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CBO 2002 Família 3951 R$ 3.647 na admissão +243 postos em 12 meses 69 atividades

CBO 3951-05 — Técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento (exceto agropecuário e florestal)

O código 3951-05 identifica a ocupação técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento (exceto agropecuário e florestal) na CBO 2002, dentro da família 3951 — Técnicos de apoio em pesquisa e desenvolvimento. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 14 seções

O que faz um técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento (exceto agropecuário e florestal)

Planejam, preparam e executam ensaios para as mais diversas áreas de pesquisa e desenvolvimento, supervisionados por profissional de nível superior. Analisam resultados de ensaios; auxiliam no desenvolvimento de métodos, processos e produtos. Podem exercer atividades auxiliares de difusão de pesquisa e desenvolvimento.

Descrição oficial da família 3951 — Técnicos de apoio em pesquisa e desenvolvimento, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Exercem suas funções em empresas de atividades de pesquisa e desenvolvimento, de agricultura, pecuária e serviços relacionados, de construção, de extração de petróleo e gás natural, de eletricidade, gás e água quente, entre outras. Predominantemente, são empregados assalariados, com carteira assinada. Organizam-se em equipe interdisciplinar, sob supervisão ocasional, em ambientes fechados e a céu aberto; trabalham em rodízio de turnos, nos períodos diurno e noturno. Podem estar sujeitos à ação de materiais tóxicos, radiação e ruído intenso, no desenvolvimento de algumas atividades.

Recursos de trabalho

Computador; Condutivímetro; Cromatógrafos; Equipamentos de proteção individual e coletiva; Espectrofotômetros; Fornos; Instrumentos de ensaio (elétricos,eletrônicos, mec; Máquinas de prod. Mecânica (furadeira, betoneira); Máquinas e implementos agrícolas; raio X.

Quanto ganha um técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento (exceto agropecuário e florestal)

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.03210% ganham até R$ 3.647mediana R$ 9.00710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 6.276

Entrada × quem já está

R$ 3.647 ao ser admitido · R$ 6.276 para quem tem vínculo ativo +72,1%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento (exceto agropecuário e florestal) foi de R$ 3.647 — metade das 5.232 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.032 e os 10% de maior, acima de R$ 9.007.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 6.276, ou seja, 72,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 43 meses.

Considerando a jornada média de 42.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 19,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.647
Por ano (12 salários)R$ 43.764
Por semanaR$ 839
Por hora (42.3h/sem)R$ 19,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.650 54,1%
  • Mulheres — R$ 3.638 45,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 6.724 58%
  • Mulheres — R$ 5.699 42%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte 1.761
  • Nordeste 3.062
  • Sudeste 4.498
  • Sul 3.635
  • Centro-Oeste 3.014

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 2.166 +311 — R$ 4.913 —
MG 615 +42 — R$ 3.620 —
PR 487 -18 — R$ 3.377 —
TO 365 -34 — R$ 1.738 —
RS 363 -35 — R$ 3.600 —
SC 312 -47 — R$ 4.312 —
GO 222 -68 — R$ 3.425 —
RJ 220 +11 — R$ 4.150 —
MT 149 -4 — R$ 2.500 —
CE 104 +38 — R$ 3.055 —

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

5.418

Desligamentos

5.175

Saldo

+243

Rotatividade

24,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+252) saldo negativo · pior: dez/25 (-151)

Em 12 meses houve 5.418 admissões e 5.175 desligamentos de técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento (exceto agropecuário e florestal), o que significa que o mercado formal abriu 243 postos de trabalho no período, com rotatividade de 24,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 40,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 38,4% por dispensa sem justa causa, além de 17,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 40,2%
  • Dispensa sem justa causa 38,4%
  • Fim de contrato 17,3%

Sobre 5.175 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,2% das admissões são de jornada parcial e 0,2% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 2,6%
  • 1 a 4 empregados 4,4%
  • 5 a 9 empregados 3,4%
  • 10 a 19 empregados 4,3%
  • 20 a 49 empregados 16,9%
  • 50 a 99 empregados 14,4%
  • 100 a 249 empregados 20,9%
  • 250 a 499 empregados 12,3%
  • 500 a 999 empregados 7,9%
  • 1.000 ou mais empregados 12,8%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento (exceto agropecuário e florestal)

