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CBO 2002 Família 7231 R$ 2.550 na admissão -118 postos em 12 meses 121 atividades

CBO 7231-20 — Operador de forno de tratamento térmico de metais

O código 7231-20 identifica a ocupação operador de forno de tratamento térmico de metais na CBO 2002, dentro da família 7231 — Trabalhadores de tratamento térmico de metais. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um operador de forno de tratamento térmico de metais

Modificam as propriedades físicas de peças de metal por meio de aquecimento, resfriamento e tratamento químico, para temperá-las, cementá-las e normalizá-las. Para tanto, preparam e operam fornos de tratamento térmico e periféricos, montam e desmontam cargas dos fornos, controlam as etapas do processo e monitoram os seus parâmetros, inspecionam as peças submetidas a tratamento térmico. Trabalham seguindo normas de segurança, higiene, qualidade e preservação ambiental.

Descrição oficial da família 7231 — Trabalhadores de tratamento térmico de metais, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam principalmente na fabricação de produtos de metal, máquinas, equipamentos e veículos, instrumentos de precisão para automação industrial e equipamentos de instrumentação médico-hospitalares. São empregados com carteira assinada, trabalham geralmente em células de produção, atividades de negócio ou em grupos de trabalho, com supervisão ocasional e em rodízio de turno (diurno e noturno). Podem ficar expostos aos efeitos de materiais tóxicos, radiação, ruído intenso e altas temperaturas.

Recursos de trabalho

Aparelho de ponto de orvalho; Cestos, grelhas, telas; Durômetro e microdurômetro; Fornos; Lixadeiras; Microscópio metalográfico; Registrador de temperatura; Sondas de oxigênio; Termopares e pirômetros.

Quanto ganha um operador de forno de tratamento térmico de metais

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.10710% ganham até R$ 2.550mediana R$ 3.31110% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.557

Entrada × quem já está

R$ 2.550 ao ser admitido · R$ 4.557 para quem tem vínculo ativo +78,7%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de operador de forno de tratamento térmico de metais foi de R$ 2.550 — metade das 302 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.107 e os 10% de maior, acima de R$ 3.311.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.557, ou seja, 78,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 78 meses.

Considerando a jornada média de 43.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 13,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.550
Por ano (12 salários)R$ 30.600
Por semanaR$ 587
Por hora (43.7h/sem)R$ 13,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.588 86,1%
  • Mulheres — R$ 2.241 13,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.652 94%
  • Mulheres — R$ 3.263 6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste 2.527
  • Sul 2.520

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (3 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 164 -74 — R$ 2.473 —
RS 46 -25 — R$ 2.194 —
RJ 33 +21 — R$ 2.554 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

318

Desligamentos

436

Saldo

-118

Rotatividade

19,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+4) saldo negativo · pior: out/25 (-19)

Em 12 meses houve 318 admissões e 436 desligamentos de operador de forno de tratamento térmico de metais, o que significa que o mercado formal fechou 118 postos de trabalho no período, com rotatividade de 19,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 28% foram a pedido do próprio trabalhador e 57,8% por dispensa sem justa causa, além de 8,5% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 28%
  • Dispensa sem justa causa 57,8%
  • Fim de contrato 8,5%

Sobre 436 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente 2,8%
  • Pessoa com deficiência 0,6%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 5,8%
  • 1 a 4 empregados 2,4%
  • 5 a 9 empregados 3,4%
  • 10 a 19 empregados 5,1%
  • 20 a 49 empregados 19,3%
  • 50 a 99 empregados 19,7%
  • 100 a 249 empregados 7,5%
  • 250 a 499 empregados 13,2%
  • 500 a 999 empregados 16,9%
  • 1.000 ou mais empregados 6,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador de forno de tratamento térmico de metais

