material Lúdico, Pedagógico e expressivo; Recursos Audiovisuais; Recursos de informática.

Quanto ganha um terapeuta ocupacional

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.61710% ganham atéR$ 2.509medianaR$ 5.90810% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.823

Entrada × quem já está

R$ 2.509 ao ser admitido · R$ 4.823 para quem tem vínculo ativo +92,2%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de terapeuta ocupacional foi de R$ 2.509 — metade das 597 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.617 e os 10% de maior, acima de R$ 5.908.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.823, ou seja, 92,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 33 meses.

Considerando a jornada média de 28.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 33,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.509
Por ano (12 salários)R$ 30.108
Por semanaR$ 577
Por hora (28.7h/sem)R$ 33,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.25615,6%
  • Mulheres — R$ 2.52184,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.7008,8%
  • Mulheres — R$ 4.82991,2%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.600
  • Nordeste2.570
  • Sudeste3.032
  • Sul2.483
  • Centro-Oeste1.984

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (6 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 870 -48 R$ 2.900
MG 263 +29 R$ 2.283
RJ 190 +53 R$ 3.375
PR 168 +33 R$ 2.150
PE 115 +12 R$ 1.680
AL 100 +31 R$ 4.288

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

2.753

Desligamentos

2.548

Saldo

+205

Rotatividade

24,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+92) saldo negativo · pior: dez/25 (-95)

Em 12 meses houve 2.753 admissões e 2.548 desligamentos de terapeuta ocupacional, o que significa que o mercado formal abriu 205 postos de trabalho no período, com rotatividade de 24,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 62,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 27,9% por dispensa sem justa causa, além de 6,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador62,9%
  • Dispensa sem justa causa27,9%
  • Fim de contrato6,9%

Sobre 2.548 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial12,1%
  • Contrato intermitente0,7%
  • Pessoa com deficiência0,2%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro9%
  • 1 a 4 empregados6%
  • 5 a 9 empregados5,7%
  • 10 a 19 empregados9,6%
  • 20 a 49 empregados16,4%
  • 50 a 99 empregados12,6%
  • 100 a 249 empregados11,6%
  • 250 a 499 empregados4,5%
  • 500 a 999 empregados4,7%
  • 1.000 ou mais empregados19,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata terapeuta ocupacional

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 19,5% das admissões 538 43.3h R$ 1.671 R$ 2.900 R$ 3.925 2% 1
Atividades de psicologia e psicanálise 8650003 · 11,8% das admissões 325 43.2h R$ 1.859 R$ 2.255 R$ 4.219 1% 2
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 10,8% das admissões 296 42.7h R$ 3.242 2% 3
Atividades de apoio à gestão de saúde 8660700 · 7,7% das admissões 211 40.8h R$ 2.160 2% 1
Atividade médica ambulatorial restrita a consultas 8630503 · 4,9% das admissões 134 44h R$ 1.907 1% 3
Serviços de assistência social sem alojamento 8800600 · 4,5% das admissões 124 42.8h R$ 3.600 2% 1
Atividades de terapia ocupacional 8650005 · 4,1% das admissões 114 43.9h R$ 2.350 2% 2
Atividades de fonoaudiologia 8650006 · 4,1% das admissões 112 42.8h R$ 3.795 1% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como terapeuta ocupacional

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 10.562 vínculos

Idade mediana

40 anos

Tempo de casa

33 meses

No setor público

43,1%

Em empresa do Simples

8,2%

Sexo

  • Mulher90,8%
  • Homem9,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada31,6h/sem
  • Pessoas com deficiência0,8%
  • Jornada parcial9,7%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos32,9%

Sobre os 10.562 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca60,1%
  • Parda32,8%
  • Preta5,3%
  • Amarela1,5%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo96,8%
  • Mestrado2,5%
  • Doutorado0,6%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,6%
  • 6º a 9º ano0,1%
  • Fundamental completo0,1%
  • Médio incompleto0,1%
  • Médio completo13,3%
  • Superior incompleto5,1%
  • Superior completo65,7%
  • Pós-graduação13,6%
  • Mestrado1,1%
  • Doutorado0,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados2%
  • 5 a 9 empregados2,8%
  • 10 a 19 empregados5,4%
  • 20 a 49 empregados11,6%
  • 50 a 99 empregados8,8%
  • 100 a 249 empregados8,8%
  • 250 a 499 empregados5,1%
  • 500 a 999 empregados5,6%
  • 1.000 ou mais empregados49,8%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de terapeuta ocupacional