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais 7210000 · 16,9% das admissões 915 42.8h R$ 1.755 R$ 2.282 R$ 3.433 2% 2
Educação superior - graduação e pós graduação 8532500 · 4,7% das admissões 257 40.2h R$ 6.034 R$ 11.309 R$ 11.358 1% 2
Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências sociais e humanas 7220700 · 3,1% das admissões 168 43.9h R$ 2.364 R$ 3.367 R$ 4.295 1% 2
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 2,5% das admissões 135 42.6h R$ 4.238 R$ 5.480 R$ 8.350 2% 1
Fabricação de medicamentos alopáticos para uso humano 2121101 · 2% das admissões 111 42h R$ 4.950 R$ 6.100 R$ 9.850 3% 3
Atividades de associações de defesa de direitos sociais 9430800 · 1,8% das admissões 98 43.3h R$ 3.004 R$ 3.259 R$ 4.875 2% 1
Serviços de assistência social sem alojamento 8800600 · 1,8% das admissões 95 40.6h R$ 2.907 R$ 4.550 R$ 6.451 2% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento (exceto agropecuário e florestal)

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 21.002 vínculos

Idade mediana

36 anos

Tempo de casa

43 meses

No setor público

13,5%

Em empresa do Simples

3,3%

Sexo

  • Homem 58,1%
  • Mulher 41,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,8h/sem
  • Pessoas com deficiência1,5%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos10,4%

Sobre os 21.002 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 70,2%
  • Parda 23,2%
  • Preta 4,9%
  • Amarela 1,5%
  • Indígena 0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto 0,2%
  • 5º ano completo 0,2%
  • 6º ao 9º ano 0,3%
  • Fundamental completo 1%
  • Médio incompleto 1,1%
  • Médio completo 29%
  • Superior incompleto 11,5%
  • Superior completo 49,7%
  • Mestrado 4%
  • Doutorado 2,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto 0,1%
  • Até 5º ano incompleto 0,4%
  • 5º ano completo 0,3%
  • 6º a 9º ano 0,8%
  • Fundamental completo 1%
  • Médio incompleto 1,6%
  • Médio completo 30,9%
  • Superior incompleto 15,8%
  • Superior completo 36,6%
  • Pós-graduação 6,5%
  • Mestrado 3,4%
  • Doutorado 2,6%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 1%
  • 5 a 9 empregados 1,4%
  • 10 a 19 empregados 2,7%
  • 20 a 49 empregados 7,5%
  • 50 a 99 empregados 9,4%
  • 100 a 249 empregados 18%
  • 250 a 499 empregados 15%
  • 500 a 999 empregados 19,3%
  • 1.000 ou mais empregados 25,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Riscos ocupacionais de técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento (exceto agropecuário e florestal)

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

11,1

CAT no período

183

Idade média no acidente

36 anos

Foram 183 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento (exceto agropecuário e florestal) nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 11,1 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 58,5% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 37,7% de trajeto (no deslocamento) e 3,8% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico 58,5%
  • Trajeto 37,7%
  • Doença 3,8%

Parte do corpo atingida

  • Dedo 13,1%
  • Mão (exceto punho ou dedos) 9,3%
  • Partes múltiplas 6,6%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive) 6%
  • Articulação do tornozelo 5,5%

Natureza da lesão

  • Fratura 19,1%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial) 15,8%
  • Distensão, torção 11,5%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta) 10,9%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta) 9,3%

Agente causador

  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas 12,6%
  • Veículo rodoviário motorizado 9,8%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas 9,3%
  • Motocicleta, motoneta 7,7%
  • Veículo, NIC 4,9%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 12 6,6% 5.476
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 7 3,8% 3.531
S62 — Fratura ao nível do punho e da mão 4 2,2% 24.580
S61 — Ferimento do punho e da mão 4 2,2% 3.531
S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão 3 1,6% 1.634
S80.0 — Contusão do joelho 3 1,6% 1.225

