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CBO 2002 Família 8421 R$ 1.932 na admissão +804 postos em 12 meses 47 atividades

CBO 8421-20 — Auxiliar de processamento de fumo

O código 8421-20 identifica a ocupação auxiliar de processamento de fumo na CBO 2002, dentro da família 8421 — Cigarreiros e beneficiadores de fumo. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um auxiliar de processamento de fumo

Compram fumo, interpretando portaria de classificação, identificando tipos e classes de fumo, verificando impurezas e negociando a qualidade com o produtor. Classificam fumo, estimando qualidade e quantidade da safra, interpretando padrões de classificação, distinguindo tipos e elaborando amostras. Fermentam manocas de fumo, identificando classes, montando e desmontando pilhas, monitorando temperatura de pilhas, acondicionando manocas contentores e transportando-os para o estoque. Preparam o blend, avaliando estoques, identificando, controlando percentuais e programando classes de fumo, preparando amostras de blend e demonstrando-as aos clientes. Processam e monitoram processos de beneficiamento e armazenam fumo. Auxiliam na manutenção e instalação de máquinas e equipamentos para o beneficiamento de fumo. Trabalham seguindo normas de higiene, segurança no trabalho, qualidade e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8421 — Cigarreiros e beneficiadores de fumo, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam nas colônias de preparação e tratamento do fumo cru ou nas indústrias de fabricação que debulham, fragmentam e preparam o fumo para fábricas de cigarros e cigarrilhas. São empregados com carteira assinada. Os titulares trabalham em equipe, sob supervisão ocasional; os auxiliares atuam individualmente sob supervisão permanente. No período de entressafra, podem desenvolver atividades de manutenção de equipamentos.

Recursos de trabalho

Balança; Cilindros condicionadores; Contentor; Estação de controle de qualidade; Esteiras de transporte; Linha de debulhação; Máquina de corte; Medidor de fluxo; Mesa de corte; Tanques de preparação e aplicação de melaço.

Quanto ganha um auxiliar de processamento de fumo

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.78010% ganham atéR$ 1.932medianaR$ 2.30710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.086

Entrada × quem já está

R$ 1.932 ao ser admitido · R$ 2.086 para quem tem vínculo ativo +8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de auxiliar de processamento de fumo foi de R$ 1.932 — metade das 11.481 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.780 e os 10% de maior, acima de R$ 2.307.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.086, ou seja, 8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 14 meses.

Considerando a jornada média de 43.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.932
Por ano (12 salários)R$ 23.184
Por semanaR$ 445
Por hora (43.4h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.05747,3%
  • Mulheres — R$ 1.85652,7%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.35056,4%
  • Mulheres — R$ 1.76343,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste1.654
  • Sudeste1.676
  • Sul1.925
  • Centro-Oeste1.570

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (6 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
RS 10.457 +1.117 R$ 1.917
SC 861 -134 R$ 2.045
PR 151 -4 R$ 2.545
RJ 141 +33 R$ 1.659
AL 104 -238 R$ 1.652
SP 35 +6 R$ 2.308

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

11.926

Desligamentos

11.122

Saldo

+804

Rotatividade

728,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+2.062) saldo negativo · pior: ago/25 (-1.958)

Em 12 meses houve 11.926 admissões e 11.122 desligamentos de auxiliar de processamento de fumo, o que significa que o mercado formal abriu 804 postos de trabalho no período, com rotatividade de 728,4% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 22,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 6,1% por dispensa sem justa causa, além de 67,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador22,9%
  • Dispensa sem justa causa6,1%
  • Fim de contrato67,6%

Sobre 11.122 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Pessoa com deficiência3,9%
  • Jovem aprendiz1%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro1,2%
  • 1 a 4 empregados5,7%
  • 5 a 9 empregados0,6%
  • 10 a 19 empregados1,4%
  • 20 a 49 empregados3,1%
  • 50 a 99 empregados7,6%
  • 100 a 249 empregados11,3%
  • 250 a 499 empregados41,2%
  • 500 a 999 empregados27,7%
  • 1.000 ou mais empregados0,2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata auxiliar de processamento de fumo

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Processamento industrial do fumo 1210700 · 87% das admissões 10.381 43.8h R$ 1.839 R$ 1.935 R$ 2.058 3% 3
Comércio atacadista de fumo em folha não beneficiado 4623104 · 1,7% das admissões 200 44h R$ 2.166 R$ 2.513 R$ 2.781 3% 2
Fabricação de outros produtos do fumo, exceto cigarros, cigarrilhas e charutos 1220499 · 1,6% das admissões 185 44h R$ 1.793 R$ 1.840 R$ 1.882 3% 3
Fabricação de cigarros 1220401 · 1,1% das admissões 130 42.2h R$ 1.623 R$ 1.657 R$ 1.690 2% 3
Comércio atacadista de fumo beneficiado 4636201 · 0,7% das admissões 88 44h R$ 1.767 R$ 1.855 R$ 2.034 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como auxiliar de processamento de fumo

