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CBO 2002 Família 3411 R$ 3.932 na admissão +23 postos em 12 meses 96 atividades

CBO 3411-20 — Piloto agrícola

O código 3411-20 identifica a ocupação piloto agrícola na CBO 2002, dentro da família 3411 — Pilotos de aviação comercial, mecânicos de vôo e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha12 seções

O que faz um piloto agrícola

Operam aeronaves de pequeno porte para transporte de passageiros ou de cargas ou na realização de serviços especializados, tais como: pulverização agrícola, aerofotogrametria, propaganda aérea, lançamento de paraquedistas e outros, manejando sistemas gerais e comandos, aplicando regras de tráfego aéreo e procedimentos de segurança. Planejam as atividades de voo; inspecionam aeronaves em terra, externa e internamente; contatam órgãos de controle e outras aeronaves, buscando informações diversas sobre meteorologia, tráfego aéreo, situações nos aeroportos, e preenchem documentação de bordo. Podem atuar em operações de combate a incêndio, salvamento, resgate e treinar alunos novos ou pilotos em aeronaves específicas.

Descrição oficial da família 3411 — Pilotos de aviação comercial, mecânicos de vôo e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam nas empresas de transporte aéreo, no interior de aeronaves, em horários irregulares. Os mecânicos de voo são assalariados, com registro em carteira, as demais ocupações são exercidas por profissionais autônomos. Trabalham sujeitos a pressões e posições desconfortáveis, durante longos períodos. Às vezes com a exposição de material tóxico, radiação, ruído intenso e, também, lesão auricular, contaminação virótica e aceleração da gravidade. ESTA FAMÍLIA NÃO COMPREENDE 2153 - Profissionais da pilotagem aeronáutica.

Recursos de trabalho

Câmera fotográfica; EPI; Equipamentos de pulverização; GPS (sistema global de posição); Manuais de operação e técnicos; Microcomputador e periféricos; Oficina homologada; Passaporte; Pasta de navegação; Uniforme e macacão.

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma regulamentadora: Lei nº 7.183, de 5 de abril de 1984 - regula o exercício da profissão de aeronauta e dá outras providências. Portaria interministerial nº 3.016, de 5 de fevereiro de 1988 - expede instruções para a execução da Lei nº 7.183, de 05 de abril de 1984, que dispõe sobre o exercício da profissão de aeronauta. Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986 - dispõe sobre o código brasileiro de aeronauta. Obs.: A Lei nº 7.183/84 define que são tripulantes: comandante, co-piloto, mecânico de voo, navegador, radioperador de voo e comissário.

Quanto ganha um piloto agrícola

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 2.50410% ganham atéR$ 3.932medianaR$ 7.29010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.845

Entrada × quem já está

R$ 3.932 ao ser admitido · R$ 4.845 para quem tem vínculo ativo +23,2%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de piloto agrícola foi de R$ 3.932 — metade das 694 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 2.504 e os 10% de maior, acima de R$ 7.290.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.845, ou seja, 23,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 18 meses.

Considerando a jornada média de 43.3 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 21,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.932
Por ano (12 salários)R$ 47.184
Por semanaR$ 905
Por hora (43.3h/sem)R$ 21,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.932100%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 4.84598,9%
  • Mulheres — R$ 4.1251,1%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte3.956
  • Nordeste3.955
  • Sudeste3.916
  • Sul3.791
  • Centro-Oeste3.918

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (9 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
MT 175 +10 R$ 3.950
GO 94 -11 R$ 3.795
BA 77 +15 R$ 3.965
SP 75 +10 R$ 3.936
MG 49 +6 R$ 3.467
MS 45 +5 R$ 3.760
PR 43 +12 R$ 3.050
MA 40 +1 R$ 3.948
RS 35 -20 R$ 3.920

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

719

Desligamentos

696

Saldo

+23

Rotatividade

45,7%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: out/25 (+83) saldo negativo · pior: mai/26 (-67)

