CBO 3144-10 — Técnico em manutenção de máquinas
O código 3144-10 identifica a ocupação técnico em manutenção de máquinas na CBO 2002, dentro da família 3144 — Técnicos mecânicos na manutenção de máquinas, sistemas e instrumentos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha13 seções
O que faz um técnico em manutenção de máquinas
Planejam a manutenção de máquinas, sistemas e instrumentos; supervisionam processos de manutenção; mantêm equipamentos, instrumentos, máquinas e sistemas em condições plenas de funcionamento e calibram instrumentos e equipamentos. Elaboram procedimentos técnicos e administrativos; propõem melhorias em máquinas, instrumentos e sistemas; aplicam técnicas de segurança e normas ambientais; prestam assessoria técnica em manutenção e realizam testes e ensaios.
Descrição oficial da família 3144 — Técnicos mecânicos na manutenção de máquinas, sistemas e instrumentos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Trabalham em empresas de extração de petróleo e serviços correlatos; de fabricação de produtos têxteis, metalurgia básica, fabricação de máquinas e equipamentos, fabricação e montagem de veículos automotores, reboques e carrocerias, entre outras. São assalariados, com carteira assinada. Atuam em equipe multidisciplinar (mecânica e elétrica), sob supervisão ocasional; em ambientes fechados; de forma presencial; em turnos de trabalho, com disponibilidade para atuar em horários irregulares, para atendimento a situações imprevistas e de emergência. No desenvolvimento de algumas atividades, podem permanecer em posições desconfortáveis durante períodos e, ainda, podem estar expostos a ruído intenso e trabalhar sob pressão, podendo ocasionar estresse.
Recursos de trabalho
Dispositivos de montagem e desmontagem; Equipamento de lubrificação; Equipamentos pneumáticos (ex.: Lixadeira e chicote); Ferramentas elétricas; Ferramentas manuais; Instrumentos de medição e de calibração; Instrumentos eletrônicos; Instrumentos ópticos; Máquinas operatrizes; Microcomputador.
Quanto ganha um técnico em manutenção de máquinas
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 4.999
Entrada × quem já está
R$ 3.017 ao ser admitido · R$ 4.999 para quem tem vínculo ativo +65,7%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico em manutenção de máquinas foi de R$ 3.017 — metade das 11.137 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.802 e os 10% de maior, acima de R$ 5.237.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 4.999, ou seja, 65,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 34 meses.
Considerando a jornada média de 43.2 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 16,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 3.017 |
| Por ano (12 salários) | R$ 36.204 |
| Por semana | R$ 694 |
| Por hora (43.2h/sem) | R$ 16,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 4.336 | +274 | — | R$ 3.436 | — |
| RJ | 1.017 | +72 | — | R$ 2.770 | — |
| MG | 1.007 | -130 | — | R$ 3.113 | — |
| PR | 806 | -55 | — | R$ 3.090 | — |
| SC | 610 | +13 | — | R$ 3.390 | — |
| RS | 600 | +76 | — | R$ 3.049 | — |
| BA | 528 | +66 | — | R$ 3.004 | — |
| PE | 484 | +134 | — | R$ 2.536 | — |
| CE | 328 | +36 | — | R$ 2.043 | — |
| GO | 316 | +10 | — | R$ 2.692 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
11.595
Desligamentos
11.059
Saldo
+536
Rotatividade
29,8%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 11.595 admissões e 11.059 desligamentos de técnico em manutenção de máquinas, o que significa que o mercado formal abriu 536 postos de trabalho no período, com rotatividade de 29,8% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 36,1% foram a pedido do próprio trabalhador e 49,6% por dispensa sem justa causa, além de 10,1% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 11.059 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata técnico em manutenção de máquinas
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como técnico em manutenção de máquinas
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 37.057 vínculos
Idade mediana
38 anos
Tempo de casa
34 meses
No setor público
0,6%
Em empresa do Simples
17,6%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada43h/sem
- Pessoas com deficiência1,4%
- Jornada parcial0,4%
- Contrato intermitente0,8%
- Em entidade sem fins lucrativos1,2%
Sobre os 37.057 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de técnico em manutenção de máquinas
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
31,8
CAT no período
936
Óbitos comunicados
3
Idade média no acidente
37 anos
Foram 936 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico em manutenção de máquinas nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 31,8 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 72,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 26,1% de trajeto (no deslocamento) e 1,2% doenças ocupacionais.
No período foram comunicados 3 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha | 60 | 6,4% | 3.531 |
| S62.6 — Fratura de outros dedos | 38 | 4,1% | 24.580 |
| S61 — Ferimento do punho e da mão | 31 | 3,3% | 3.531 |
| S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha | 26 | 2,8% | 1.634 |
| S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha | 24 | 2,6% | 3.531 |
| S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo | 16 | 1,7% | 5.476 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Transporte ferroviário de passageiros municipal e em região metropolitana) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 31,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: transporte, armazenagem e correio
Informalidade no setor
46,5%
Média nacional
37,5%
Conta própria
47,5%
Rendimento formal × informal
R$ 4.035 × R$ 2.683
No setor de transporte, armazenagem e correio — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 46,5% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O exercício profissional dessas ocupações requer curso técnico de nível médio, com ênfase em manutenção de máquinas e instrumentação. O pleno exercício das atividades ocorre após o período de um a dois anos de experiência.
