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CBO 2002 Família 7243 R$ 3.009 na admissão -37 postos em 12 meses 48 atividades

CBO 7243-05 — Brasador

O código 7243-05 identifica a ocupação brasador na CBO 2002, dentro da família 7243 — Trabalhadores de soldagem e corte de ligas metálicas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um brasador

Unem e cortam peças de ligas metálicas usando processos de soldagem e corte, tais como eletrodo revestido, TIG, MIG, MAG, oxigás, arco submerso, brasagem, plasma. Preparam equipamentos, acessórios, consumíveis de soldagem e corte e peças a serem soldadas. Aplicam estritas normas de segurança, organização do local de trabalho e meio ambiente.

Descrição oficial da família 7243 — Trabalhadores de soldagem e corte de ligas metálicas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Essas ocupações são desempenhadas tanto em fábricas como a céu aberto, em atividades de campo, majoritariamente na indústria de transformação, na construção civil e de estruturas metálicas e na prestação de serviços, decorrente da subcontratação de trabalhos de campo e de manutenção. Trabalham predominantemente como empregados registrados em carteira, em rodízios de turnos, sob supervisão permanente. As características pessoais de adaptabilidade ao trabalho diferem entre o trabalhador de campo e o de fábrica. O trabalhador de campo orgulha-se da variedade de obras e serviços que registrou em seu percurso profissional, com características nômades, distintas do trabalhador de fábrica. Os processos de soldagem se tipificam também pelas posições de soldagem para as quais o trabalhador tem habilidade. Há soldadores habilitados para determinadas posições, às vezes desconfortáveis, exercendo-as por longos períodos; podem estar sujeitos a trabalhar em grandes alturas, em ambientes subterrâneos. CONSULTE 7244 - Trabalhadores de caldeiraria e serralheria.

Recursos de trabalho

Alimentador de arame; Amperímetro, voltímetro; Chave de regulagem; Equipamento de Proteção Individual (EPI); Estufa térmica; Maçarico com mangueira; Máquina de corte tipo PC1; Máquina de solda; Pistola (TIG, mag, mig); Porta-eletrodo (tenaz).

Quanto ganha um brasador

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.94610% ganham atéR$ 3.009medianaR$ 4.44710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.108

Entrada × quem já está

R$ 3.009 ao ser admitido · R$ 3.108 para quem tem vínculo ativo +3,3%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de brasador foi de R$ 3.009 — metade das 497 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.946 e os 10% de maior, acima de R$ 4.447.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.108, ou seja, 3,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 31 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 15,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.009
Por ano (12 salários)R$ 36.108
Por semanaR$ 693
Por hora (43.9h/sem)R$ 15,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.01595,2%
  • Mulheres — R$ 2.2254,8%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.18191,6%
  • Mulheres — R$ 2.4448,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste2.830
  • Sudeste3.186
  • Sul2.838
  • Centro-Oeste3.696

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (7 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 108 -41 R$ 3.550
MG 72 -32 R$ 4.004
PR 66 +2 R$ 2.857
RJ 52 +18 R$ 3.018
RS 49 +1 R$ 2.262
MS 31 +7 R$ 3.696
BA 31 +6 R$ 2.875

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

504

Desligamentos

541

Saldo

-37

Rotatividade

60%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+18) saldo negativo · pior: dez/25 (-22)

Em 12 meses houve 504 admissões e 541 desligamentos de brasador, o que significa que o mercado formal fechou 37 postos de trabalho no período, com rotatividade de 60% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 23,7% foram a pedido do próprio trabalhador e 58,8% por dispensa sem justa causa, além de 15% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador23,7%
  • Dispensa sem justa causa58,8%
  • Fim de contrato15%

Sobre 541 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente4,2%
  • Jovem aprendiz0,4%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro18,8%
  • 1 a 4 empregados10,1%
  • 5 a 9 empregados6,3%
  • 10 a 19 empregados9,9%
  • 20 a 49 empregados21%
  • 50 a 99 empregados7,3%
  • 100 a 249 empregados16,1%
  • 250 a 499 empregados4%
  • 500 a 999 empregados1,6%
  • 1.000 ou mais empregados4,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata brasador

