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CBO 2002 Família 6231 R$ 2.015 na admissão -102 postos em 12 meses 65 atividades

CBO 6231-05 — Trabalhador da pecuária (asininos e muares)

O código 6231-05 identifica a ocupação trabalhador da pecuária (asininos e muares) na CBO 2002, dentro da família 6231 — Trabalhadores na pecuária de animais de grande porte. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha12 seções

O que faz um trabalhador da pecuária (asininos e muares)

Alimentam e manejam bovinos, bubalinos, equinos, asininos e muares, na pecuária de animais de grande porte; ordenham bovídeos. Sob orientação de veterinários e técnicos, cuidam da saúde dos animais e auxiliam na reprodução de animais. Treinam e preparam animais para eventos. Efetuam manutenção de instalações. Realizam tratos culturais em forrageiras, pasto e outras plantações para ração animal.

Descrição oficial da família 6231 — Trabalhadores na pecuária de animais de grande porte, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em propriedades agropecuárias de exploração de animais de grande porte: pecuária de leite, de corte, de criação. Organizam-se em equipe sob supervisão. As trabalhadoras exercem atividades como ordenha, monitoração de recém-nascidos, 71 entre outras. O trabalho ocorre a céu aberto, ou em instalações semifechadas, durante o dia. Em algumas atividades podem estar sujeitos à exposição de material tóxico e a riscos de acidentes provocados pelos animais.

Recursos de trabalho

Arriata e tralha; Bordiz; Carrinho de mão; Equipamento de inseminação; Equipamentos de limpeza (balde, rodo, vassoura); Equipamentos de vacinação (seringa, agulha,vidro); Ferramenta de casqueamento; Ferro de marcação; Ordenhadeira; Pulverizador.

Quanto ganha um trabalhador da pecuária (asininos e muares)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.52110% ganham atéR$ 2.015medianaR$ 3.04110% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.011

Entrada × quem já está

R$ 2.015 ao ser admitido · R$ 2.011 para quem tem vínculo ativo -0,2%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador da pecuária (asininos e muares) foi de R$ 2.015 — metade das 820 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.521 e os 10% de maior, acima de R$ 3.041.

Quem já está na ocupação ganha menos do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.011, ou seja, 0,2% abaixo do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração cai com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 36 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.015
Por ano (12 salários)R$ 24.180
Por semanaR$ 464
Por hora (43.9h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.02995,7%
  • Mulheres — R$ 1.6164,3%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.02494,4%
  • Mulheres — R$ 1.6965,6%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.676
  • Nordeste1.644
  • Sudeste1.862
  • Sul2.000
  • Centro-Oeste2.434

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (8 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
MT 180 +4 R$ 2.591
MG 119 -24 R$ 1.687
SP 74 -9 R$ 1.965
PA 72 +6 R$ 1.675
BA 67 -12 R$ 1.660
GO 66 -1 R$ 2.490
MS 58 -14 R$ 2.470
DF 37 -4 R$ 1.634

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

832

Desligamentos

934

Saldo

-102

Rotatividade

41,2%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: ago/25 (+12) saldo negativo · pior: mai/26 (-43)

Em 12 meses houve 832 admissões e 934 desligamentos de trabalhador da pecuária (asininos e muares), o que significa que o mercado formal fechou 102 postos de trabalho no período, com rotatividade de 41,2% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 36,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 53,3% por dispensa sem justa causa, além de 7,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador36,8%
  • Dispensa sem justa causa53,3%
  • Fim de contrato7,6%

Sobre 934 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro32,8%
  • 1 a 4 empregados20,8%
  • 5 a 9 empregados12,9%
  • 10 a 19 empregados10,9%
  • 20 a 49 empregados10,9%
  • 50 a 99 empregados5%
  • 100 a 249 empregados1,9%
  • 250 a 499 empregados1,1%
  • 500 a 999 empregados3%
  • 1.000 ou mais empregados0,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Perfil de quem trabalha como trabalhador da pecuária (asininos e muares)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.269 vínculos

Idade mediana

42 anos

Tempo de casa

36 meses

No setor público

0,4%

Em empresa do Simples

3,8%

Sexo

  • Homem94,1%
  • Mulher5,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,8h/sem
  • Pessoas com deficiência0,3%
  • Jornada parcial0,3%
  • Em entidade sem fins lucrativos2,9%

