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CBO 2002 Família 8301 R$ 4.015 na admissão -204 postos em 12 meses 76 atividades

CBO 8301-05 — Mestre (indústria de celulose, papel e papelão)

O código 8301-05 identifica a ocupação mestre (indústria de celulose, papel e papelão) na CBO 2002, dentro da família 8301 — Supervisores da fabricação de celulose e papel. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um mestre (indústria de celulose, papel e papelão)

Coordenam processos de fabricação de celulose e papel, equipes de trabalho e atividades de manutenção de máquinas e equipamentos. Controlam as variáveis físico-químicas e os insumos do processo de produção. Monitoram a emissão de resíduos industriais, elaboram documentação técnica e administrativa e asseguram o cumprimento de normas e procedimentos de segurança, qualidade, higiene, saúde e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 8301 — Supervisores da fabricação de celulose e papel, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na fabricação de celulose, papel e seus derivados e na indústria editorial e gráfica (edição, impressão e reprodução de gravações) como empregados com carteira assinada. Organizam-se em equipe, sob supervisão ocasional, em ambiente fechado ou a céu aberto e no sistema de rodízio de turnos (diurno/noturno). Trabalham sob pressão, o que pode levá-los à situação de estresse, e podem, no desenvolvimento de algumas atividades, trabalhar em grandes alturas e permanecer expostos à ação de materiais tóxicos, radiação, ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

BIP; Caneta; Estilete; Lanterna de pilha; Microcomputador; Rádio de comunicação; Softwares de gestão da produção; Telefone; Trena. 453

Quanto ganha um mestre (indústria de celulose, papel e papelão)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.09210% ganham atéR$ 4.015medianaR$ 12.00410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 7.038

Entrada × quem já está

R$ 4.015 ao ser admitido · R$ 7.038 para quem tem vínculo ativo +75,3%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de mestre (indústria de celulose, papel e papelão) foi de R$ 4.015 — metade das 257 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.092 e os 10% de maior, acima de R$ 12.004.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 7.038, ou seja, 75,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 105 meses.

Considerando a jornada média de 43.4 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 21,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 4.015
Por ano (12 salários)R$ 48.180
Por semanaR$ 924
Por hora (43.4h/sem)R$ 21,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 4.02193%
  • Mulheres — R$ 3.1007%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 7.33391,2%
  • Mulheres — R$ 4.0948,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste3.350
  • Sudeste4.025
  • Sul4.100

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 87 -98 R$ 4.517
PR 54 -17 R$ 4.450
SC 31 -34 R$ 4.050

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

269

Desligamentos

473

Saldo

-204

Rotatividade

16,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jul/26 (+4) saldo negativo · pior: mai/26 (-33)

Em 12 meses houve 269 admissões e 473 desligamentos de mestre (indústria de celulose, papel e papelão), o que significa que o mercado formal fechou 204 postos de trabalho no período, com rotatividade de 16,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 25,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 66,6% por dispensa sem justa causa. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador25,2%
  • Dispensa sem justa causa66,6%
  • Fim de contrato3%
  • Aposentadoria0,2%

Sobre 473 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro11,5%
  • 1 a 4 empregados5,6%
  • 5 a 9 empregados8,6%
  • 10 a 19 empregados8,6%
  • 20 a 49 empregados12,6%
  • 50 a 99 empregados15,2%
  • 100 a 249 empregados17,8%
  • 250 a 499 empregados12,6%
  • 500 a 999 empregados5,6%
  • 1.000 ou mais empregados1,9%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata mestre (indústria de celulose, papel e papelão)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de chapas e de embalagens de papelão ondulado 1733800 · 15,6% das admissões 42 44h R$ 3.088 R$ 4.600 R$ 6.525 3% 2
Fabricação de papel 1721400 · 14,9% das admissões 40 42.9h R$ 6.596 3% 3
Fabricação de produtos de papel para uso doméstico e higiênico sanitário não especificados anteriormente 1742799 · 7,4% das admissões 20 43.2h R$ 6.000 3% 2
Fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel, cartolina, papel cartão e papelão ondulado não especificados anteriormente 1749400 · 6,7% das admissões 18 44h R$ 4.500 3% 2
Fabricação de embalagens de papel 1731100 · 6,3% das admissões 17 44h R$ 5.500 3% 2
Fabricação de celulose e outras pastas para a fabricação de papel 1710900 · 4,5% das admissões 12 43.2h R$ 22.000 3% 3
Fabricação de produtos de papel, cartolina, papel cartão e papelão ondulado para uso comercial e de escritório 1741902 · 3,7% das admissões 10 3% 2
Comércio varejista de madeira e artefatos 4744002 · 3,7% das admissões 10 43.6h R$ 2.106 3% 2

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como mestre (indústria de celulose, papel e papelão)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.818 vínculos

