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CBO 2002 Família 7231 R$ 2.575 na admissão -130 postos em 12 meses 121 atividades

CBO 7231-20 — Operador de forno de tratamento térmico de metais

O código 7231-20 identifica a ocupação operador de forno de tratamento térmico de metais na CBO 2002, dentro da família 7231 — Trabalhadores de tratamento térmico de metais. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um operador de forno de tratamento térmico de metais

Modificam as propriedades físicas de peças de metal por meio de aquecimento, resfriamento e tratamento químico, para temperá-las, cementá-las e normalizá-las. Para tanto, preparam e operam fornos de tratamento térmico e periféricos, montam e desmontam cargas dos fornos, controlam as etapas do processo e monitoram os seus parâmetros, inspecionam as peças submetidas a tratamento térmico. Trabalham seguindo normas de segurança, higiene, qualidade e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 7231 — Trabalhadores de tratamento térmico de metais, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam principalmente na fabricação de produtos de metal, máquinas, equipamentos e veículos, instrumentos de precisão para automação industrial e equipamentos de instrumentação médico-hospitalares. São empregados com carteira assinada, trabalham geralmente em células de produção, atividades de negócio ou em grupos de trabalho, com supervisão ocasional e em rodízio de turno (diurno e noturno). Podem ficar expostos aos efeitos de materiais tóxicos, radiação, ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Aparelho de ponto de orvalho; Cestos, grelhas, telas; Durômetro e microdurômetro; Fornos; Lixadeiras; Microscópio metalográfico; Registrador de temperatura; Sondas de oxigênio; Termopares e pirômetros.

Quanto ganha um operador de forno de tratamento térmico de metais

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.10410% ganham atéR$ 2.575medianaR$ 3.32310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.557

Entrada × quem já está

R$ 2.575 ao ser admitido · R$ 4.557 para quem tem vínculo ativo +77%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador de forno de tratamento térmico de metais foi de R$ 2.575 — metade das 293 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.104 e os 10% de maior, acima de R$ 3.323.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.557, ou seja, 77% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 78 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.575
Por ano (12 salários)R$ 30.900
Por semanaR$ 593
Por hora (43.8h/sem)R$ 13,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.58886,7%
  • Mulheres — R$ 2.24213,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.65294%
  • Mulheres — R$ 3.2636%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste2.526
  • Sul2.558

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 156 -85 R$ 2.468
RS 47 -21 R$ 2.196
RJ 30 +16 R$ 2.557

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

308

Desligamentos

438

Saldo

-130

Rotatividade

19,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+4) saldo negativo · pior: ago/25 (-28)

Em 12 meses houve 308 admissões e 438 desligamentos de operador de forno de tratamento térmico de metais, o que significa que o mercado formal fechou 130 postos de trabalho no período, com rotatividade de 19,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 27,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 59,6% por dispensa sem justa causa, além de 7,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador27,6%
  • Dispensa sem justa causa59,6%
  • Fim de contrato7,3%

Sobre 438 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente2,9%
  • Pessoa com deficiência0,6%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro5,8%
  • 1 a 4 empregados2,3%
  • 5 a 9 empregados3,9%
  • 10 a 19 empregados4,9%
  • 20 a 49 empregados20,1%
  • 50 a 99 empregados19,5%
  • 100 a 249 empregados7,1%
  • 250 a 499 empregados13,3%
  • 500 a 999 empregados16,6%
  • 1.000 ou mais empregados6,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de forno de tratamento térmico de metais