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

17,8

CAT no período

146

Idade média no acidente

37 anos

Foram 146 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo terapeuta ocupacional nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 17,8 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 74% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 24,7% de trajeto (no deslocamento) e 1,4% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Trajeto24,7%
  • Típico74%
  • Doença1,4%

Parte do corpo atingida

  • Braço (entre o punho e o ombro)8,2%
  • Partes múltiplas8,2%
  • Pé (exceto artelhos)7,5%
  • Cabeça, NIC7,5%
  • Face, partes múltiplas (qualquer combinação das partes acima)6,2%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata23,3%
  • Outras lesões, NIC17,8%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)13%
  • Lesão imediata, NIC11%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)10,3%

Agente causador

  • Ser vivo, NIC35,2%
  • Agente do acidente, NIC9,7%
  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas8,3%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas6,2%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas5,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
Y04 — Agressão por meio de força corporal 11 7,5% 13
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 6 4,1% 5.476
W50 — Golpe, pancada, pontapé, mordedura ou escoriação infligidos por outra pessoa 5 3,4% 3
Y04.2 — Agressão por meio de força corporal - escolas, outras instituições e áreas de administração pública 4 2,7% 13
S93 — Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos ao nível do tornozelo e do pé 4 2,7% 5.476
Y04.9 — Agressão por meio de força corporal - local não especificado 3 2,1% 13

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Atividades de associações de defesa de direitos sociais) tem RAT 2% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 17,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: outros serviços

Informalidade no setor

58,8%

Média nacional

37,5%

Conta própria

60,8%

Rendimento formal × informal

R$ 4.157 × R$ 2.095

No setor de outros serviços — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 58,8% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

Para o exercício dessas ocupações é exigido curso superior em uma das áreas: terapia ocupacional, ortóptica e musicoterapia, com registros nos conselhos profissionais pertinentes. No caso específico da musicoterapia, podem atuar profissionais de outras áreas com especialização em musicoterapia.

Texto oficial do MTE para a família 2239.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Terapia ocupacional 1,06× 36.916 1.139 72,1% 14%

Quantos se formam × quantas vagas abrem

Formam-se 1.139 pessoas por ano nos cursos associados a essa família, enquanto o mercado formal abriu 205 postos líquidos em 12 meses — cerca de 5,6 formados por vaga nova. O saldo líquido não é o total de oportunidades (há também a reposição de quem sai), mas a razão dá a ordem de grandeza da pressão de entrada na carreira.

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

No serviço público federal

Portal da Transparência · remuneração básica bruta · 6 competências

Cargo federal correspondente P25 Mediana P75 Jornada
Terapeuta ocupacional (carreira federal)749 contracheques · SIAPE R$ 10.705 R$ 12.088 R$ 14.256 30 HORAS SEMANAIS

A mediana no cargo federal (Terapeuta ocupacional (carreira federal)) é R$ 12.088 contra R$ 4.823 de quem atua na ocupação no mercado formal — uma diferença de +150,6%. Antes de concluir, compare a jornada: cargos da saúde no serviço público têm jornadas de 20, 24, 36 e 40 horas, e o valor por hora muda tudo.

Remuneração básica bruta mensal, sem gratificação natalina, férias ou eventuais. Usamos mediana e quartis porque a média é distorcida pelos cargos de topo sujeitos ao teto constitucional. O Portal da Transparência identifica o servidor por cargo/carreira definido em lei, não por CBO — a correspondência entre cargo e ocupação é curadoria nossa.

Qual especialização paga mais na família 2239

Todas as ocupações de terapeutas ocupacionais, ortoptistas e psicomotricistas, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2239-05 Terapeuta ocupacional (esta página) R$ 2.509 R$ 4.823 10.562
2239-10 Ortoptista R$ 3.825 64
2239-15 Psicomotricista R$ 4.513 R$ 3.173 434

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2239-05.