Em 12 meses houve 719 admissões e 696 desligamentos de piloto agrícola, o que significa que o mercado formal abriu 23 postos de trabalho no período, com rotatividade de 45,7% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 35,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 55,5% por dispensa sem justa causa, além de 6,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador35,8%
  • Dispensa sem justa causa55,5%
  • Fim de contrato6,6%
  • Aposentadoria0,1%

Sobre 696 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro12%
  • 1 a 4 empregados13,2%
  • 5 a 9 empregados12%
  • 10 a 19 empregados26,3%
  • 20 a 49 empregados19,9%
  • 50 a 99 empregados7,9%
  • 100 a 249 empregados5%
  • 250 a 499 empregados2,4%
  • 500 a 999 empregados0,8%
  • 1.000 ou mais empregados0,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata piloto agrícola

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de açúcar em bruto 1071600 · 0,4% das admissões 3 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como piloto agrícola

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.524 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

18 meses

No setor público

0,3%

Em empresa do Simples

25,7%

Sexo

  • Homem98,9%
  • Mulher1,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,8h/sem
  • Pessoas com deficiência0,2%
  • Jornada parcial0,3%

Sobre os 1.524 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca63,3%
  • Parda34,7%
  • Preta1%
  • Amarela0,8%
  • Indígena0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto0,2%
  • 5º ano completo0,1%
  • 6º ao 9º ano0,7%
  • Fundamental completo1%
  • Médio incompleto1,8%
  • Médio completo74,7%
  • Superior incompleto4,9%
  • Superior completo16,7%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • 6º a 9º ano0,4%
  • Fundamental completo1,9%
  • Médio incompleto1,7%
  • Médio completo75,7%
  • Superior incompleto4,2%
  • Superior completo15,7%
  • Pós-graduação0,3%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados9,4%
  • 5 a 9 empregados14,1%
  • 10 a 19 empregados27,6%
  • 20 a 49 empregados25,1%
  • 50 a 99 empregados12,6%
  • 100 a 249 empregados5,9%
  • 250 a 499 empregados3,6%
  • 500 a 999 empregados0,6%
  • 1.000 ou mais empregados1,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essas ocupações são exercidas por profissionais autônomos com habilitações específicas, nas áreas em que estiverem atuando. Requer-se formação de nível médio, acrescida de cursos profissionalizantes, com duração mínima de duzentas horas/aula como pilotos privados de helicóptero. Para seguir a carreira de piloto comercial, deverão fazer outro curso superior a duzentas horas/aula, ministrados em escolas de aviação. Após a conclusão dos cursos, os profissionais são habilitados pelo Departamento de Aviação Civil (DAC), que lhes concede licenças para atuar na área. Os pilotos podem assumir funções diferentes dentro da aeronave, como comandante ou co-piloto. Já os mecânicos de voo devem ter formação técnica em mecânica, com especialização em aeronaves. São auxiliares dos comandantes e operam sistemas internos da aeronave, sob supervisão constante. Em aviões modernos, com controles automáticos, não há necessidade desses profissionais, sendo uma ocupação em extinção. Os pilotos agrícolas, normalmente, trabalham cinco meses no ano, a pulverização é uma atividade sazonal. Todos esses profissionais estão expostos à radiação, ruído intenso, sujeitos à lesão auricular, cataratas e contaminações viróticas.

Texto oficial do MTE para a família 3411.

Qual especialização paga mais na família 3411

Todas as ocupações de pilotos de aviação comercial, mecânicos de vôo e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3411-10 Piloto comercial de helicóptero (exceto linhas aéreas) R$ 6.025 R$ 20.288 614
3411-15 Mecânico de vôo R$ 2.504 R$ 11.438 93
3411-05 Piloto comercial (exceto linhas aéreas) R$ 4.518 R$ 7.610 1.173
3411-20 Piloto agrícola (esta página) R$ 3.932 R$ 4.845 1.524

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3411-20.