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais) tem RAT 2% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 11,1 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

✓ Oficial · 01 de abril de 2026 CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (microdados) — Lei 8.213/1991, arts. 19 a 22 (comunicação obrigatória do acidente do trabalho). Inclui, como tabelas de apoio, a CID-10 do DATASUS (descrição oficial dos diagnósticos) e o acompanhamento mensal do auxílio por incapacidade acidentária (B91) por CID-10, do Ministério da Previdência Social/Dataprev · Instituto Nacional do Seguro Social — INSS ✓ Oficial · 09 de abril de 2026 Tabelas do eSocial (classificações do leiaute) — Decreto 8.373/2014 (institui o eSocial); tabelas do leiaute publicadas na Consulta Pública de Tabelas, com código, descrição e vigência. Em uso aqui: Tabela 13 (parte do corpo atingida), 14 (agente causador do acidente) e 17 (descrição da natureza da lesão) — a mesma classificação da CAT, com o texto por extenso · eSocial — Receita Federal, INSS, MTE e Caixa

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício dessas ocupações requer curso técnico na área de atuação. O tempo de experiência profissional requerido para o pleno desempenho das atividades varia de um a dois anos.

Texto oficial do MTE para a família 3951.

Qual especialização paga mais na família 3951

Todas as ocupações de técnicos de apoio em pesquisa e desenvolvimento, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3951-10 Técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento agropecuário florestal R$ 3.003 R$ 10.739 3.000
3951-05 Técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento (exceto agropecuário e florestal) (esta página) R$ 3.647 R$ 6.276 21.002

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3951-05.

A Executar ensaios (13)
  • •Verificar condições atmosféricas
  • •Montar e desmontar circuitos de ensaio
  • •Pesar amostras
  • •Medir amostras (comprimento, temperatura, volume etc.)
  • •Digerir amostras
  • •Diluir amostras
  • •Irradiar amostras
  • •Determinar parâmetros petrográficos
  • •Determinar parâmetros físicos
  • •Determinar elementos químicos
  • •Determinar parâmetros elétricos
  • •Coletar dados obtidos
  • •Testar metodologias de ensaio
B Preparar ensaios (14)
  • •Coletar amostras
  • •Identificar amostras
  • •Cadastrar amostras
  • •Criar planilhas
  • •Preparar amostras
  • •Construir corpo-de-prova
  • •Preparar condições de ambiente de ensaio
  • •Preparar soluções químicas
  • •Preparar equipamentos e materiais de ensaio
  • •Providenciar calibração de equipamentos
  • •Conferir calibração de equipamentos
  • •Providenciar equipamentos de proteção individual e coletiva (epi e epc)
  • •Realizar manutenção preventiva de equipamentos
  • •Encaminhar amostras e ensaios para terceiros
C Analisar resultados de ensaios (11)
  • •Inserir dados em planilha
  • •Realizar cálculos de fatores de correção (temperatura, pressão, gravidade etc.)
  • •Realizar cálculos estatísticos
  • •Elaborar apresentação gráfica de resultados
  • •Interpretar dados de análise
  • •Comparar resultados com amostra-padrão
  • •Comparar resultados com tolerâncias previstas em normas
  • •Verificar não-conformidade em ensaios
  • •Emitir resultados de ensaios
  • •Registrar tempo gasto em ensaio
  • •Redirecionar métodos e ensaios
D Planejar ensaios (10)
  • •Levantar informações sobre pesquisa
  • •Estudar pesquisa
  • •Definir métodos e procedimentos de ensaios
  • •Definir materiais
  • •Definir equipamentos
  • •Definir equipe de trabalho
  • •Definir cronograma
  • •Definir condições de ambiente de ensaio (temperatura, umidade, ventilação, tipo de solo etc.)
  • •Analisar riscos de acidentes
  • •Controlar estoque de materiais
E Auxiliar em desenvolvimento de métodos, processos e produtos (8)
  • •Projetar equipamentos
  • •Projetar dispositivos
  • •Redigir procedimentos de ensaio
  • •Confeccionar equipamentos
  • •Confeccionar ferramentas
  • •Adaptar dispositivos
  • •Desenvolver aplicativos computacionais
  • •Participar na elaboração de relatório de pesquisa
F Difundir pesquisa e desenvolvimento (6)
  • •Treinar equipe
  • •Recepcionar visitantes
  • •Participar de congressos e seminários
  • •Participar em elaboração de artigos científicos
  • •Auxiliar em divulgação de resultados de experimento
  • •Ministrar palestras
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • •Demonstrar dinamismo
  • •Trabalhar em equipe
  • •Demonstrar criatividade
  • •Concentrar-se
  • •Adaptar-se a mudanças
  • •Demonstrar organização
  • •Demonstrar raciocínio lógico

