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CBO 2002 Família 8301 R$ 4.012 na admissão -195 postos em 12 meses 76 atividades

CBO 8301-05 — Mestre (indústria de celulose, papel e papelão)

O código 8301-05 identifica a ocupação mestre (indústria de celulose, papel e papelão) na CBO 2002, dentro da família 8301 — Supervisores da fabricação de celulose e papel. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um mestre (indústria de celulose, papel e papelão)

Coordenam processos de fabricação de celulose e papel, equipes de trabalho e atividades de manutenção de máquinas e equipamentos. Controlam as variáveis físico-químicas e os insumos do processo de produção. Monitoram a emissão de resíduos industriais, elaboram documentação técnica e administrativa e asseguram o cumprimento de normas e procedimentos de segurança, qualidade, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8301 — Supervisores da fabricação de celulose e papel, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de celulose, papel e seus derivados e na indústria editorial e gráfica (edição, impressão e reprodução de gravações) como empregados com carteira assinada. Organizam-se em equipe, sob supervisão ocasional, em ambiente fechado ou a céu aberto e no sistema de rodízio de turnos (diurno/noturno). Trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse, e podem, no desenvolvimento de algumas atividades, trabalhar em grandes alturas e permanecer expostos à ação de materiais tóxicos, radiação, ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

BIP; Caneta; Estilete; Lanterna de pilha; Microcomputador; Rádio de comunicação; Softwares de gestão da produção; Telefone; Trena. 453

Quanto ganha um mestre (indústria de celulose, papel e papelão)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.09610% ganham até R$ 4.012mediana R$ 11.00510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 7.038

Entrada × quem já está

R$ 4.012 ao ser admitido · R$ 7.038 para quem tem vínculo ativo +75,4%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de mestre (indústria de celulose, papel e papelão) foi de R$ 4.012 — metade das 254 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.096 e os 10% de maior, acima de R$ 11.005.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 7.038, ou seja, 75,4% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 105 meses.

Considerando a jornada média de 43.1 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 21,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 4.012
Por ano (12 salários)R$ 48.144
Por semanaR$ 923
Por hora (43.1h/sem)R$ 21,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 4.019 91,7%
  • Mulheres — R$ 3.213 8,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 7.333 91,2%
  • Mulheres — R$ 4.094 8,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste 3.950
  • Sul 4.083

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 90 -86 — R$ 4.400 —
PR 57 -17 — R$ 4.850 —
SC 39 -28 — R$ 3.900 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

276

Desligamentos

471

Saldo

-195

Rotatividade

16,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jul/26 (+4) saldo negativo · pior: mai/26 (-33)

Em 12 meses houve 276 admissões e 471 desligamentos de mestre (indústria de celulose, papel e papelão), o que significa que o mercado formal fechou 195 postos de trabalho no período, com rotatividade de 16,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 25,9% foram a pedido do próprio trabalhador e 66,5% por dispensa sem justa causa. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 25,9%
  • Dispensa sem justa causa 66,5%
  • Fim de contrato 2,5%
  • Aposentadoria 0,2%

Sobre 471 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 11,8%
  • 1 a 4 empregados 4,9%
  • 5 a 9 empregados 8,1%
  • 10 a 19 empregados 8,9%
  • 20 a 49 empregados 13,4%
  • 50 a 99 empregados 13,8%
  • 100 a 249 empregados 18,7%
  • 250 a 499 empregados 13%
  • 500 a 999 empregados 5,3%
  • 1.000 ou mais empregados 2%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata mestre (indústria de celulose, papel e papelão)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de chapas e de embalagens de papelão ondulado 1733800 · 14,9% das admissões 41 44h R$ 3.308 R$ 4.675 R$ 6.538 3% 2
Fabricação de papel 1721400 · 14,5% das admissões 40 42.8h — R$ 6.000 — 3% 3
Fabricação de produtos de papel para uso doméstico e higiênico sanitário não especificados anteriormente 1742799 · 7,2% das admissões 20 43.2h — R$ 6.200 — 3% 2
Fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel, cartolina, papel cartão e papelão ondulado não especificados anteriormente 1749400 · 6,9% das admissões 19 43.8h — R$ 4.000 — 3% 2
Fabricação de embalagens de papel 1731100 · 6,5% das admissões 18 44h — R$ 4.921 — 3% 2
Fabricação de celulose e outras pastas para a fabricação de papel 1710900 · 4% das admissões 11 43.1h — R$ 21.000 — 3% 3
Comércio varejista de madeira e artefatos 4744002 · 3,6% das admissões 10 43.6h — R$ 2.106 — 3% 2
Fabricação de produtos de papel, cartolina, papel cartão e papelão ondulado para uso comercial e de escritório 1741902 · 3,3% das admissões 9 — — — — 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como mestre (indústria de celulose, papel e papelão)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.818 vínculos

