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CBO 2002 Família 2144 R$ 4.509 na admissão +1 postos em 12 meses 68 atividades

CBO 2144-35 — Tecnólogo em fabricação mecânica

O código 2144-35 identifica a ocupação tecnólogo em fabricação mecânica na CBO 2002, dentro da família 2144 — Engenheiros mecânicos e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um tecnólogo em fabricação mecânica

Projetam sistemas e conjuntos mecânicos, componentes, ferramentas e materiais, especificando limites de referência para cálculo, calculando e desenhando. Implementam atividades de manutenção, testam sistemas, conjuntos mecânicos, componentes e ferramentas, desenvolvem atividades de fabricação de produtos e elaboram documentação técnica. Podem coordenar e assessorar atividades técnicas.

Descrição oficial da família 2144 — Engenheiros mecânicos e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham nos setores industrial e de serviços. Na indústria, são empregados principalmente na metalurgia básica, fabricação de máquinas, equipamentos e veículos automotores, mas podem atuar em outros ramos industriais, tais como alimentos, têxtil e confecções, entre outros. Trabalham em equipe multidisciplinar, sob supervisão ocasional. Seu vínculo mais comum é como assalariado de carteira assinada nas esferas pública e privada. Também são encontrados em universidades e institutos de pesquisa e, nesses casos, são classificados como pesquisadores e professores.

Recursos de trabalho

Aparelhos de aferição; Aparelhos de regulagem; Aparelhos, Equipamanetos e Instrumentos de Medição; Bancada de teste; Equipamentos de Comunicação; Ferramentas manuais, elétricas, hidráulicas, pneumáticas; Manuais de Normas Técnicas; Recursos de Informática; Softwares Específicos; Transdutores.

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Podem ocorrer casos de engenheiros mecânicos que também são professores no ensino superior ou pesquisadores. Para codificá-los, considerar as atividades principais. Norma regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66. 207

Quanto ganha um tecnólogo em fabricação mecânica

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.10810% ganham atéR$ 4.509medianaR$ 8.60810% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 7.891

Entrada × quem já está

R$ 4.509 ao ser admitido · R$ 7.891 para quem tem vínculo ativo +75%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de tecnólogo em fabricação mecânica foi de R$ 4.509 — metade das 157 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.108 e os 10% de maior, acima de R$ 8.608.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 7.891, ou seja, 75% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 40 meses.

Considerando a jornada média de 41.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 24,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 4.509
Por ano (12 salários)R$ 54.108
Por semanaR$ 1.038
Por hora (41.8h/sem)R$ 24,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 4.50187,3%
  • Mulheres — R$ 5.02512,7%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 8.06388,5%
  • Mulheres — R$ 6.58811,5%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste4.500
  • Sul4.538

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
PR 62 +19 R$ 4.300
SP 39 -15 R$ 5.900
MG 34 +12 R$ 3.600

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

164

Desligamentos

163

Saldo

+1

Rotatividade

26,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: nov/25 (+13) saldo negativo · pior: fev/26 (-7)

Em 12 meses houve 164 admissões e 163 desligamentos de tecnólogo em fabricação mecânica, o que significa que o mercado formal abriu 1 posto de trabalho no período, com rotatividade de 26,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 39,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 45,4% por dispensa sem justa causa, além de 6,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador39,9%
  • Dispensa sem justa causa45,4%
  • Fim de contrato6,1%

Sobre 163 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente0,6%
  • Pessoa com deficiência0,6%
  • Jovem aprendiz2,4%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro3,7%
  • 1 a 4 empregados0,6%
  • 5 a 9 empregados2,4%
  • 10 a 19 empregados6,7%
  • 20 a 49 empregados5,5%
  • 50 a 99 empregados9,1%
  • 100 a 249 empregados21,3%
  • 250 a 499 empregados37,8%
  • 500 a 999 empregados6,1%
  • 1.000 ou mais empregados6,7%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata tecnólogo em fabricação mecânica

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços de engenharia 7112000 · 40,9% das admissões 67 41.6h R$ 3.096 R$ 4.575 R$ 5.147 3% 1
Fabricação de aparelhos e equipamentos para distribuição e controle de energia elétrica 2731700 · 5,5% das admissões 9 3%
Fabricação de aparelhos de recepção, reprodução, gravação e amplificação de áudio e vídeo 2640000 · 4,3% das admissões 7 3% 3
Manutenção e reparação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos não especificados anteriormente 3313999 · 3,7% das admissões 6 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 3% das admissões 5 3% 1
Testes e análises técnicas 7120100 · 2,4% das admissões 4 1% 2
Fabricação de outros produtos químicos inorgânicos não especificados anteriormente 2019399 · 2,4% das admissões 4 2% 3
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 1,8% das admissões 3 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como tecnólogo em fabricação mecânica