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços de tratamento e revestimento em metais 2539002 · 13,5% das admissões 43 44h — R$ 2.526 — — 4
Fabricação de luminárias e outros equipamentos de iluminação 2740602 · 7,9% das admissões 25 44h — R$ 2.124 — 3% 3
Manutenção e reparação de máquinas e equipamentos para a prospecção e extração de petróleo 3314714 · 7,9% das admissões 25 44h — R$ 2.575 — 3% 3
Locação de mão de obra temporária 7820500 · 6,3% das admissões 20 44h — R$ 2.670 — 3% 1
Fabricação de outros produtos de metal não especificados anteriormente 2599399 · 6% das admissões 19 44h — R$ 2.240 — 3% 3
Fabricação de produtos de trefilados de metal padronizados 2592601 · 6% das admissões 19 44h — R$ 2.143 — 3% 4
Produção de alumínio e suas ligas em formas primárias 2441501 · 5,7% das admissões 18 44h — R$ 2.400 — 2% 4
Fundição de ferro e aço 2451200 · 4,1% das admissões 13 44h — R$ 2.482 — 3% 4

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador de forno de tratamento térmico de metais

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.216 vínculos

Idade mediana

40 anos

Tempo de casa

78 meses

Em empresa do Simples

5,6%

Sexo

  • Homem 94,3%
  • Mulher 5,7%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,7h/sem
  • Pessoas com deficiência2,5%
  • Contrato intermitente0,6%

Sobre os 2.216 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 58,4%
  • Parda 32,1%
  • Preta 9%
  • Amarela 0,4%
  • Indígena 0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto 0,6%
  • Até o 5º ano incompleto 1,3%
  • 5º ano completo 1,5%
  • 6º ao 9º ano 3,3%
  • Fundamental completo 7,2%
  • Médio incompleto 4,2%
  • Médio completo 77%
  • Superior incompleto 1,7%
  • Superior completo 3,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Até 5º ano incompleto 0,9%
  • 5º ano completo 1,3%
  • 6º a 9º ano 2,2%
  • Fundamental completo 5,3%
  • Médio incompleto 6,6%
  • Médio completo 78,9%
  • Superior incompleto 1,6%
  • Superior completo 3,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 0,9%
  • 5 a 9 empregados 1,6%
  • 10 a 19 empregados 4,1%
  • 20 a 49 empregados 9,7%
  • 50 a 99 empregados 15,1%
  • 100 a 249 empregados 9,9%
  • 250 a 499 empregados 11,6%
  • 500 a 999 empregados 17%
  • 1.000 ou mais empregados 30,1%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de operador de forno de tratamento térmico de metais

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

35,5

CAT no período

66

Idade média no acidente

37 anos

Foram 66 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador de forno de tratamento térmico de metais nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 35,5 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 78,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 15,2% de trajeto (no deslocamento) e 6,1% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 78,8%
  • Trajeto 15,2%
  • Doença 6,1%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 33,3%
  • Pé (exceto artelhos) 10,6%
  • Articulação do tornozelo 6,1%
  • Braço (acima do cotovelo) 6,1%
  • Cabeça, NIC 6,1%

Natureza da lesão

  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 22,7%
  • Fratura 16,7%
  • Lesão imediata 12,1%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 12,1%
  • Distensão, torção 9,1%

Agente causador

  • Metal - inclui liga 21,2%
  • Agente do acidente inexistente 7,6%
  • Agente do acidente, NIC 4,5%
  • Veículo, NIC 4,5%
  • Ferramenta, máquina, equipamento, veículo, NIC 4,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S62.6 — Fratura de outros dedos 7 10,6% 24.580
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 5 7,6% 1.634
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 5 7,6% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 4 6,1% 5.476
S60.1 — Contusão de dedo(s) com lesão da unha 2 3% 1.634
S92.3 — Fratura de ossos do metatarso 2 3% 15.618

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O exercício pleno das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7231.

Qual especialização paga mais na família 7231

Todas as ocupações de trabalhadores de tratamento térmico de metais, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
7231-20 Operador de forno de tratamento térmico de metais (esta página) R$ 2.550 R$ 4.557 2.216
7231-05 Cementador de metais R$ 3.025 R$ 3.350 76
7231-25 Temperador de metais e de compósitos R$ 2.112 R$ 3.315 1.640
7231-15 Operador de equipamento para resfriamento R$ 2.133 R$ 3.006 184
7231-10 Normalizador de metais e de compósitos R$ 2.675 R$ 2.713 24

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7231-20.