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços de tratamento e revestimento em metais 2539002 · 14,9% das admissões 46 44h R$ 2.503 4
Manutenção e reparação de máquinas e equipamentos para a prospecção e extração de petróleo 3314714 · 8,1% das admissões 25 44h R$ 2.575 3% 3
Fabricação de luminárias e outros equipamentos de iluminação 2740602 · 6,8% das admissões 21 44h R$ 2.124 3% 3
Fabricação de outros produtos de metal não especificados anteriormente 2599399 · 6,5% das admissões 20 44h R$ 2.240 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 5,8% das admissões 18 44h R$ 2.670 3% 1
Produção de alumínio e suas ligas em formas primárias 2441501 · 5,8% das admissões 18 44h R$ 2.400 2% 4
Fabricação de produtos de trefilados de metal padronizados 2592601 · 5,2% das admissões 16 44h R$ 2.143 3% 4
Fundição de ferro e aço 2451200 · 3,6% das admissões 11 44h R$ 2.482 3% 4

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de forno de tratamento térmico de metais

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.216 vínculos

Idade mediana

40 anos

Tempo de casa

78 meses

Em empresa do Simples

5,6%

Sexo

  • Homem94,3%
  • Mulher5,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,7h/sem
  • Pessoas com deficiência2,5%
  • Contrato intermitente0,6%

Sobre os 2.216 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca58,4%
  • Parda32,1%
  • Preta9%
  • Amarela0,4%
  • Indígena0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,6%
  • Até o 5º ano incompleto1,3%
  • 5º ano completo1,5%
  • 6º ao 9º ano3,3%
  • Fundamental completo7,2%
  • Médio incompleto4,2%
  • Médio completo77%
  • Superior incompleto1,7%
  • Superior completo3,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,6%
  • Até 5º ano incompleto1%
  • 5º ano completo1,3%
  • 6º a 9º ano2,3%
  • Fundamental completo4,2%
  • Médio incompleto5,8%
  • Médio completo80,2%
  • Superior incompleto1,6%
  • Superior completo2,9%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,9%
  • 5 a 9 empregados1,6%
  • 10 a 19 empregados4,1%
  • 20 a 49 empregados9,7%
  • 50 a 99 empregados15,1%
  • 100 a 249 empregados9,9%
  • 250 a 499 empregados11,6%
  • 500 a 999 empregados17%
  • 1.000 ou mais empregados30,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de operador de forno de tratamento térmico de metais

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

35,5

CAT no período

66

Idade média no acidente

37 anos

Foram 66 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de forno de tratamento térmico de metais nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 35,5 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 78,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 15,2% de trajeto (no deslocamento) e 6,1% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico78,8%
  • Trajeto15,2%
  • Doença6,1%

Parte do corpo atingida

  • Dedo33,3%
  • Pé (exceto artelhos)10,6%
  • Articulação do tornozelo6,1%
  • Braço (acima do cotovelo)6,1%
  • Cabeça, NIC6,1%

Natureza da lesão

  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)22,7%
  • Fratura16,7%
  • Lesão imediata12,1%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)12,1%
  • Distensão, torção9,1%

Agente causador

  • Metal - inclui liga21,2%
  • Agente do acidente inexistente7,6%
  • Agente do acidente, NIC4,5%
  • Veículo, NIC4,5%
  • Ferramenta, máquina, equipamento, veículo, NIC4,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 7 10,6% 24.580
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 5 7,6% 1.634
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 5 7,6% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 4 6,1% 5.476
S60.1 — Contusão de dedo(s) com lesão da unha 2 3% 1.634
S92.3 — Fratura de ossos do metatarso 2 3% 15.618

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O exercício pleno das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7231.

Qual especialização paga mais na família 7231

Todas as ocupações de trabalhadores de tratamento térmico de metais, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7231-20 Operador de forno de tratamento térmico de metais (esta página) R$ 2.575 R$ 4.557 2.216
7231-05 Cementador de metais R$ 3.025 R$ 3.350 76
7231-25 Temperador de metais e de compósitos R$ 2.110 R$ 3.315 1.640
7231-15 Operador de equipamento para resfriamento R$ 2.138 R$ 3.006 184
7231-10 Normalizador de metais e de compósitos R$ 2.675 R$ 2.713 24

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7231-20.