Idade mediana

43 anos

Tempo de casa

105 meses

No setor público

0,1%

Em empresa do Simples

13,6%

Sexo

  • Homem91,1%
  • Mulher8,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,1h/sem
  • Pessoas com deficiência2,2%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,1%

Sobre os 2.818 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca63,1%
  • Parda30,2%
  • Preta6%
  • Amarela0,6%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,2%
  • Até o 5º ano incompleto1,1%
  • 5º ano completo1,5%
  • 6º ao 9º ano3,4%
  • Fundamental completo7%
  • Médio incompleto4,6%
  • Médio completo54,1%
  • Superior incompleto6%
  • Superior completo21,8%
  • Mestrado0,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto0,4%
  • 5º ano completo0,4%
  • 6º a 9º ano1,5%
  • Fundamental completo3,3%
  • Médio incompleto2,6%
  • Médio completo60,6%
  • Superior incompleto5,9%
  • Superior completo21,2%
  • Pós-graduação3,7%
  • Mestrado0,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados2,2%
  • 5 a 9 empregados3,2%
  • 10 a 19 empregados6%
  • 20 a 49 empregados11,3%
  • 50 a 99 empregados10,8%
  • 100 a 249 empregados19,1%
  • 250 a 499 empregados17,7%
  • 500 a 999 empregados18,1%
  • 1.000 ou mais empregados11,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de mestre (indústria de celulose, papel e papelão)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

19,4

CAT no período

45

Idade média no acidente

42 anos

Foram 45 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo mestre (indústria de celulose, papel e papelão) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 19,4 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 80% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 20% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico80%
  • Trajeto20%

Parte do corpo atingida

  • Dedo26,7%
  • Joelho6,7%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)6,7%
  • Braço (entre o punho e o ombro)6,7%
  • Membros inferiores, NIC4,4%

Natureza da lesão

  • Fratura28,9%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)15,6%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)13,3%
  • Outras lesões, NIC11,1%
  • Lesão imediata6,7%

Agente causador

  • Máquina, NIC15,6%
  • Veículo, NIC6,7%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas6,7%
  • Motocicleta, motoneta6,7%
  • Madeira (toro, madeira serrada, pranchão, poste, barrote, ripa e produto de madeira)4,4%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 3 6,7% 1.634
S62.1 — Fratura de outro(s) osso(s) do carpo 2 4,4% 24.580
T81.3 — Deiscência de ferida cirúrgica não classificada em outra parte 1 2,2% 57
S82.3 — Fratura da extremidade distal da tíbia 1 2,2% 25.350
S90 — Traumatismo superficial do tornozelo e do pé 1 2,2% 1.188
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 1 2,2% 3.531

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de chapas e de embalagens de papelão ondulado) tem RAT 3% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 19,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio e curso técnico na área de atuação oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre por volta de cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 8301.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 8301-05.