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 625 vínculos

Idade mediana

38 anos

Tempo de casa

40 meses

No setor público

0,5%

Em empresa do Simples

8%

Sexo

  • Homem88,8%
  • Mulher11,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,3h/sem
  • Pessoas com deficiência1,8%
  • Contrato intermitente1%
  • Em entidade sem fins lucrativos1,4%

Sobre os 625 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca72,4%
  • Parda22,6%
  • Preta3,3%
  • Amarela1,6%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo99%
  • Mestrado0,6%
  • Doutorado0,3%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • 6º a 9º ano0,6%
  • Fundamental completo1,2%
  • Médio incompleto4,9%
  • Médio completo30,5%
  • Superior incompleto15,9%
  • Superior completo36%
  • Pós-graduação8,5%
  • Mestrado1,2%
  • Doutorado1,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados1,9%
  • 5 a 9 empregados4,8%
  • 10 a 19 empregados5,6%
  • 20 a 49 empregados8,2%
  • 50 a 99 empregados9,3%
  • 100 a 249 empregados13,9%
  • 250 a 499 empregados23,7%
  • 500 a 999 empregados11%
  • 1.000 ou mais empregados21,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

O exercício das ocupações requer formação em curso superior de Engenharia Mecânica e afins ou Tecnologia em Fabricação Mecânica (ou outra formação correlacionada), com registro no Crea. A tendência do mercado atualmente é valorizar profissionais com pós-graduação e cursos de especialização. Em média, para o exercício pleno das atividades, demanda-se uma experiência superior a cinco anos para os engenheiros e, no caso dos tecnólogos, de 1 a 2 anos.

Texto oficial do MTE para a família 2144.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Engenharia mecânica 0,97× 106.973 12.510 37,2% 30,4%

Quantos se formam × quantas vagas abrem

Formam-se 12.510 pessoas por ano nos cursos associados a essa família, enquanto o mercado formal abriu 1 posto líquidos em 12 meses — cerca de 12.510 formados por vaga nova. O saldo líquido não é o total de oportunidades (há também a reposição de quem sai), mas a razão dá a ordem de grandeza da pressão de entrada na carreira.

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

Qual especialização paga mais na família 2144

Todas as ocupações de engenheiros mecânicos e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2144-30 Engenheiro naval R$ 13.577 R$ 19.775 987
2144-25 Engenheiro aeronáutico R$ 14.000 R$ 17.458 3.800
2144-20 Engenheiro mecânico industrial R$ 11.010 R$ 16.918 6.541
2144-10 Engenheiro mecânico automotivo R$ 10.603 R$ 13.918 3.726
2144-05 Engenheiro mecânico R$ 12.115 R$ 13.614 15.885
2144-15 Engenheiro mecânico (energia nuclear) R$ 13.075 76
2144-35 Tecnólogo em fabricação mecânica (esta página) R$ 4.509 R$ 7.891 625

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2144-35.