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Construção de edifícios 4120400 · 12,9% das admissões 65 44h R$ 3.602 R$ 3.823 R$ 6.123 3% 3
Obras de montagem industrial 4292802 · 10,9% das admissões 55 44h R$ 2.868 R$ 4.293 R$ 4.466 3% 4
Serviços de engenharia 7112000 · 6,9% das admissões 35 44.4h R$ 3.829 3% 1
Fabricação de cabines, carrocerias e reboques para caminhões 2930101 · 6% das admissões 30 44h R$ 2.854 3% 3
Serviços de usinagem, tornearia e solda 2539001 · 4,2% das admissões 21 44.1h R$ 1.900 4
Fabricação de máquinas e aparelhos de refrigeração e ventilação para uso industrial e comercial, peças e acessórios 2823200 · 3,2% das admissões 16 44h R$ 2.200 3% 3
Construção de rodovias e ferrovias 4211101 · 3,2% das admissões 16 44h R$ 4.000 3% 4
Fabricação de outros produtos de metal não especificados anteriormente 2599399 · 2,8% das admissões 14 44h R$ 4.000 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como brasador

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 901 vínculos

Idade mediana

40 anos

Tempo de casa

31 meses

No setor público

1,6%

Em empresa do Simples

42,5%

Sexo

  • Homem92,7%
  • Mulher7,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,7h/sem
  • Pessoas com deficiência0,7%
  • Contrato intermitente2%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,8%

Sobre os 901 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca52,2%
  • Parda36,7%
  • Preta10,2%
  • Amarela0,8%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto1,1%
  • Até o 5º ano incompleto4,1%
  • 5º ano completo2,4%
  • 6º ao 9º ano5,2%
  • Fundamental completo11,5%
  • Médio incompleto10%
  • Médio completo64,2%
  • Superior incompleto0,8%
  • Superior completo0,6%
  • Mestrado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,4%
  • Até 5º ano incompleto1,8%
  • 5º ano completo1,2%
  • 6º a 9º ano5,8%
  • Fundamental completo7,9%
  • Médio incompleto7,9%
  • Médio completo73,6%
  • Superior incompleto0,6%
  • Superior completo0,6%
  • Pós-graduação0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados13,9%
  • 5 a 9 empregados13,9%
  • 10 a 19 empregados15,3%
  • 20 a 49 empregados19,5%
  • 50 a 99 empregados11,7%
  • 100 a 249 empregados10,4%
  • 250 a 499 empregados6,3%
  • 500 a 999 empregados4,7%
  • 1.000 ou mais empregados4,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Espera-se que os profissionais da família tenham concluído, pelo menos, a quarta série do ensino fundamental e cursos de qualificação profissional de duração variada, com até duzentas horas para a maioria das ocupações e mais de quatrocentas horas para brasador. As habilidades plenas para o exercício das atividades demandam uma experiência anterior em torno de um a dois anos. Algumas atividades de soldagem podem exigir qualificação ou certificação do soldador em organismo credenciado. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7243.

Qual especialização paga mais na família 7243

Todas as ocupações de trabalhadores de soldagem e corte de ligas metálicas, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7243-25 Soldador elétrico R$ 3.261 R$ 3.869 7.171
7243-15 Soldador R$ 3.208 R$ 3.645 214.782
7243-20 Soldador a oxigás R$ 3.376 R$ 3.426 2.239
7243-10 Oxicortador a mão e a máquina R$ 2.502 R$ 3.355 4.293
7243-05 Brasador (esta página) R$ 3.009 R$ 3.108 901

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7243-05.

