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CBO 2002 Família 2141 R$ 5.913 na admissão -32 postos em 12 meses 70 atividades

CBO 2141-05 — Arquiteto de edificações

O código 2141-05 identifica a ocupação arquiteto de edificações na CBO 2002, dentro da família 2141 — Arquitetos e urbanistas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um arquiteto de edificações

Elaboram planos e projetos associados à arquitetura em todas as suas etapas, definindo materiais, acabamentos, técnicas, metodologias, analisando dados e informações. Fiscalizam e executam obras e serviços, desenvolvem estudos de viabilidade financeira, econômica, ambiental. Podem prestar serviços de consultoria e assessoramento, bem como estabelecer políticas de gestão.

Descrição oficial da família 2141 — Arquitetos e urbanistas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

O trabalho é exercido em atividades econômicas como a da construção civil, de empresas imobiliárias, industriais e de serviços, na condição de empregado ou autônomo, prestando serviços. São mais frequentemente encontrados em empresas e escritórios de médio e grande porte do setor privado, em empresas e órgãos administrativos do setor público, em institutos de pesquisa e planejamento urbano, em instituições ligadas ao patrimônio histórico e na área ambiental. Seu trabalho se desenvolve tanto de forma individual como integrando equipe de trabalho especializada ou multidisciplinar. CONSULTE 3751 - Designers de interiores, de vitrines e visual merchandiser (nível médio).

Recursos de trabalho

Catálogos de materiais e produtos; Computador; Escalímetro; Impressora, plotter e copiadora; Livros e publicações técnicas; Material de desenho (lápis, canetas, etc.); Prancheta com régua paralela; Software cad (computer aided design); Software de apresentação gráfica; Software de edição de texto e planilhas.

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Podem ocorrer casos de arquitetos que exercem também funções de professor no ensino superior. Para codificá-los, considerar as atividades principais. Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de engenheiro, arquiteto e engenheiro agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.

Quanto ganha um arquiteto de edificações

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.50110% ganham atéR$ 5.913medianaR$ 13.08610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 10.330

Entrada × quem já está

R$ 5.913 ao ser admitido · R$ 10.330 para quem tem vínculo ativo +74,7%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de arquiteto de edificações foi de R$ 5.913 — metade das 1.591 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.501 e os 10% de maior, acima de R$ 13.086.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 10.330, ou seja, 74,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 45 meses.

Considerando a jornada média de 41.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 31,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 5.913
Por ano (12 salários)R$ 70.956
Por semanaR$ 1.361
Por hora (41.5h/sem)R$ 31,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 6.00634,9%
  • Mulheres — R$ 5.65065,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 10.77536,9%
  • Mulheres — R$ 10.08863,1%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte4.050
  • Nordeste4.506
  • Sudeste7.005
  • Sul5.038
  • Centro-Oeste6.500

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 619 -72 R$ 6.055
RJ 196 -55 R$ 10.900
MG 158 +6 R$ 5.700
SC 124 +34 R$ 6.350
PR 86 +4 R$ 4.150
DF 78 +15 R$ 10.917
RS 65 -8 R$ 7.425
PE 63 +2 R$ 4.567
BA 57 +6 R$ 4.300
ES 39 +8 R$ 10.200

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

1.738

Desligamentos

1.770

Saldo

-32

Rotatividade

14,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: abr/26 (+25) saldo negativo · pior: dez/25 (-44)

Em 12 meses houve 1.738 admissões e 1.770 desligamentos de arquiteto de edificações, o que significa que o mercado formal fechou 32 postos de trabalho no período, com rotatividade de 14,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 32% foram a pedido do próprio trabalhador e 58,6% por dispensa sem justa causa, além de 5,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador32%
  • Dispensa sem justa causa58,6%
  • Fim de contrato5,1%

Sobre 1.770 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial1,5%
  • Contrato intermitente1,3%
  • Pessoa com deficiência0,1%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro13,1%
  • 1 a 4 empregados8,1%
  • 5 a 9 empregados5,7%
  • 10 a 19 empregados10%
  • 20 a 49 empregados9,6%
  • 50 a 99 empregados6,8%
  • 100 a 249 empregados10,6%
  • 250 a 499 empregados9,7%
  • 500 a 999 empregados9,7%
  • 1.000 ou mais empregados16,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata arquiteto de edificações