Idade mediana

43 anos

Tempo de casa

105 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

13,6%

Sexo

  • Homem 91,1%
  • Mulher 8,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,1h/sem
  • Pessoas com deficiência2,2%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 2.818 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 63,1%
  • Parda 30,2%
  • Preta 6%
  • Amarela 0,6%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,2%
  • Até o 5º ano incompleto 1,1%
  • 5º ano completo 1,5%
  • 6º ao 9º ano 3,4%
  • Fundamental completo 7%
  • Médio incompleto 4,6%
  • Médio completo 54,1%
  • Superior incompleto 6%
  • Superior completo 21,8%
  • Mestrado 0,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto 1,1%
  • 5º ano completo 0,7%
  • 6º a 9º ano 1,4%
  • Fundamental completo 3,3%
  • Médio incompleto 2,5%
  • Médio completo 60,5%
  • Superior incompleto 4,7%
  • Superior completo 21,7%
  • Pós-graduação 3,6%
  • Mestrado 0,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 2,2%
  • 5 a 9 empregados 3,2%
  • 10 a 19 empregados 6%
  • 20 a 49 empregados 11,3%
  • 50 a 99 empregados 10,8%
  • 100 a 249 empregados 19,1%
  • 250 a 499 empregados 17,7%
  • 500 a 999 empregados 18,1%
  • 1.000 ou mais empregados 11,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de mestre (indústria de celulose, papel e papelão)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

19,4

CAT no período

45

Idade média no acidente

42 anos

Foram 45 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo mestre (indústria de celulose, papel e papelão) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 19,4 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 80% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 20% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 80%
  • Trajeto 20%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 26,7%
  • Joelho 6,7%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis) 6,7%
  • Braço (entre o punho e o ombro) 6,7%
  • Membros inferiores, NIC 4,4%

Natureza da lesão

  • Fratura 28,9%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 15,6%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 13,3%
  • Outras lesões, NIC 11,1%
  • Lesão imediata 6,7%

Agente causador

  • Máquina, NIC 15,6%
  • Veículo, NIC 6,7%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 6,7%
  • Motocicleta, motoneta 6,7%
  • Madeira (toro, madeira serrada, pranchão, poste, barrote, ripa e produto de madeira) 4,4%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 3 6,7% 1.634
S62.1 — Fratura de outro(s) osso(s) do carpo 2 4,4% 24.580
T81.3 — Deiscência de ferida cirúrgica não classificada em outra parte 1 2,2% 57
S82.3 — Fratura da extremidade distal da tíbia 1 2,2% 25.350
S90 — Traumatismo superficial do tornozelo e do pé 1 2,2% 1.188
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 1 2,2% 3.531

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de chapas e de embalagens de papelão ondulado) tem RAT 3% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 19,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio e curso técnico na área de atuação oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre por volta de cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8301.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8301-05.