Sobre os 2.269 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda55%
  • Branca34,6%
  • Preta9,4%
  • Amarela0,7%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto3,2%
  • Até o 5º ano incompleto9,5%
  • 5º ano completo7,6%
  • 6º ao 9º ano12%
  • Fundamental completo15,9%
  • Médio incompleto10,4%
  • Médio completo40,9%
  • Superior completo0,5%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto2%
  • Até 5º ano incompleto8,8%
  • 5º ano completo3%
  • 6º a 9º ano17,5%
  • Fundamental completo11,8%
  • Médio incompleto9,6%
  • Médio completo46,8%
  • Superior incompleto0,2%
  • Superior completo0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados49,5%
  • 5 a 9 empregados16,4%
  • 10 a 19 empregados9,6%
  • 20 a 49 empregados9,4%
  • 50 a 99 empregados5%
  • 100 a 249 empregados4,1%
  • 250 a 499 empregados1,5%
  • 500 a 999 empregados2,8%
  • 1.000 ou mais empregados1,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de trabalhador da pecuária (asininos e muares)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

30,6

CAT no período

53

Idade média no acidente

37 anos

Foram 53 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo trabalhador da pecuária (asininos e muares) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 30,6 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 92,5% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 7,5% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico92,5%
  • Trajeto7,5%

Parte do corpo atingida

  • Dedo18,9%
  • Articulação do tornozelo13,2%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive)9,4%
  • Ombro7,5%
  • Dorso (inclusive músculos dorsais, coluna e medula espinhal)5,7%

Natureza da lesão

  • Fratura28,3%
  • Lesão imediata11,3%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)9,4%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)9,4%
  • Luxação9,4%

Agente causador

  • Animal vivo58,5%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas9,4%
  • Madeira (toro, madeira serrada, pranchão, poste, barrote, ripa e produto de madeira)5,7%
  • Veículo de tração animal5,7%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas5,7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
Z00.0 — Exame médico geral 7 13,2% 19
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 4 7,5% 5.476
S82 — Fratura da perna, incluindo tornozelo 2 3,8% 25.350
S80.0 — Contusão do joelho 2 3,8% 1.225
M54.6 — Dor na coluna torácica 1 1,9% 9.517
S69 — Outros traumatismos e os não especificados do punho e da mão 1 1,9% 213

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental acrescido de curso profissionalizante de cerca de duzentas horas/aula. O desempenho pleno das atividades ocorre após três ou quatro anos de experiência. Órgãos governamentais de assistência e extensão rural, associações e instituições de formação profisssional proporcionam cursos e eventos de atualização. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 6231.

Qual especialização paga mais na família 6231

Todas as ocupações de trabalhadores na pecuária de animais de grande porte, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
6231-25 Trabalhador da pecuária (eqüinos) R$ 2.021 R$ 2.274 4.012
6231-15 Trabalhador da pecuária (bovinos leite) R$ 1.917 R$ 2.023 21.825
6231-10 Trabalhador da pecuária (bovinos corte) R$ 2.046 R$ 2.015 92.345
6231-05 Trabalhador da pecuária (asininos e muares) (esta página) R$ 2.015 R$ 2.011 2.269
6231-20 Trabalhador da pecuária (bubalinos) R$ 2.058 R$ 1.892 980

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6231-05.