A Projetar sistemas, conjuntos mecânicos, componentes e ferramentas (12)
  • Consultar literatura técnica
  • Consultar fornecedores
  • Consultar produtos similares
  • Especificar limites de referência (premissas)
  • Especificar sistemas, conjuntos mecânicos, componentes e ferramentas
  • Especificar materiais
  • Calcular sistemas, conjuntos mecânicos, componentes e ferramentas
  • Desenhar sistemas, conjuntos mecânicos, componentes e ferramentas
  • Analisar viabilidade financeira do projeto
  • Analisar impactos socioambientais de projeto
  • Criar protótipos
  • Pesquisar novas tecnologias
B Implementar atividades de manutenção (5)
  • Implantar sistemas de controle de desempenho de equipamento
  • Inspecionar sistemas, conjuntos mecânicos, componentes e ferramentas
  • Coletar dados técnicos de funcionamento de sistemas, conjuntos mecânicos, componentes e ferrramentas
  • Classificar manutenção por nível de complexidade
  • Realizar manutenções
C Testar sistemas, conjuntos mecânicos, componentes e ferramentas (8)
  • Estabelecer variáveis e valores de controle
  • Selecionar equipamentos de medição
  • Instalar equipamentos de teste
  • Aferir equipamentos de teste
  • Ajustar equipamentos de teste (calibar)
  • Estabelecer condições operacionais de teste
  • Medir variáveis durante operação
  • Avaliar resultados de teste de sistemas, conjuntos mecânicos, componenentes e ferramentas
D Desenvolver processos de fabricação (9)
  • Definir etapas de fabricação
  • Definir sistemas, conjuntos mecânicos, componentes e ferramentas
  • Controlar processo produtivo
  • Controlar qualidade de produto
  • Indicar alterações de variáveis de processo produtivo
  • Indicar alterações de sistemas, conjuntos mecânicas, componentes e ferramentas
  • Indicar alterações de instalações de fabricação (leiaute)
  • Homologar processo de fabricação
  • Implementar processos de fabricação
E Elaborar documentação técnica (9)
  • Elaborar normas e manuais técnicos
  • Elaborar metodologias de testes
  • Elaborar padrões e procedimentos técnicos e operacionais
  • Elaborar especificações técnicas
  • Elaborar relatórios e laudos técnicos
  • Elaborar artigos técnicos
  • Elaborar planos de manutenção preventiva e preditiva
  • Codificar sistemas, conjuntos mecânicos e componentes e ferramentas
  • Elaborar teor técnico em contratação de bens e serviços
F Coordenar atividades técnicas (8)
  • Definir cronograma de trabalho
  • Definir escopo de trabalho
  • Definir equipe de trabalho
  • Coordenar equipe de trabalho
  • Coordenar logística de recursos
  • Gerir recursos financeiros
  • Avaliar resultado de atividades
  • Capacitar pessoal
G Assessorar atividades técnicas (6)
  • Prestar suporte técnico
  • Prestar consultoria técnica
  • Realizar perícia técnica em sistemas, conjuntos mecânicos, componentes e ferramentas
  • Assessorar elaboração de aplicativos específicos (softwares)
  • Proferir palestras
  • Participar de auditoria de qsms
Z Demonstrar competências pessoais (11)
  • Demonstrar raciocínio analítico
  • Demonstrar raciocínio lógico
  • Demonstrar orientação espacial
  • Demonstrar atenção difusa
  • Demonstrar capacidade retórica
  • Demostrar capacidade de negociação
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar capacidade de liderança
  • Contornar situações adversas
  • Administrar conflitos
  • Usar epi

Sinônimos oficiais (3)

Tecnólogo em mecânicaTecnólogo em processo de produçãoTecnólogo em processo de produção e usinagem

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2144-35 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um tecnólogo em fabricação mecânica?

A mediana do salário de admissão é R$ 4.509 por mês, considerando as 157 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.108 (10% menores) a R$ 8.608 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 7.891 (RAIS 2024), 75% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando tecnólogo em fabricação mecânica?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 164 admissões contra 163 desligamentos, saldo de +1 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata tecnólogo em fabricação mecânica?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços de engenharia (CNAE 7112000), com 40,9% das admissões e mediana de R$ 4.575. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de tecnólogo em fabricação mecânica?

2144-35 (família 2144 — Engenheiros mecânicos e afins). A CBO reconhece também os títulos: Tecnólogo em mecânica, Tecnólogo em processo de produção, Tecnólogo em processo de produção e usinagem — todos usam o mesmo código 2144-35. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser tecnólogo em fabricação mecânica?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2144: O exercício das ocupações requer formação em curso superior de Engenharia Mecânica e afins ou Tecnologia em Fabricação Mecânica (ou outra formação correlacionada), com registro no Crea. A tendência do mercado atualmente é valorizar profissionais com pós-graduação e cursos de especialização. Em média, para o exercício pleno das atividades, demanda-se uma experiência superior a cinco anos para os engenheiros e, no caso dos tecnólogos, de 1 a 2 anos. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Engenharia mecânica, com 0,97 candidatos por vaga no presencial.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2144-35?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2144-35 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2144-35 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7112000), o RAT é 3%.

A profissão de tecnólogo em fabricação mecânica é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 2144 registram: Podem ocorrer casos de engenheiros mecânicos que também são professores no ensino superior ou pesquisadores. Para codificá-los, considerar as atividades principais. Norma regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66. 207

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (21 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2144:

  • Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa)
  • Companhia Energética do Estado de Minas Gerais (Cemig)
  • Companhia Siderúrgica Belgo-mineira (Usina de João Monlevade-MG)
  • Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST)
  • Faculdade de Tecnologia de Sorocaba
  • Fiat Automóveis S.A.
  • Moler Engenharia e Representações Ltda.
  • Sindicato dos Engenheiros de Belo Horizonte
  • Sociedade Educacional de Santa Catarina
  • STV Treinamentos Tecnológicos Ltda.
  • Tam Linhas Aéreas S.A.
  • TKM Usinas de Precisão
  • Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. (Usiminas)
  • V&M do Brasil S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • GLOSSÁRIO
  • Limites de referências: premissas que o projeto deve atender. Pode ser número, custo, tempo, vida útil ou material.
  • Aferir: comparar com o padrão.
  • Calibar: ajustar,consertar.
  • Imetro: orgão regulamentador de normalização de padronização.
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