A Operar fornos de tratamento térmico e periféricos (9)
  • •Operar máquinas com aquecimento por chamas
  • •Operar fornos de circulação a ar (fca)
  • •Operar com fornos de esteira simples e dupla
  • •Operar com fornos contínuos
  • •Operar fornos á banhos de sais
  • •Operar fornos de atmosfera gasosa
  • •Operar máquinas de aquecimento indutivo simples e cnc
  • •Operar fornos à vácuo
  • •Operar periféricos (durômetros, pirômetros, máquinas de lavar, jatear etc)
B Preparar fornos de tratamento térmico (8)
  • •Ajustar parâmetros do processo (set-up)
  • •Efetuar limpeza do banho
  • •Inspecionar a homogeneidade e acuidade de temperatura
  • •Introduzir gases
  • •Nivelar o óleo e banho de sal
  • •Realizar análise da atmosfera e banhos
  • •Conferir os parâmetros de controle do forno
  • •Queimar fuligem no interior dos fornos (burn-out)
C Montar e desmontar cargas (11)
  • •Interpretar folhas de operação e orientação
  • •Identificar materiais recebidos
  • •Separar as peças conforme identificação
  • •Inspecionar as peças visualmente
  • •Limpar peças antes e após tratamento térmico, por meios mecânicos ou químicos
  • •Avaliar capacidade da carga e forno
  • •Amarrar peças a serem tratadas em fieiras
  • •Colocar peças no cesto ou em dispositivos
  • •Aquecer cargas previamente
  • •Operar pontes rolantes, talhas e empilhadeiras
  • •Desamarrar peças das fieiras
D Executar processo de tratamento térmico (19)
  • •Efetuar recozimento (isotérmico, pleno, subcrítico e cíclico)
  • •Efetuar normatização
  • •Realizar alívio de tensões
  • •Efetuar recristalização
  • •Efetuar coalescimento
  • •Efetuar têmpera (autenitização)
  • •Realizar cementação (sólida, líquida e gasosa)
  • •Realizar carbonitretação
  • •Efetuar cianetação
  • •Realizar revenimento
  • •Efetuar nitretação (gasosa, líquida e plasma)
  • •Realizar têmpera superficial (indução, chama e jato d´água)
  • •Efetuar solubilização
  • •Realizar endurecimento por precipitação ou envelhecimento artificial
  • •Realizar tratamento subzero
  • •Efetuar beneficiamento
  • •Efetuar martêmpera
  • •Realizar austêmpera
  • •Realizar processo de descarbonetação
E Monitorar parâmetros de processos (9)
  • •Preencher diário de bordo (log-book)
  • •Realizar ´checking-list´
  • •Verificar pilotos e cortinas de chamas dos fornos
  • •Verificar ponto de orvalho ou gás carbônico (co2)
  • •Verificar tempo, temperatura e velocidade de resfriamento
  • •Utilizar corpos de prova
  • •Utilizar sistema supervisório informatizado
  • •Analisar os gráficos de controle
  • •Verificar condições de vácuo
F Controlar etapas do processo (8)
  • •Ajustar vazão de gases
  • •Controlar nível dos banhos (sal, desengraxante, óleos etc)
  • •Controlar a temperatura dos meios de resfriamento
  • •Controlar pressão interna dos fornos
  • •Analisar a composição dos banhos (desengraxante, banho de sal, etc)
  • •Controlar a composição da atmosfera dos fornos
  • •Preeencher documento de fluxo de fabricação
  • •Realizar o controle estatístico do processo (cep)
G Inspecionar peças pós tratamento térmico (18)
  • •Preparar amostra para inspeção
  • •Realizar ensaio de dureza
  • •Inspecionar condutividade elétrica
  • •Realizar exame dimensional
  • •Realizar ensaios com raio-x
  • •Realizar ensaios utilizando ultrassom
  • •Medir profundidade de camadas tratadas
  • •Efetuar ensaios com partículas magnéticas
  • •Efetuar ensaios com líquido penetrante
  • •Realizar ensaios de tração
  • •Realizar ensaios de compressão
  • •Realizar ensaios de impacto
  • •Realizar ensaios de torção
  • •Realizar ensaios de flexão
  • •Realizar ensaios de fadiga
  • •Analisar a composição química dos materiais tratados
  • •Efetuar ensaios de magnateste
  • •Efetuar exame metalográfico nas peças (macro e micrografia)
H Participar do programa de qualidade da empresa (8)
  • •Utilizar ferramentas da qualidade na prevenção e combate de rejeições de peças
  • •Seguir procedimentos normatizados (iso-9000,14000, vda)
  • •Propor melhorias nos processos
  • •Cumprir as metas estabelecidas pela empresa
  • •Assegurar a satisfação de clientes
  • •Executar manutenção preventiva total (tpm)
  • •Certificar a qualidade do produto
  • •Desenvolver parcerias com clientes e fornecedores
I Trabalhar com segurança (16)
  • •Utilizar epi e epc
  • •Zelar pela preservação do meio ambiente
  • •Seguir procedimentos de segurança
  • •Utilizar dispositivos e ferramentas corretamente
  • •Utilizar equipamentos periféricos corretamente
  • •Armazenar insumos e resíduos conforme normas de segurança
  • •Manusear insumos conforme especificações do fabricante
  • •Acondicionar peças conforme normas de segurança
  • •Utilizar equipamentos de combate a incêndios
  • •Providenciar primeiros socorros
  • •Demarcar áreas de trabalho
  • •Identificar áreas de risco
  • •Participar do levantamento de riscos de acidente
  • •Prever situações de risco
  • •Verificar condições de uso de equipamentos e dispositivos
  • •Participar de palestras de segurança proporcionadas pela empresa
Z Demonstrar competências pessoais (15)
  • •Treinar operadores
  • •Utilizar recursos de informática
  • •Desenvolver espírito de equipe
  • •Atualizar-se profissionalmente
  • •Participar no desenvolvimento de processos (plano piloto)
  • •Partilhar conhecimentos e informações
  • •Evidenciar pré-disposição para trabalho em ambientes com altas temperaturas
  • •Assumir responsabilidades
  • •Demonstrar disponibilidade para trabalho em horários irregulares
  • •Seguir planejamento estipulado
  • •Evidenciar capacidade de decisão
  • •Interpretar desenhos
  • •Atuar de forma proativa
  • •Manter o local de trabalho limpo, padronizado e organizado
  • •Participar dos programas de treinamento proporcionados pela empresa