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.527 vínculos

Idade mediana

36 anos

Tempo de casa

14 meses

No setor público

2,4%

Em empresa do Simples

11%

Sexo

  • Homem52%
  • Mulher48%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,8h/sem
  • Pessoas com deficiência5,7%

Sobre os 1.527 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca61,8%
  • Parda24,4%
  • Preta13,2%
  • Amarela0,5%
  • Indígena0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto1,1%
  • Até o 5º ano incompleto6,4%
  • 5º ano completo5,4%
  • 6º ao 9º ano11,7%
  • Fundamental completo9,6%
  • Médio incompleto10,7%
  • Médio completo49,5%
  • Superior incompleto3,1%
  • Superior completo2,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,8%
  • Até 5º ano incompleto9,7%
  • 5º ano completo7,1%
  • 6º a 9º ano26,2%
  • Fundamental completo12,7%
  • Médio incompleto14,6%
  • Médio completo26,3%
  • Superior incompleto1,6%
  • Superior completo1,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados3,1%
  • 5 a 9 empregados5,2%
  • 10 a 19 empregados5,2%
  • 20 a 49 empregados8,8%
  • 50 a 99 empregados14,4%
  • 100 a 249 empregados40,8%
  • 250 a 499 empregados2,6%
  • 500 a 999 empregados17%
  • 1.000 ou mais empregados2,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de auxiliar de processamento de fumo

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

78,6

CAT no período

98

Idade média no acidente

43 anos

Foram 98 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo auxiliar de processamento de fumo nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 78,6 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 69,4% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 30,6% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico69,4%
  • Trajeto30,6%

Parte do corpo atingida

  • Dedo18,4%
  • Pé (exceto artelhos)11,2%
  • Joelho8,2%
  • Mão (exceto punho ou dedos)8,2%
  • Braço (entre o punho e o ombro)7,1%

Natureza da lesão

  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)23,5%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)18,4%
  • Fratura15,3%
  • Distensão, torção12,2%
  • Lesão imediata9,2%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta9,2%
  • Metal - inclui liga9,2%
  • Caixa, engradado, caixote - embalagem, recipiente (vazio ou cheio)7,1%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas7,1%
  • Calçada ou caminho para pedestre - superfície utilizada para sustentar pessoas6,1%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 6 6,1% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 5 5,1% 5.476
R52.0 — Dor aguda 5 5,1% 174
S80.0 — Contusão do joelho 4 4,1% 1.225
M79.6 — Dor em membro 4 4,1% 517
Z00.0 — Exame médico geral 4 4,1% 19

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Processamento industrial do fumo) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 78,6 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício da ocupação processador de fumo requer-se ensino médio incompleto e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três e quatro anos de experiência profissional. Para o auxiliar de processamento do fumo requer-se ensino fundamental e prática profissional no posto de trabalho. Nesse caso, o pleno desempenho das atividades é alcançado com aproximadamente um ano de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8421.

Qual especialização paga mais na família 8421

Todas as ocupações de cigarreiros e beneficiadores de fumo, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
8421-25 Operador de máquina (fabricação de cigarros) R$ 2.630 R$ 3.738 1.030
8421-35 Operador de máquina de preparação de matéria prima para produção de cigarros R$ 2.120 R$ 2.918 362
8421-10 Processador de fumo R$ 1.798 R$ 2.873 489
8421-05 Preparador de melado e essência de fumo R$ 1.753 R$ 2.788 43
8421-20 Auxiliar de processamento de fumo (esta página) R$ 1.932 R$ 2.086 1.527
8421-15 Classificador de fumo R$ 1.601 R$ 1.415 1.129

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8421-20.