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Construção de edifícios 4120400 · 23,2% das admissões 404 43.8h R$ 3.924 R$ 5.081 R$ 7.507 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 10,1% das admissões 176 42.2h R$ 4.069 R$ 7.925 R$ 11.244 3% 1
Incorporação de empreendimentos imobiliários 4110700 · 5,5% das admissões 96 43.6h R$ 3.516 R$ 4.525 R$ 8.375 3% 1
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 4,4% das admissões 76 40.6h R$ 10.865 R$ 12.750 R$ 12.857 3% 3
Serviços de arquitetura 7111100 · 3,7% das admissões 65 43.3h R$ 2.219 R$ 2.717 R$ 3.565 3% 1
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 3,3% das admissões 58 42.6h R$ 5.375 R$ 10.067 R$ 12.910 2% 3
Atividades de teleatendimento 8220200 · 2,3% das admissões 40 40.2h R$ 12.909 3% 2
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 2,1% das admissões 37 43.4h R$ 6.474 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como arquiteto de edificações

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 11.956 vínculos

Idade mediana

40 anos

Tempo de casa

45 meses

No setor público

40,9%

Em empresa do Simples

7,9%

Sexo

  • Mulher62,9%
  • Homem37,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada39,6h/sem
  • Pessoas com deficiência0,9%
  • Jornada parcial0,8%
  • Contrato intermitente0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos6,9%

Sobre os 11.956 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca71,6%
  • Parda23,5%
  • Preta2,5%
  • Amarela2,2%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo94,7%
  • Mestrado4,5%
  • Doutorado0,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,2%
  • Fundamental completo0,3%
  • Médio incompleto0,1%
  • Médio completo10%
  • Superior incompleto4,4%
  • Superior completo72,8%
  • Pós-graduação10,2%
  • Mestrado1,7%
  • Doutorado0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados4,9%
  • 5 a 9 empregados3,7%
  • 10 a 19 empregados5%
  • 20 a 49 empregados9,1%
  • 50 a 99 empregados7%
  • 100 a 249 empregados9%
  • 250 a 499 empregados9,4%
  • 500 a 999 empregados10,7%
  • 1.000 ou mais empregados41,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

Para o exercício das ocupações exige-se o curso superior completo em arquitetura e urbanismo, com ocorrência de profissionais com cursos de especialização e/ou pós-graduação.

Texto oficial do MTE para a família 2141.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Arquitetura e urbanismo 1,13× 112.529 15.103 14% 20,3%

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

Qual especialização paga mais na família 2141

Todas as ocupações de arquitetos e urbanistas, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2141-05 Arquiteto de edificações (esta página) R$ 5.913 R$ 10.330 11.956
2141-15 Arquiteto de patrimônio R$ 7.325 R$ 9.900 459
2141-25 Arquiteto urbanista R$ 7.013 R$ 9.700 4.850
2141-30 Urbanista R$ 4.444 R$ 6.728 535
2141-10 Arquiteto de interiores R$ 3.825 R$ 5.063 1.061
2141-20 Arquiteto paisagista R$ 4.667 R$ 4.453 709

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2141-05.