A Realizar intervenções/tratamento (26)
  • Eleger procedimentos de intervenções/tratamento
  • Realizar procedimentos de habilitação e de reabilitação
  • Ensinar procedimentos de orientação/mobilidade (dependente/semi-independente/independente)
  • Ensinar técnicas de independência em a.v.d. e a.i.v.d.
  • Ensinar técnicas de autonomia em atividade de vida diária (a.v.d.) e atividades instrumentais de vida diária (a.i.v.d.)
  • Adaptar atividades
  • Prescrever atividades
  • Estimular desenvolvimento neuro-sensorio-motor e percepto-cognitivo
  • Estimular percepção táctil-cinestésica e músculo-esquelético
  • Adaptar postura
  • Ensinar formas alternativas de comunicação
  • Estimular percepção espacial e viso-motora
  • Reeducar postura
  • Implementar ações para prevenção e promoção da saúde
  • Prescrever órteses, próteses, adaptações e produtos assistivos
  • Confeccionar órteses, próteses, adaptações e produtos assistivos
  • Adaptar órteses
  • Adaptar próteses, adaptações e produtos assistivos
  • Treinar paciente na utilização de órteses, próteses, adaptações e produtos assistivos
  • Preparar ambiente terapêutico
  • Aplicar estratégias para reabilitação psicossocial
  • Aplicar terapias assistidas por animais
  • Organizar cotidiano de clientes
  • Coordenar atividades terapêuticas ocupacionais em grupo
  • Estimular habilidades sociais
  • Acompanhar clientes em atividades do cotidiano
B Avaliar funções e atividades (16)
  • Avaliar funções neuro-musculo-esqueléticas
  • Avaliar funções sensório-motoras e percepto-cognitivas
  • Avaliar funções manuais
  • Avaliar funções do corpo
  • Avaliar funções psíquicas
  • Avaliar funções psicossociais
  • Avaliar funcionalidade da visão residual
  • Avaliar atividades de vida diária (a.v.d.)
  • Avaliar atividades instrumentais de vida diária (a.i.v.d.)
  • Avaliar atividades sócio-ocupacionais
  • Avaliar condições para o desempenho ocupacional(trabalho, laser, brincar, escola e ócio)
  • Avaliar percepção espacial, temporal e psicomotora
  • Avaliar habilidades e padrões motores
  • Avaliar ambientes físicos e/ou educacionais e terapêuticos
  • Aplicar tecnologias de medição sócio-ocupacional
  • Estabelecer plano terapêutico ocupacional
C Analisar condições dos pacientes,clientes, ambientes e comunidades (14)
  • Analisar resultados das avaliações
  • Analisar condicões socioeconômicas, etno-culturais e educacionais
  • Mapear território
  • Efetuar anamnese
  • Sugerir exames complementares
  • Analisar exames complementares
  • Analisar avaliações de profissionais
  • Analisar critérios de elegibilidade
  • Encaminhar cliente a profissionais e entidades
  • Dar devolutiva da avaliação e conduta terapêutica
  • Realizar escuta qualificada (acolhimento)
  • Realizar avaliação ergonômica
  • Analisar atividades humanas
  • Analisar laudos e pareceres
D Realizar diagnósticos (13)
  • Avaliar desenvolvimento neuropsicomotor
  • Avaliar sensibilidade
  • Avaliar condições dolorosas
  • Avaliar motricidade geral (postura, marcha, equilíbrio)
  • Avaliar coordenação óculo manual e pedal
  • Avaliar órteses, próteses, adaptações e produtos assistivos
  • Identificar redes de suporte social
  • Avaliar aspectos afetivos, emocionais e sociais
  • Avaliar distúrbios/transtornos/dificuldades de aprendizagem
  • Avaliar integração sensorial
  • Avaliar aspectos cinésiofuncionais
  • Realizar diagnóstico sócio-ocupacional
  • Avaliar impacto do adoecimento e da institucionalização
E Orientar pacientes, clientes, familiares, cuidadores e responsáveis (10)
  • Explicar procedimentos e rotinas
  • Demonstrar procedimentos e técnicas
  • Verificar compreensão da orientação
  • Esclarecer dúvidas
  • Visitar domicílios, escolas, postos de trabalho, instituições e comunidades
  • Orientar técnicas ergonômicas
  • Acompanhar evolução terapêutica
  • Estimular adesão e continuidade do tratamento
  • Elaborar processo de alta
  • Transmitir instruções à equipe multidisciplinar
F Executar atividades técnico-científicas e administrativas (18)
  • Criar métodos de trabalho
  • Estabelecer metodologia de trabalho
  • Estabelecer critérios de elegibilidade
  • Coordenar serviços de cultura, de assistência social e de direitos humanos
  • Estabelecer parâmetros de alta
  • Estabelecer capacidade de atendimento
  • Mediar reuniões
  • Coordenar serviços de saúde e educação
  • Auditorar programas e serviços
  • Realizar perícia
  • Administrar recursos humanos, materiais e financeiros
  • Supervisionar profissionais, estagiários e equipes de apoio
  • Capacitar profissionais
  • Desenvolver órteses, próteses, adaptações e produtos assistivos
  • Participar do desenvolvimento de equipamentos de engenharia de reabilitação
  • Realizar pesquisas
  • Organizar eventos técnico-científicos
  • Participar de diagnósticos interdisciplinares diferenciais
Y Comunicar-se (12)
  • Interagir com outros profissionais
  • Elaborar manuais técnico-administrativos e projetos
  • Promover campanhas educativas
  • Elaborar trabalhos científicos
  • Elaborar relatórios
  • Divulgar trabalhos
  • Ministrar cursos e palestras
  • Participar de programas de prevenção, promoção de saúde/qualidade vida
  • Elaborar protocolo de avaliação de tratamento
  • Elaborar laudos e pareceres
  • Realizar consultoria e assessoria
  • Registrar procedimentos e evolução de clientes e pacientes
Z Demonstrar competências pessoais (23)
  • Demonstrar dinamismo
  • Trabalhar em equipe
  • Transmitir segurança
  • Demonstrar liderança
  • Tomar decisões
  • Demonstrar perseverança
  • Lidar com público
  • Demonstrar objetividade
  • Demonstrar capacidade de observação
  • Contornar situações adversas
  • Demonstrar criatividade
  • Demonstrar capacidade de escuta e interlocução
  • Demonstrar iniciativa
  • Demonstrar empatia
  • Demonstrar capacidade de análise e síntese
  • Demonstrar capacidade de comunicação não verbal
  • Demonstrar acuidade auditiva
  • Demonstrar capacidade motora fina
  • Demonstrar acuidade visual e estereoscópica
  • Lidar com estresse
  • Lidar com enlutamento
  • Demonstrar capacidade de consciência corporal
  • Demonstrar capacidade de diálogo tônico com o outro