A Classificar fumo (3)
  • Verificar calibração de balança
  • Conferir etiquetas dos produtores
  • Acondicionar fumo cru em contentores
B Fermentar manocas de fumo (5)
  • Montar pilhas de manocas de fumo
  • Monitorar temperatura das pilhas de manocas de fumo
  • Desmontar pilhas de manocas de fumo
  • Acondicionar manocas em contentores
  • Transportar contentores para estoque
C Preparar blend (3)
  • Avaliar estoque de fumo
  • Pegar no estoque classes para composição da corrida
  • Pesar contentor de fumo
D Processar fumo (4)
  • Alimentar máquina com fumo
  • Destalar folhas de fumo (destala manual)
  • Emitir etiqueta de identificação do fumo processado
  • Acondicionar fumo processado em pallets
I Operar máquinas (7)
  • Conferir matéria-prima
  • Abastecer máquinas com máteria-prima
  • Coletar cigarros e filtros na esteira para amostra
  • Controlar estatísticas de produção de cigarros, filtros e carteiras
  • Registrar dados de qualidade do produto
  • Acondicionar filtros em reservátorios
  • Separar refugo de cigarros e carteiras
J Participar de processos administrativos e operacionais (7)
  • Auxiliar no controle administrativo de pessoal
  • Limpar máquinas, equipamentos e ambientes
  • Detectar defeitos de máquinas e equipamentos
  • Requisitar peças de reposição para máquinas e equipamentos
  • Auxiliar na manutenção de máquinas e equipamentos
  • Operar sistemas de informática
  • Controlar rastreabilidade das matérias primas
K Trabalhar com segurança (5)
  • Participar de diálogos prevencionistas sobre segurança no trabalho
  • Usar equipamentos de proteção individual e coletiva (epi e epc)
  • Comunicar riscos de acidentes e incidentes no trabalho
  • Isolar áreas de risco
  • Participar de treinamentos de segurança no trabalho
Z Demonstrar competências pessoais (13)
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar iniciativa
  • Demonstrar flexibilidade
  • Demonstrar versatilidade
  • Demonstrar concentração
  • Demonstrar pró-atividade
  • Demonstrar sensibilidade táctil
  • Demonstrar acuidade visual
  • Demonstrar destreza manual
  • Demonstrar apuro olfativo
  • Demonstrar agilidade decisória
  • Demonstrar capacidade de análise
  • Contornar situações adversas

Sinônimos oficiais (1)

Auxiliar de produção de fumo

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8421-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um auxiliar de processamento de fumo?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.932 por mês, considerando as 11.481 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.780 (10% menores) a R$ 2.307 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.086 (RAIS 2024), 8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando auxiliar de processamento de fumo?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 11.926 admissões contra 11.122 desligamentos, saldo de +804 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata auxiliar de processamento de fumo?

A atividade econômica que mais contratou foi Processamento industrial do fumo (CNAE 1210700), com 87% das admissões e mediana de R$ 1.935. A lista completa dos 5 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de auxiliar de processamento de fumo?

8421-20 (família 8421 — Cigarreiros e beneficiadores de fumo). A CBO reconhece também os títulos: Auxiliar de produção de fumo — todos usam o mesmo código 8421-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser auxiliar de processamento de fumo?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8421: Para o exercício da ocupação processador de fumo requer-se ensino médio incompleto e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre entre três e quatro anos de experiência profissional. Para o auxiliar de processamento do fumo requer-se ensino fundamental e prática profissional no posto de trabalho. Nesse caso, o pleno desempenho das atividades é alcançado com aproximadamente um ano de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de auxiliar de processamento de fumo?

A taxa é de 78,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (18,4% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8421-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8421-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8421-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1210700), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (20 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8421:

  • Alliance One Brasil Exportadora Tabacos Ltda
  • Brasfumo Indústria Brasileira de Fumos Ltda.
  • Cia de Cigarros Souza Cruz S.A.
  • CTA Continental Tabaccos Alliance S.A.
  • Dimon do Brasil Tabacos Ltda.
  • Indústrias Reunidas Coringa Ltda.
  • KBH & C Tabacos
  • Meridional Tabacos Ltda.
  • Philip Morris Brasil S.A.
  • Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias do Fumo e Afins de Venâncio Aires-RS
  • Universal Leaf Tabacos Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • GLOSSÁRIO
  • Blend: palavra muito utilizada na indústria fumageira que significa misturar, temperar.
  • Preparar blend: misturar classes de fumo de acordo com títulos e característi- cas do produto, conforme critérios específicos e técnicos, garantindo padrões de qualidade.
  • Classificar fumo: selecionar fumo, segundo a classe, cor, textura, tamanho, procedência e outras qualidades para estabelecer e orientar sua utilização racional e econômica.
  • Processar fumo: operar, regular e ajustar equipamentos coordenando ativida- des relacionadas à mesa de alimentação, mesa de escolha, debulhação, se- cagem, condicionamento e embalagem de fumo, visando garantir resultados qualitativos e quantitativos.
  • Manoca: molho de cinco ou seis folhas de fumo, assim dispostas para a seca.
  • Contetores ou gaiolas: servem para guardar o fumo.
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