A Operar aeronaves (20)
  • Efetuar "check list" de cada fase da operação (conferir lista já elaborada)
  • Conferir execução das ações dos demais tripulantes e auxiliares de terra
  • Proceder à partida e táxi
  • Efetuar cheque de motores, sistemas e instrumentos antes da decolagem
  • Decolar aeronave
  • Operar subida
  • Operar cruzeiro
  • Monitorar rota e altitude autorizadas
  • Ajustar potência do motor
  • Controlar potências e velocidades de acordo com fases de vôo
  • Acompanhar navegação e consumo de combustível
  • Monitorar sistemas que compõem a aeronave
  • Regular sistemas que compõem a aeronave
  • Efetuar vôo a baixa altura
  • Operar descida
  • Operar aproximação
  • Pousar aeronave
  • Taxiar aeronave
  • Desligar motores
  • Efetuar procedimentos de abandono
B Traçar plano operacional (17)
  • Reconhecer área de aplicação (agrícola e aerofotogrametria)
  • Planejar rota e nível de vôo (altitude)
  • Calcular quantidade de combustível
  • Analisar condições da pista (cumprimento, tipo de piso, altitude e temperatura)
  • Determinar peso máximo de decolagem e pouso
  • Verificar condições meteorológicas
  • Determinar potências do motor conforme tabelas
  • Determinar velocidade e posição de
  • Verificar condições operacionais do destino e alternativas
  • Obter autorização de vôo
  • Calcular número de vôos para pulverização
  • Verificar existência e condições de local para pouso
  • Obter autorização para local de pouso
  • Pesquisar pontos de abastecimento de combustível
  • Providenciar adequação da aeronave ao tipo de serviço
  • Consultar manuais da aeronave
  • Agendar manutenção preventiva, periódica e corretiva
C Inspecionar aeronave e equipamentos (10)
  • Supervisionar serviços de manutenção e compra de componentes
  • Realizar inspeção externa da aeronave
  • Conferir documentação da aeronave, manuais e pastas de navegação
  • Checar sistemas operacionais da aeronave
  • Conferir equipamentos de emergência e segurança
  • Examinar posicionamento e distribuição das cargas
  • Examinar amarração das cargas
  • Conferir peso da carga
  • Examinar combustível (quantidade, qualidade e tipo)
  • Conferir artigos de comissariaria (alimentos, bebidas, lanternas, farmácia)
D Interpretar regras de tráfego aéreo (5)
  • Interpretar cartas e mapas
  • Consultar publicações do depv (diretoria de eletrônica e proteção ao vôo)
  • Aplicar regras de vôo visual
  • Aplicar regras de vôo por instrumentos
  • Seguir instruções dos órgãos de controle de tráfego aéreo
E Comunicar-se (8)
  • Comunicar ocorrências ao comandante ou à manutenção
  • Comunicar ao comandante as restrições operacionais da aeronave
  • Comunicar emergência aos órgãos de controle através de fonia ou códigos
  • Manter contato com órgãos de controle e outras aeronaves
  • Preencher documentação de bordo
  • Preencher comunicado de segurança
  • Acionar apoios de terra
  • Preparar notificação de vôo
F Agir em situações de emergência e anormalidade (7)
  • Identificar a anormalidade ou emergência
  • Gerenciar procedimentos de emergência e anormalidade conforme "check list"
  • Combater causas da emergência
  • Desativar sistemas previstos
  • Ativar sistemas alternativos
  • Alijar (soltar) carga e ou combustível
  • Reconfigurar performance da aeronave
G Realizar serviços especializados (3)
  • Operar sistema de pulverização agrícola
  • Monitorar altura e faixas de aplicação por "gps" (sistema global de posição) e ou bandeira
  • Combater incêndio
H Trabalhar com segurança (9)
  • Providenciar degelo na aeronave (operação inverno)
  • Participar de treinamentos de segurança
  • Treinar procedimentos de emergência em simulador de vôo
  • Submeter-se à revalidação de exames de capacidade física, habilitação técnica e vacinas
  • Conferir tipos de cargas e embalagens a bordo
  • Usar equipamentos de proteção individual
  • Manusear extintores de incêndio
  • Manusear garrafas de oxigênio portáteis
  • Providenciar descontaminação do sistema de pulverização
Z Demonstrar competências pessoais (17)
  • Demonstrar liderança
  • Demonstrar autocontrole
  • Gerenciar procedimentos
  • Trabalhar em equipe
  • Tomar decisões
  • Demonstrar raciocínio lógico
  • Mostrar-se apto fisicamente
  • Expressar-se em idioma estrangeiro (inglês)
  • Orientar-se espacialmente
  • Dar provas de coordenação motora para manuseio de painéis e outros comandos
  • Conviver com diferenças
  • Administrar o estresse
  • Demonstrar paciência
  • Adaptar-se à diversidade de culturas
  • Adaptar-se a diferentes climas e horários
  • Expressar-se verbalmente
  • Comunicar-se por sinais