A Coordenar o processo de fabricação de celulose e papel (6)
  • Avaliar os resultados das etapas dos processos, segundo as especificações do produto
  • Controlar a qualidade da matéria-prima, do produto em processo e do produto acabado
  • Monitorar recuperação de produtos químicos
  • Transmitir informações sobre ocorrências no período de trabalho
  • Monitorar a capacidade dos equipamentos
  • Controlar a eficiência operacional e produtiva
B Coordenar equipes de trabalho (8)
  • Planejar o cronograma de atividades
  • Distribuir atividades de trabalho
  • Identificar necessidades de treinamento
  • Orientar equipes de trabalho
  • Treinar equipes de trabalho
  • Remanejar pessoal conforme necessidade
  • Avaliar desempenho da equipe de trabalho
  • Avaliar candidatos para contratação
C Controlar variáveis físico-químicas do processo de papel e celulose (19)
  • Controlar dqo e dbo, trs, cor, oxigênio dissolvido, sólidos dos efluentes
  • Controlar pressão e temperatura para a caldeira
  • Controlar pressão e pureza do ar comprimido
  • Controlar a pressão e temperatura na supercalandra
  • Controlar o consumo específico de energia, para a produção da pasta
  • Controlar a viscosidade para a fabricação de celulose
  • Controlar o grau de deslignificação para a fabricação da celulose
  • Controlar a alvura da celulose e pasta
  • Controlar a absorção na fabricação do papel
  • Controlar a gramatura na fabricação do papel
  • Controlar a umidade do papel
  • Controlar a refinação na fabricação do papel
  • Controlar a consistência da suspensão na fabricação do papel
  • Controlar a resistência do papel
  • Controlar o revestimento do papel
  • Controlar a dureza e matéria orgânica da água
  • Controlar o ph da suspensão, para a fabricação do papel
  • Controlar a granulometria e espessura do cavaco de madeira
  • Controlar a formação da folha do papel
D Controlar insumos do processo de produção (5)
  • Conferir estoque de madeira
  • Conferir estoque de produtos químicos
  • Monitorar estoque de licores
  • Monitorar estoques de pasta, celulose e material reciclável
  • Verificar a disponibilidade de água, vapor, energia e ar
E Elaborar documentação técnica e administrativa (6)
  • Registar as ocorrências do período de trabalho
  • Controlar documentos e registros
  • Preencher relatórios de acidentes
  • Elaborar check-list das pendências de manutenção
  • Preencher ordem de serviço para a manutenção
  • Elaborar procedimentos para tratar situações de risco
F Assegurar cumprimento das normas de segurança no trabalho (8)
  • Orientar a equipe de trabalho em relação às normas de segurança
  • Exigir a utilização de epi e epc
  • Verificar as condições de uso de epi e epc
  • Identificar situações de risco no ambiente de trabalho
  • Repassar informações sobre riscos de utilização de novos produtos, equipamentos e acidentes
  • Divulgar ocorrências de acidentes e incidentes
  • Supervisionar bloqueios de equipamentos para manutenção
  • Fiscalizar o comportamento da equipe de trabalho em relação a atos inseguros
G Controlar a emissão de resíduos industriais (7)
  • Orientar a equipe de trabalho para evitar emissão de efluentes fora dos padrões
  • Comparar os resultados de análises dos efluentes, com parâmetros preestabelecidos
  • Definir ações para correção de emissões de efluentes
  • Identificar causas de incidentes
  • Relatar os incidentes
  • Providenciar a transferência e recuperação de efluentes
  • Atender a reclamações da comunidade
H Coordenar a manutenção de máquinas e equipamentos (5)
  • Estimar tempo para a realização da manutenção
  • Programar interrupções da produção
  • Comunicar as áreas envolvidas sobre o período de interrupção do processo
  • Monitorar a inspeção de equipamentos
  • Controlar a vida útil de componentes dos equipamentos
Z Demonstrar competências pessoais (12)
  • Tratar situações de emergência
  • Tomar decisões
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar liderança
  • Manifestar iniciativa
  • Demonstrar dinamismo
  • Dar provas de flexibilidade
  • Comunicar-se
  • Administrar conflitos
  • Manter-se atualizado tecnologicamente
  • Evidenciar comprometimento
  • Demonstrar capacidade de persuasão

Sinônimos oficiais (13)

Chefe de acabamento de papelContramestre (indústria de celulose, papel e papelão)Coordenador de turno - área de fibrasCoordenador de turno - área de papelMestre de fabricação e montagem de caixas (papelão)Supervisor de fibras e utilidadesSupervisor de máquinas para fabricar papelSupervisor de papel e acabamentoSupervisor de pátio de madeiraSupervisor de processo de fibras, químicos e madeiraSupervisor de produção de celuloseSupervisor de produção de papelSupervisor de recuperação de produtos químicos

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 8301-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um mestre (indústria de celulose, papel e papelão)?

A mediana do salário de admissão é R$ 4.015 por mês, considerando as 257 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.092 (10% menores) a R$ 12.004 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 7.038 (RAIS 2024), 75.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando mestre (indústria de celulose, papel e papelão)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 269 admissões contra 473 desligamentos, saldo de -204 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata mestre (indústria de celulose, papel e papelão)?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de chapas e de embalagens de papelão ondulado (CNAE 1733800), com 15,6% das admissões e mediana de R$ 4.600. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de mestre (indústria de celulose, papel e papelão)?

8301-05 (família 8301 — Supervisores da fabricação de celulose e papel). A CBO reconhece também os títulos: Chefe de acabamento de papel, Contramestre (indústria de celulose, papel e papelão), Coordenador de turno - área de fibras, Coordenador de turno - área de papel, Mestre de fabricação e montagem de caixas (papelão), Supervisor de fibras e utilidades, Supervisor de máquinas para fabricar papel, Supervisor de papel e acabamento, entre outros — todos usam o mesmo código 8301-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser mestre (indústria de celulose, papel e papelão)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 8301: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio e curso técnico na área de atuação oferecido por instituições de formação profissional ou escolas técnicas. O pleno desempenho das atividades ocorre por volta de cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de mestre (indústria de celulose, papel e papelão)?

A taxa é de 19,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (26,7% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S60.0 — contusão de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 8301-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 8301-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 8301-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1733800), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 8301:

  • Campion Papel e Celulose Ltda.
  • Celulose Irani Ltda.
  • Companhia Suzano de Papel e Celulose S.A.
  • Inpacel - Indústria de Papel Arapoti S.A.
  • Klabin Paraná Papéis S.A.
  • Madeireira Miguel Forte S.A.
  • Senges Papel e Celulose Ltda.
  • Sinpacel
  • Trombini Embalagens Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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