A Trabalhar com segurança (6)
  • Utilizar equipamento de proteção individual
  • Informar falhas em máquinas e equipamentos
  • Empregar os equipamentos de proteção coletiva
  • Verificar iluminação do ambiente
  • Respeitar o fator de trabalho do equipamento (potência, tempo de uso, etc)
  • Zelar pela limpeza no local de trabalho
B Organizar o local de trabalho (6)
  • Obedecer instruções, execuções de inspeção de soldagem (ieis)
  • Consultar desenhos e especificações
  • Identificar material (consumível) a ser usado na obra
  • Providenciar ferramentas
  • Obedecer os procedimentos de manuseio dos consumíveis
  • Isolar com anteparas o local de trabalho
C Preparar peças para soldagem (7)
  • Verificar visualmente condições da peça
  • Chanfrar peças
  • Identificar posição de soldagem
  • Aplicar removedores para retirada de óleos e gravar
  • Aquecer previamente a peça com maçarico
  • Escovar peças
  • Goivar peças
D Preparar equipamentos e acessórios para soldagem e corte (4)
  • Regular parâmetros de soldagem e corte de acordo com ieis
  • Regular maçarico
  • Identificar o gás de acordo com o processo de soldagem
  • Substituir acessórios de soldagem e corte
E Soldar peças com eletrodo revestido, mig, mag, tig, oxigás, arco submerso (8)
  • Abrir o arco elétrico
  • Manter abertura do arco
  • Controlar a velocidade de soldagem
  • Soldar um ou mais materiais
  • Limpar o bico do maçarico
  • Trocar o arame no circuito alimentador ou pistola
  • Reparar a solda (esmerilhando, goivando etc)
  • Identificar soldas através do sinete
F Soldar peças por brasagem (6)
  • Definir o bico (pena) do maçarico
  • Definir tipo de gás
  • Regular manômetros
  • Aquecer local da peça a ser soldada
  • Derreter o consumível (vareta)
  • Controlar resfriamento da peça
Z Demonstrar competências pessoais (11)
  • Desenvolver conhecimento de informática
  • Demonstrar habilidade manual
  • Desenvolver acuidade visual
  • Demonstrar responsabilidade
  • Colaborar no trabalho
  • Demonstrar criatividade
  • Evidenciar iniciativa
  • Desenvolver resistência física
  • Detectar condições desfavoráveis de trabalho
  • Reagir às condições desfavoráveis
  • Manter-se atualizado

Sinônimos oficiais (2)

Soldador de solda à forteSoldador manual

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7243-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um brasador?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.009 por mês, considerando as 497 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.946 (10% menores) a R$ 4.447 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.108 (RAIS 2024), 3.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando brasador?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 504 admissões contra 541 desligamentos, saldo de -37 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata brasador?

A atividade econômica que mais contratou foi Construção de edifícios (CNAE 4120400), com 12,9% das admissões e mediana de R$ 3.823. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de brasador?

7243-05 (família 7243 — Trabalhadores de soldagem e corte de ligas metálicas). A CBO reconhece também os títulos: Soldador de solda à forte, Soldador manual — todos usam o mesmo código 7243-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser brasador?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7243: Espera-se que os profissionais da família tenham concluído, pelo menos, a quarta série do ensino fundamental e cursos de qualificação profissional de duração variada, com até duzentas horas para a maioria das ocupações e mais de quatrocentas horas para brasador. As habilidades plenas para o exercício das atividades demandam uma experiência anterior em torno de um a dois anos. Algumas atividades de soldagem podem exigir qualificação ou certificação do soldador em organismo credenciado. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7243-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7243-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7243-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4120400), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7243:

  • Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro
  • Ciferal S.A.
  • Eisa Estaleiro Ilha S.A.
  • Empresa Brasileira de Solda Elétrica - EBSE
  • Empresa Gerencial de Projetos Navais Ilha das Cobras - Engepron
  • Empresa Naval Equipamentos Ltda. - Enave
  • Forjas Brasileiras S.A.
  • Nuclebrás Equipamentos Pesados S.a. - nuclep
  • 196 Offshore Reparos Navais Ltda.
  • Setal Construções - Engenharia & Construções
  • Sindicato dos Técnicos Industriais de Santa Catarina (Sintec)
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • EPI: Equipamento de Proteção Individual.
  • IEIS: Instruções e Execuções de Inspeção de Soldagem.
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