Perguntas frequentes

Quanto ganha um piloto agrícola?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.932 por mês, considerando as 694 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 2.504 (10% menores) a R$ 7.290 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.845 (RAIS 2024), 23.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando piloto agrícola?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 719 admissões contra 696 desligamentos, saldo de +23 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata piloto agrícola?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de açúcar em bruto (CNAE 1071600), com 0,4% das admissões. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de piloto agrícola?

3411-20 (família 3411 — Pilotos de aviação comercial, mecânicos de vôo e afins). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser piloto agrícola?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3411: Essas ocupações são exercidas por profissionais autônomos com habilitações específicas, nas áreas em que estiverem atuando. Requer-se formação de nível médio, acrescida de cursos profissionalizantes, com duração mínima de duzentas horas/aula como pilotos privados de helicóptero. Para seguir a carreira de piloto comercial, deverão fazer outro curso superior a duzentas horas/aula, ministrados em escolas de aviação. Após a conclusão dos cursos, os profissionais são habilitados pelo Departamento de Aviação Civil (DAC), que lhes concede licenças para atuar na área. Os pilotos podem assumir funções diferentes dentro da aeronave, como comandante ou co-piloto. Já os mecânicos de voo devem ter formação técnica em mecânica, com especialização em aeronaves. São auxiliares dos comandantes e operam sistemas internos da aeronave, sob supervisão constante. Em aviões modernos, com controles automáticos, não há necessidade desses profissionais, sendo uma ocupação em extinção. Os pilotos agrícolas, normalmente, trabalham cinco meses no ano, a pulverização é uma atividade sazonal. Todos esses profissionais estão expostos à radiação, ruído intenso, sujeitos à lesão auricular, cataratas e contaminações viróticas.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3411-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3411-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3411-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1071600), o RAT é 3%.

A profissão de piloto agrícola é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 3411 registram: Norma regulamentadora: Lei nº 7.183, de 5 de abril de 1984 - regula o exercício da profissão de aeronauta e dá outras providências. Portaria interministerial nº 3.016, de 5 de fevereiro de 1988 - expede instruções para a execução da Lei nº 7.183, de 05 de abril de 1984, que dispõe sobre o exercício da profissão de aeronauta. Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986 - dispõe sobre o código brasileiro de aeronauta. Obs.: A Lei nº 7.183/84 define que são tripulantes: comandante, co-piloto, mecânico de voo, navegador, radioperador de voo e comissário.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3411:

  • Aerocarta S.A. Engª de Aerolevantamentos
  • Agro Aérea Triangulo Ltda.
  • D. T. Participações Ltda.
  • Enagri Empresa Nacional de Aviação Agrícola Ltda.
  • Fly S.A. Linhas Aéreas
  • Garcia Aviação Agrícola Ltda.
  • Itagro Aviação Agrícola Ltda.
  • Lider Táxi Aéreo Ltda.
  • Varig S.A. Viação Aérea Rio Grandense
  • Vasp Viação Aérea de São Paulo S.A.
  • Via Brasil Transportes Aéreos Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • GLOSSÁRIO
  • Comissaria: local de trabalho dos comissários de bordo.
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