A Operar fornos de tratamento térmico e periféricos (9)
  • Operar máquinas com aquecimento por chamas
  • Operar fornos de circulação a ar (fca)
  • Operar com fornos de esteira simples e dupla
  • Operar com fornos contínuos
  • Operar fornos á banhos de sais
  • Operar fornos de atmosfera gasosa
  • Operar máquinas de aquecimento indutivo simples e cnc
  • Operar fornos à vácuo
  • Operar periféricos (durômetros, pirômetros, máquinas de lavar, jatear etc)
B Preparar fornos de tratamento térmico (8)
  • Ajustar parâmetros do processo (set-up)
  • Efetuar limpeza do banho
  • Inspecionar a homogeneidade e acuidade de temperatura
  • Introduzir gases
  • Nivelar o óleo e banho de sal
  • Realizar análise da atmosfera e banhos
  • Conferir os parâmetros de controle do forno
  • Queimar fuligem no interior dos fornos (burn-out)
C Montar e desmontar cargas (11)
  • Interpretar folhas de operação e orientação
  • Identificar materiais recebidos
  • Separar as peças conforme identificação
  • Inspecionar as peças visualmente
  • Limpar peças antes e após tratamento térmico, por meios mecânicos ou químicos
  • Avaliar capacidade da carga e forno
  • Amarrar peças a serem tratadas em fieiras
  • Colocar peças no cesto ou em dispositivos
  • Aquecer cargas previamente
  • Operar pontes rolantes, talhas e empilhadeiras
  • Desamarrar peças das fieiras
D Executar processo de tratamento térmico (19)
  • Efetuar recozimento (isotérmico, pleno, subcrítico e cíclico)
  • Efetuar normatização
  • Realizar alívio de tensões
  • Efetuar recristalização
  • Efetuar coalescimento
  • Efetuar têmpera (autenitização)
  • Realizar cementação (sólida, líquida e gasosa)
  • Realizar carbonitretação
  • Efetuar cianetação
  • Realizar revenimento
  • Efetuar nitretação (gasosa, líquida e plasma)
  • Realizar têmpera superficial (indução, chama e jato d´água)
  • Efetuar solubilização
  • Realizar endurecimento por precipitação ou envelhecimento artificial
  • Realizar tratamento subzero
  • Efetuar beneficiamento
  • Efetuar martêmpera
  • Realizar austêmpera
  • Realizar processo de descarbonetação
E Monitorar parâmetros de processos (9)
  • Preencher diário de bordo (log-book)
  • Realizar ´checking-list´
  • Verificar pilotos e cortinas de chamas dos fornos
  • Verificar ponto de orvalho ou gás carbônico (co2)
  • Verificar tempo, temperatura e velocidade de resfriamento
  • Utilizar corpos de prova
  • Utilizar sistema supervisório informatizado
  • Analisar os gráficos de controle
  • Verificar condições de vácuo
F Controlar etapas do processo (8)
  • Ajustar vazão de gases
  • Controlar nível dos banhos (sal, desengraxante, óleos etc)
  • Controlar a temperatura dos meios de resfriamento
  • Controlar pressão interna dos fornos
  • Analisar a composição dos banhos (desengraxante, banho de sal, etc)
  • Controlar a composição da atmosfera dos fornos
  • Preeencher documento de fluxo de fabricação
  • Realizar o controle estatístico do processo (cep)
G Inspecionar peças pós tratamento térmico (18)
  • Preparar amostra para inspeção
  • Realizar ensaio de dureza
  • Inspecionar condutividade elétrica
  • Realizar exame dimensional
  • Realizar ensaios com raio-x
  • Realizar ensaios utilizando ultrassom
  • Medir profundidade de camadas tratadas
  • Efetuar ensaios com partículas magnéticas
  • Efetuar ensaios com líquido penetrante
  • Realizar ensaios de tração
  • Realizar ensaios de compressão
  • Realizar ensaios de impacto
  • Realizar ensaios de torção
  • Realizar ensaios de flexão
  • Realizar ensaios de fadiga
  • Analisar a composição química dos materiais tratados
  • Efetuar ensaios de magnateste
  • Efetuar exame metalográfico nas peças (macro e micrografia)
H Participar do programa de qualidade da empresa (8)
  • Utilizar ferramentas da qualidade na prevenção e combate de rejeições de peças
  • Seguir procedimentos normatizados (iso-9000,14000, vda)
  • Propor melhorias nos processos
  • Cumprir as metas estabelecidas pela empresa
  • Assegurar a satisfação de clientes
  • Executar manutenção preventiva total (tpm)
  • Certificar a qualidade do produto
  • Desenvolver parcerias com clientes e fornecedores
I Trabalhar com segurança (16)
  • Utilizar epi e epc
  • Zelar pela preservação do meio ambiente
  • Seguir procedimentos de segurança
  • Utilizar dispositivos e ferramentas corretamente
  • Utilizar equipamentos periféricos corretamente
  • Armazenar insumos e resíduos conforme normas de segurança
  • Manusear insumos conforme especificações do fabricante
  • Acondicionar peças conforme normas de segurança
  • Utilizar equipamentos de combate a incêndios
  • Providenciar primeiros socorros
  • Demarcar áreas de trabalho
  • Identificar áreas de risco
  • Participar do levantamento de riscos de acidente
  • Prever situações de risco
  • Verificar condições de uso de equipamentos e dispositivos
  • Participar de palestras de segurança proporcionadas pela empresa
Z Demonstrar competências pessoais (15)
  • Treinar operadores
  • Utilizar recursos de informática
  • Desenvolver espírito de equipe
  • Atualizar-se profissionalmente
  • Participar no desenvolvimento de processos (plano piloto)
  • Partilhar conhecimentos e informações
  • Evidenciar pré-disposição para trabalho em ambientes com altas temperaturas
  • Assumir responsabilidades
  • Demonstrar disponibilidade para trabalho em horários irregulares
  • Seguir planejamento estipulado
  • Evidenciar capacidade de decisão
  • Interpretar desenhos
  • Atuar de forma proativa
  • Manter o local de trabalho limpo, padronizado e organizado
  • Participar dos programas de treinamento proporcionados pela empresa