Sinônimos oficiais (1)

Forneiro de tratamento térmico de metais

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 7231-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador de forno de tratamento térmico de metais?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.550 por mês, considerando as 302 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.107 (10% menores) a R$ 3.311 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.557 (RAIS 2024), 78.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador de forno de tratamento térmico de metais?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 318 admissões contra 436 desligamentos, saldo de -118 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador de forno de tratamento térmico de metais?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços de tratamento e revestimento em metais (CNAE 2539002), com 13,5% das admissões e mediana de R$ 2.526. A ficha de operador de forno de tratamento térmico de metais no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador de forno de tratamento térmico de metais?

7231-20 (família 7231 — Trabalhadores de tratamento térmico de metais). A CBO reconhece também os títulos: Forneiro de tratamento térmico de metais — todos usam o mesmo código 7231-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador de forno de tratamento térmico de metais?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7231: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino médio concluído e curso básico de qualificação profissional com até duzentas horas/aula. O exercício pleno das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador de forno de tratamento térmico de metais?

A taxa é de 35,5 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (33,3% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S62.6 — fratura de outros dedos. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7231-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7231-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7231-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7231:

  • •Brasimet Comércio e Indústria S.A.
  • •Cofap S.A.
  • •Embraer - Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A.
  • •Força Sindical - Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi das Cruzes e Região
  • •Industemp Indústria e Comércio de Têmpera Ltda.
  • •Komatsu do Brasil Ltda.
  • •Revenaço Comércio e Indústria de Aços Ltda.
  • •Robert Bosch Ltda.
  • •Tratamentos Térmicos Marwal Ltda.
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • •GLOSSÁRIO
  • •EPI: Equipamento de Proteção Individual.
  • •EPC: Equipamento de Proteção Coletiva.
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