Perguntas frequentes

Quanto ganha um terapeuta ocupacional?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.509 por mês, considerando as 597 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.617 (10% menores) a R$ 5.908 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.823 (RAIS 2024), 92.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando terapeuta ocupacional?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 2.753 admissões contra 2.548 desligamentos, saldo de +205 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata terapeuta ocupacional?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de associações de defesa de direitos sociais (CNAE 9430800), com 19,5% das admissões e mediana de R$ 2.900. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de terapeuta ocupacional?

2239-05 (família 2239 — Terapeutas ocupacionais, ortoptistas e psicomotricistas). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser terapeuta ocupacional?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2239: Para o exercício dessas ocupações é exigido curso superior em uma das áreas: terapia ocupacional, ortóptica e musicoterapia, com registros nos conselhos profissionais pertinentes. No caso específico da musicoterapia, podem atuar profissionais de outras áreas com especialização em musicoterapia. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Terapia ocupacional, com 1,06 candidatos por vaga no presencial.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de terapeuta ocupacional?

A taxa é de 17,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é braço (entre o punho e o ombro) (8,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é Y04 — agressão por meio de força corporal. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

Quanto ganha terapeuta ocupacional no serviço público federal?

No cargo federal correspondente (Terapeuta ocupacional (carreira federal)), a remuneração básica bruta mediana é R$ 12.088, com jornada predominante de 30 horas semanais — dados do Portal da Transparência (6 competências de 2026). Isso é 150.6% acima da mediana do setor privado na mesma ocupação. O valor não inclui gratificação natalina, férias nem eventuais.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (outros serviços), 58,8% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2239-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2239-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2239-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (9430800), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (20 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2239:

  • Centro Oftalmológico Barra Square
  • Centro Oftalmológico Pacaembu
  • Centro Universitário São Camilo
  • Conselho Federal de Fonoaudiologia
  • Departamento de Educação Especial da Universidade Estadual Paulista (Dee-unesp-marília)
  • Faculdades Metropolitanas Unidas - FMU
  • Instituto Benjamim Constant
  • Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação
  • Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
  • Laramara - Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual
  • Ministério da Previdência e Assistência Social
  • Prefeitura Municipal de São Paulo - Unidade Básica de Saúde do Parque Araribá
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • GLOSSÁRIO
  • AVD: Atividade de Vida Diária.
  • AIVD: Atividade Instrumental de Vida Diária.
  • AVT: Atividade de vida do Trabalho.
  • AVL: Atividade de Vida de Lazer.
  • AVA: Atividade de Vida Autônoma.
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