A Alimentar animais de grande porte (6)
  • Alimentar recém-nascidos com colostro
  • Calcular quantidade de alimentos
  • Misturar alimentos
  • Distribuir alimentação diferenciada por turno para eqüídeos
  • Vistoriar rebanho durante alimentação
  • Conferir distribuição de sal e água
B Manejar animais de grande porte (6)
  • Reunir rebanho em pasto
  • Conduzir rebanho para cocho e curral
  • Contar rebanho
  • Marcar animais por ferro quente e frio
  • Castrar eqüídeos
  • Revezar rebanhos em invernada
D Cuidar da saúde de animais de grande porte (7)
  • Identificar ferimentos e infecções em rebanho
  • Queimar umbigo de animais com iodo
  • Aplicar medicamentos por injeção
  • Aplicar medicamentos por via oral
  • Aplicar medicamentos por imersão
  • Retirar amostra de sangue
  • Pulverizar medicamentos em animais
E Auxiliar em reprodução de animais de grande porte (11)
  • Escolher matrizes
  • Escolher reprodutores
  • Organizar cruzamentos
  • Monitorar cio por observação visual
  • Prender animais em tronco
  • Desinfetar vulva de animais
  • Organizar utensílios para inseminação
  • Escrever data de cruzamentos e nascimentos
  • Verificar posição de feto por toque
  • Auxiliar partos
  • Desmamar potros e bezerros
F Treinar animais de grande porte (4)
  • Domar eqüídeos
  • Puxar animais por cabresto
  • Treinar equídeos para prova de marcha
  • Treinar animais para tração
G Preparar animais de grande porte para eventos (10)
  • Selecionar animais
  • Confinar animais
  • Casquear eqüídeos
  • Tosquiar eqüídeos
  • Banhar animais
  • Escovar animais
  • Aparar crina de eqüídeos
  • Limpar orelhas de animais
  • Colocar equipamentos de proteção em eqüídeos
  • Transportar animais
H Efetuar manutenção de instalações (9)
  • Limpar tanques de leite e água
  • Raspar esterco
  • Lavar estábulos e currais
  • Armar ratoeiras em instalações
  • Colocar venenos em instalações
  • Reformar cercas
  • Aspergir pesticidas em plantações
  • Aspergir pesticidas em cupinzeiros e formigueiros
  • Capinar pragas
I Realizar tratos culturais de animais de grande porte (8)
  • Preparar solo
  • Distribuir material orgânico e químico em plantações
  • Plantar forrageiras
  • Triturar forragens
  • Cortar capim e alfafa
  • Expor capim e alfafa ao sol
  • Enfardar feno
  • Armazenar grãos e ração
Z Demonstrar competências pessoais (4)
  • Demonstrar paciência no trato com animais
  • Demonstrar destreza em castração de animais
  • Dar prova de força física
  • Demonstrar sensibilidade com animais

Sinônimos oficiais (5)

Adestrador de animais de trabalho ( asininos e muares)Campeiro (asininos e muares)Peão (asininos e muares)Tratador (asininos e muares)Treinador (asininos e muares)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 6231-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um trabalhador da pecuária (asininos e muares)?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.015 por mês, considerando as 820 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.521 (10% menores) a R$ 3.041 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.011 (RAIS 2024), 0.2% abaixo do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando trabalhador da pecuária (asininos e muares)?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 832 admissões contra 934 desligamentos, saldo de -102 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Qual o código CBO de trabalhador da pecuária (asininos e muares)?

6231-05 (família 6231 — Trabalhadores na pecuária de animais de grande porte). A CBO reconhece também os títulos: Adestrador de animais de trabalho ( asininos e muares), Campeiro (asininos e muares), Peão (asininos e muares), Tratador (asininos e muares), Treinador (asininos e muares) — todos usam o mesmo código 6231-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser trabalhador da pecuária (asininos e muares)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6231: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental acrescido de curso profissionalizante de cerca de duzentas horas/aula. O desempenho pleno das atividades ocorre após três ou quatro anos de experiência. Órgãos governamentais de assistência e extensão rural, associações e instituições de formação profisssional proporcionam cursos e eventos de atualização. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de trabalhador da pecuária (asininos e muares)?

A taxa é de 30,6 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (18,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é Z00.0 — exame médico geral. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

Onde informo o CBO 6231-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 6231-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6231-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6231:

  • Chácara Mata Velha
  • Chácara Tina
  • Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP (Faz. Pirassununga)
  • Fazenda Boa Vista, Tietê (SP)
  • Fazenda Cachoeira
  • Fazenda Califórnia
  • Fazenda da Lage, Lavras (MG)
  • Fazenda Engenho da Lagoa
  • Fazenda Kauai
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
  • GLOSSÁRIO
  • Casquear animais: corrigir defeitos dos pés do cavalo, corrigir aprumo, tirar ranilha dos
  • 72 cascos e pés do animal.
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