A Elaborar planos, programas e projetos (18)
  • Identificar necessidades do cliente/usuário
  • Coletar informações e dados
  • Analisar dados e informações
  • Elaborar diagnóstico
  • Buscar um conceito arquitetônico compatível com a demanda
  • Definir conceito projetual
  • Elaborar metodologia
  • Pré-dimensionar o empreendimento proposto
  • Elaborar estudos preliminares e alternativas
  • Compatibilizar projetos complementares
  • Definir técnicas
  • Definir materiais
  • Elaborar planos diretores e setoriais
  • Elaborar o detalhamento técnico construtivo
  • Elaborar orçamento do projeto
  • Buscar aprovação do projeto junto aos órgãos competentes
  • Registrar responsabilidade técnica (art)
  • Elaborar manual do usuário
B Fiscalizar obras e serviços (5)
  • Assegurar fidelidade quanto ao projeto
  • Fiscalizar obras e serviços quanto ao andamento físico, financeiro e legal
  • Conferir medições
  • Monitorar controle de qualidade dos materiais e serviços
  • Ajustar projeto a imprevistos
C Prestar serviços de consultoria e assessoria (5)
  • Avaliar métodos e soluções técnicas
  • Elaborar laudos, perícias e pareceres técnicos
  • Promover integração entre comunidade e bens edificados
  • Realizar estudo de pós-ocupação
  • Coordenar equipes de planos, programas e projetos
D Gerenciar execução de obras e serviços (11)
  • Preparar cronograma físico e financeiro
  • Elaborar o caderno de encargos
  • Cumprir exigências legais de garantia dos serviços prestados
  • Implementar parâmetros de segurança
  • Selecionar prestadores de serviço, mão-de-obra e fornecedores
  • Acompanhar execução de serviços específicos
  • Aprovar os materiais e sistemas envolvidos na obra
  • Efetuar medições do serviço executado
  • Aprovar os serviços executados
  • Entregar a obra executada
  • Executar reparos e serviços de garantia da obra
E Desenvolver estudos de viabilidade (6)
  • Analisar documentação do empreendimento proposto
  • Verificar adequação do projeto à legislação, condições ambientais e institucionais
  • Avaliar alternativas de implantação do projeto
  • Identificar alternativas de operacionalização
  • Identificar alternativas de financiamento
  • Elaborar relatórios conclusivos de viabilidade
F Estabelecer políticas de gestão (8)
  • Assessorar formulação de políticas públicas
  • Estabelecer diretrizes para legislação urbanística
  • Estabelecer diretrizes para legislação ambiental
  • Estabelecer diretrizes para preservação do patrimônio histórico e cultural
  • Promover comunicação entre a sociedade e entidades públicas e privadas
  • Monitorar implementação de programas,planos e projetos
  • Estabelecer programas de segurança, manutenção e controle dos espaços e estruturas
  • Capacitar a sociedade para participação nas politicas públicas
G Ordenar uso e ocupação do terrritório (1)
  • Definir diretrizes para uso e ocupação do espaço
H Fomentar prestação de serviços de arquitetura e urbanismo (5)
  • Identificar oportunidades de serviços
  • Divulgar o trabalho de arquitetura e urbanismo
  • Comercializar serviços arquitetônicos e urbanísticos
  • Dar garantia dos serviços prestados
  • Promover estudos e pesquisas em arquitetura e urbanismo
Z Demonstrar competências pessoais (11)
  • Demonstrar capacidade de síntese
  • Expressar idéias graficamente
  • Transmitir segurança
  • Dar prova de percepção espacial
  • Manifestar criatividade
  • Gerenciar informações e atividades diversas
  • Demonstrar sensibilidade estética
  • Manifestar comprometimento social
  • Atuar em equipes multidisciplinares
  • Administrar conflitos
  • Assegurar a qualidade dos seviços

Sinônimos oficiais (2)

Engenheiro arquitetoProjetista (arquiteto)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2141-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um arquiteto de edificações?

A mediana do salário de admissão é R$ 5.913 por mês, considerando as 1.591 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.501 (10% menores) a R$ 13.086 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 10.330 (RAIS 2024), 74.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando arquiteto de edificações?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 1.738 admissões contra 1.770 desligamentos, saldo de -32 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata arquiteto de edificações?

A atividade econômica que mais contratou foi Construção de edifícios (CNAE 4120400), com 23,2% das admissões e mediana de R$ 5.081. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de arquiteto de edificações?

2141-05 (família 2141 — Arquitetos e urbanistas). A CBO reconhece também os títulos: Engenheiro arquiteto, Projetista (arquiteto) — todos usam o mesmo código 2141-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser arquiteto de edificações?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2141: Para o exercício das ocupações exige-se o curso superior completo em arquitetura e urbanismo, com ocorrência de profissionais com cursos de especialização e/ou pós-graduação. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Arquitetura e urbanismo, com 1,13 candidatos por vaga no presencial.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2141-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2141-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2141-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4120400), o RAT é 3%.

A profissão de arquiteto de edificações é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 2141 registram: Podem ocorrer casos de arquitetos que exercem também funções de professor no ensino superior. Para codificá-los, considerar as atividades principais. Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de engenheiro, arquiteto e engenheiro agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (17 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2141:

  • Bh Trans - Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte
  • Centro de Estudos de Transporte e Meio Ambiente - Cetrama
  • Colegiado do Curso de Urbanismo - Universidade do Estado da Bahia
  • Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia - Conder
  • Davila Arquitetura
  • Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
  • Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha)
  • Kade Engenharia e Construcão Ltda.
  • Mil Arquitetura e Consultoria S/C Ltda.
  • Ministério das Cidades
  • Pólis Arquitetura
  • Rosa Grena Kliass Paisagismo Planejamento e Projetos Ltda.
  • Secretaria de Planejamento de Minas Gerais (Seplan)
  • Sfs Arquitetura e Planejamento Ltda.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - Faculdade de Arquitetura
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
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