Sinônimos oficiais (1)

Forneiro de tratamento térmico de metais

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7231-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de forno de tratamento térmico de metais?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.575 por mês, considerando as 293 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.104 (10% menores) a R$ 3.323 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.557 (RAIS 2024), 77% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de forno de tratamento térmico de metais?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 308 admissões contra 438 desligamentos, saldo de -130 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de forno de tratamento térmico de metais?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços de tratamento e revestimento em metais (CNAE 2539002), com 14,9% das admissões e mediana de R$ 2.503. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de forno de tratamento térmico de metais?

7231-20 (família 7231 — Trabalhadores de tratamento térmico de metais). A CBO reconhece também os títulos: Forneiro de tratamento térmico de metais — todos usam o mesmo código 7231-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de forno de tratamento térmico de metais?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7231: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O exercício pleno das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de forno de tratamento térmico de metais?

A taxa é de 35,5 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (33,3% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7231-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7231-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7231-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7231:

  • Brasimet Comércio e Indústria S.A.
  • Cofap S.A.
  • Embraer - Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A.
  • Força Sindical - Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi das Cruzes e Região
  • Industemp Indústria e Comércio de Têmpera Ltda.
  • Komatsu do Brasil Ltda.
  • Revenaço Comércio e Indústria de Aços Ltda.
  • Robert Bosch Ltda.
  • Tratamentos Térmicos Marwal Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • EPI: Equipamento de Proteção Individual.
  • EPC: Equipamento de Proteção Coletiva.
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