Sinônimos oficiais (4)

Técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento de processosTécnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento de produtosTécnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias energéticasTécnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento em telecomunicações

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3951-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento (exceto agropecuário e florestal)?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.647 por mês, considerando as 5.232 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 2.032 (10% menores) a R$ 9.007 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 6.276 (RAIS 2024), 72.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento (exceto agropecuário e florestal)?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 5.418 admissões contra 5.175 desligamentos, saldo de +243 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento (exceto agropecuário e florestal)?

A atividade econômica que mais contratou foi Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais (CNAE 7210000), com 16,9% das admissões e mediana de R$ 2.282. A ficha de técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento (exceto agropecuário e florestal) no Buscador NCM lista os 7 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento (exceto agropecuário e florestal)?

3951-05 (família 3951 — Técnicos de apoio em pesquisa e desenvolvimento). A CBO reconhece também os títulos: Técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento de processos, Técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento de produtos, Técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias energéticas, Técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento em telecomunicações — todos usam o mesmo código 3951-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento (exceto agropecuário e florestal)?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3951: O exercício dessas ocupações requer curso técnico na área de atuação. O tempo de experiência profissional requerido para o pleno desempenho das atividades varia de um a dois anos.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico de apoio em pesquisa e desenvolvimento (exceto agropecuário e florestal)?

A taxa é de 11,1 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (13,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3951-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3951-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3951-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7210000), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (23 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3951:

  • •Aracruz Celulose S.A.
  • •Cemig - Companhia Energética de Minas Gerais
  • •Ceped - Centro de Pesquisas e Desenvolvimento
  • •Comissão Nacional de Tecnologia Nuclear
  • •Embrapa Milho e Sorgo
  • •Epamig-empresa de Pesquisa Agropecuária de MG
  • •Esalq - USP - Ipef
  • •Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec)
  • •Fundação Cpqd
  • •Lactec - Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento
  • •Petrobrás/cenpes
  • •Usinas Siderúrgicas Minas Gerais S.A. (Usiminas)
  • •Vcp Votorantim Celulose e Papel
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
  • •Este grande grupo compreende dois subtipos. Aqueles que realizam trabalhos burocráticos, sem contato constante com o público, e trabalhadores administrativos de atendimento
  • •Trabalhadores ao público. O primeiro subtipo compreende as ocupações cujas atividades principais requerem para seu desempenho conhecimentos e experiência necessários para ordenar, armazenar, de serviços computar e recuperar informações. As atividades consistem em realizar trabalho de secretaria, digitar e/ou escanear e reproduzir textos e dados em computadores, e realizar outros tipos de administrativos operação em equipamentos de escritório. O segundo subtipo compreende atividades de fornecimento de serviços a clientes, como os realizados por auxiliares de biblioteca, documentação e correios, operadores de caixa, atendentes, etc. A maioria das ocupações deste grande grupo requer competência de nível 2 da
  • •Classificação Internacional Uniforme de ocupações – CIUO 88.
  • •ESTE GRANDE GRUPO COMPREENDE
  • •Escriturários
  • •Trabalhadores de atendimento ao público
  • •ESTE GRUPO NÃO COMPREENDE
  • •Trabalhadores administrativos e de atendimento ao público cujas atividades são complexas e requerem aplicação de conhecimentos profissionalizantes, obtidos em formação de escolas técnicas e de nível superior.
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