A Coordenar o processo de fabricação de celulose e papel (6)
  • •Avaliar os resultados das etapas dos processos, segundo as especificações do produto
  • •Controlar a qualidade da matéria-prima, do produto em processo e do produto acabado
  • •Monitorar recuperação de produtos químicos
  • •Transmitir informações sobre ocorrências no período de trabalho
  • •Monitorar a capacidade dos equipamentos
  • •Controlar a eficiência operacional e produtiva
B Coordenar equipes de trabalho (8)
  • •Planejar o cronograma de atividades
  • •Distribuir atividades de trabalho
  • •Identificar necessidades de treinamento
  • •Orientar equipes de trabalho
  • •Treinar equipes de trabalho
  • •Remanejar pessoal conforme necessidade
  • •Avaliar desempenho da equipe de trabalho
  • •Avaliar candidatos para contratação
C Controlar variáveis físico-químicas do processo de papel e celulose (19)
  • •Controlar dqo e dbo, trs, cor, oxigênio dissolvido, sólidos dos efluentes
  • •Controlar pressão e temperatura para a caldeira
  • •Controlar pressão e pureza do ar comprimido
  • •Controlar a pressão e temperatura na supercalandra
  • •Controlar o consumo específico de energia, para a produção da pasta
  • •Controlar a viscosidade para a fabricação de celulose
  • •Controlar o grau de deslignificação para a fabricação da celulose
  • •Controlar a alvura da celulose e pasta
  • •Controlar a absorção na fabricação do papel
  • •Controlar a gramatura na fabricação do papel
  • •Controlar a umidade do papel
  • •Controlar a refinação na fabricação do papel
  • •Controlar a consistência da suspensão na fabricação do papel
  • •Controlar a resistência do papel
  • •Controlar o revestimento do papel
  • •Controlar a dureza e matéria orgânica da água
  • •Controlar o ph da suspensão, para a fabricação do papel
  • •Controlar a granulometria e espessura do cavaco de madeira
  • •Controlar a formação da folha do papel
D Controlar insumos do processo de produção (5)
  • •Conferir estoque de madeira
  • •Conferir estoque de produtos químicos
  • •Monitorar estoque de licores
  • •Monitorar estoques de pasta, celulose e material reciclável
  • •Verificar a disponibilidade de água, vapor, energia e ar
E Elaborar documentação técnica e administrativa (6)
  • •Registar as ocorrências do período de trabalho
  • •Controlar documentos e registros
  • •Preencher relatórios de acidentes
  • •Elaborar check-list das pendências de manutenção
  • •Preencher ordem de serviço para a manutenção
  • •Elaborar procedimentos para tratar situações de risco
F Assegurar cumprimento das normas de segurança no trabalho (8)
  • •Orientar a equipe de trabalho em relação às normas de segurança
  • •Exigir a utilização de epi e epc
  • •Verificar as condições de uso de epi e epc
  • •Identificar situações de risco no ambiente de trabalho
  • •Repassar informações sobre riscos de utilização de novos produtos, equipamentos e acidentes
  • •Divulgar ocorrências de acidentes e incidentes
  • •Supervisionar bloqueios de equipamentos para manutenção
  • •Fiscalizar o comportamento da equipe de trabalho em relação a atos inseguros
G Controlar a emissão de resíduos industriais (7)
  • •Orientar a equipe de trabalho para evitar emissão de efluentes fora dos padrões
  • •Comparar os resultados de análises dos efluentes, com parâmetros preestabelecidos
  • •Definir ações para correção de emissões de efluentes
  • •Identificar causas de incidentes
  • •Relatar os incidentes
  • •Providenciar a transferência e recuperação de efluentes
  • •Atender a reclamações da comunidade
H Coordenar a manutenção de máquinas e equipamentos (5)
  • •Estimar tempo para a realização da manutenção
  • •Programar interrupções da produção
  • •Comunicar as áreas envolvidas sobre o período de interrupção do processo
  • •Monitorar a inspeção de equipamentos
  • •Controlar a vida útil de componentes dos equipamentos
Z Demonstrar competências pessoais (12)
  • •Tratar situações de emergência
  • •Tomar decisões
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar liderança
  • •Manifestar iniciativa
  • •Demonstrar dinamismo
  • •Dar provas de flexibilidade
  • •Comunicar-se
  • •Administrar conflitos
  • •Manter-se atualizado tecnologicamente
  • •Evidenciar comprometimento
  • •Demonstrar capacidade de persuasão

Sinônimos oficiais (13)

Chefe de acabamento de papelContramestre (indústria de celulose, papel e papelão)Coordenador de turno - área de fibrasCoordenador de turno - área de papelMestre de fabricação e montagem de caixas (papelão)Supervisor de fibras e utilidadesSupervisor de máquinas para fabricar papelSupervisor de papel e acabamentoSupervisor de pátio de madeiraSupervisor de processo de fibras, químicos e madeiraSupervisor de produção de celuloseSupervisor de produção de papelSupervisor de recuperação de produtos químicos

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8301-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um mestre (indústria de celulose, papel e papelão)?

A mediana do salário de admissão é R$ 4.012 por mês, considerando as 254 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.096 (10% menores) a R$ 11.005 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 7.038 (RAIS 2024), 75.4% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando mestre (indústria de celulose, papel e papelão)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 276 admissões contra 471 desligamentos, saldo de -195 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata mestre (indústria de celulose, papel e papelão)?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de chapas e de embalagens de papelão ondulado (CNAE 1733800), com 14,9% das admissões e mediana de R$ 4.675. A ficha de mestre (indústria de celulose, papel e papelão) no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de mestre (indústria de celulose, papel e papelão)?

8301-05 (família 8301 — Supervisores da fabricação de celulose e papel). A CBO reconhece também os títulos: Chefe de acabamento de papel, Contramestre (indústria de celulose, papel e papelão), Coordenador de turno - área de fibras, Coordenador de turno - área de papel, Mestre de fabricação e montagem de caixas (papelão), Supervisor de fibras e utilidades, Supervisor de máquinas para fabricar papel, Supervisor de papel e acabamento, entre outros — todos usam o mesmo código 8301-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser mestre (indústria de celulose, papel e papelão)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8301: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio e curso técnico na área de atuação oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre por volta de cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de mestre (indústria de celulose, papel e papelão)?

A taxa é de 19,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (26,7% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S60.0 — contusão de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8301-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8301-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8301-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1733800), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8301:

  • •Campion Papel e Celulose Ltda.
  • •Celulose Irani Ltda.
  • •Companhia Suzano de Papel e Celulose S.A.
  • •Inpacel - Indústria de Papel Arapoti S.A.
  • •Klabin Paraná Papéis S.A.
  • •Madeireira Miguel Forte S.A.
  • •Senges Papel e Celulose Ltda.
  • •Sinpacel
  • •Trombini Embalagens Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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