Texto oficial do MTE para a família 3144.
Qual especialização paga mais na família 3144
Todas as ocupações de técnicos mecânicos na manutenção de máquinas, sistemas e instrumentos, ordenadas pela remuneração de quem já atua
| CBO | Ocupação | Admissão | Quem já atua | Vínculos |
|---|---|---|---|---|
| 3144-05 | Técnico de manutenção de sistemas e instrumentos | R$ 2.625 | R$ 5.197 | 8.403 |
| 3144-10 | Técnico em manutenção de máquinas (esta página) | R$ 3.017 | R$ 4.999 | 37.057 |
“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3144-10.
A Planejar a manutenção (11)
- •Descrever plano de manutenção
- •Dimensionar a equipe de manutenção
- •Fazer cronograma
- •Selecionar as técnicas de manutenção
- •Analisar relação custo-benefício da manutenção
- •Elaborar o plano de despesas com a manutenção
- •Disponibilizar insumos para cada fase da manutenção
- •Especificar ferramentas e materiais
- •Criar relatório de acompanhamento do plano de manutenção
- •Programar reuniões de acompanhamento do plano de manutenção
- •Elaborar indicadores de performance da manutenção
B Elaborar procedimentos técnicos e administrativos (7)
- •Interpretar normas técnicas
- •Elaborar procedimentos para manutenção
- •Elaborar procedimentos para funcionamento de equipamentos, instrumentos e sistemas
- •Elaborar instruções de testes e ensaios para manutenção
- •Especificar critérios para compra de materiais
- •Participar na elaboração de procedimentos para aplicação do sistema de qualidade
- •Elaborar fluxograma do processo de manutenção
C Aplicar técnicas de segurança e normas ambientais (6)
- •Cumprir normas de segurança
- •Implementar medidas para evitar acidentes de trabalho
- •Orientar na utilização de normas
- •Participar de auditorias de segurança
- •Participar de inspeções de segurança
- •Cumprir normas de preservação ambiental
D Supervisionar processos de manutenção (7)
- •Aplicar técnicas para solução de problemas na manutenção
- •Analisar especificações técnicas
- •Garantir o cumprimento dos procedimentos
- •Orientar a montagem e desmontagem
- •Acompanhar as auditorias de processos técnicos e administrativos
- •Elaborar material para treinamento de pessoal da manutenção
- •Ministrar treinamento para pessoal de manutenção
E Manter os equipamentos, instrumentos, máquinas e sistemas (7)
- •Analisar indicadores de manutenção (tempo entre falhas, freqüência de manutenção e temperatura)
- •Realizar manutenção preditiva
- •Realizar manutenção preventiva
- •Realizar manutenção corretiva
- •Avaliar a capabilidade do processo
- •Monitorar o funcionamento dos sistemas, equipamentos e instrumentos
- •Elaborar desenho para peças de reposição e dispositivos
G Propor melhorias em máquinas, instrumentos e sistemas (5)
- •Propor melhorias nas condições de trabalho (ergonometria, iluminação etc)
- •Realizar estudos para redução do tempo de máquinas paradas por manutenção
- •Propor novos métodos de trabalho
- •Adaptar peças e componentes
- •Participar na manutenção aditiva e pró-ativa (melhoria do desempenho e vida útil)
H Prestar assessoria técnica de manutenção (5)
- •Negociar serviços junto ao cliente
- •Fazer demonstração técnica
- •Fazer instalações técnicas
- •Ministrar treinamento para clientes internos e externos
- •Divulgar trabalhos técnicos
I Realizar testes e ensaios (4)
- •Realizar ensaios mecânicos
- •Realizar ensaios especiais (líquidos penetrantes, rx)
- •Realizar ensaios fractolográficos
- •Realizar ensaios metalográficos macros (visuais)
Z Demonstrar competências pessoais (16)
- •Manter-se atualizado tecnicamente
- •Motivar equipe
- •Agir com liderança
- •Usar ferramentas de informática
- •Agir pró-ativamente
- •Demonstrar flexibilidade
- •Demonstrar iniciativa na solução de problemas
- •Demonstrar criatividade
- •Manter o equilíbrio emocional
- •Negociar prioridades
- •Demonstrar percepção auditiva e tátil
- •Demonstrar acuidade visual
- •Facilitar o trabalho em grupo
- •Manter relacionamento interpessoal
- •Facilitar a introdução de novas técnicas de manutenção
- •Demonstrar disponibilidade e predisposição no atendimento ao cliente
Perguntas frequentes
Quanto ganha um técnico em manutenção de máquinas?
A mediana do salário de admissão é R$ 3.017 por mês, considerando as 11.137 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.802 (10% menores) a R$ 5.237 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 4.999 (RAIS 2024), 65.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando técnico em manutenção de máquinas?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 11.595 admissões contra 11.059 desligamentos, saldo de +536 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata técnico em manutenção de máquinas?
A atividade econômica que mais contratou foi Transporte ferroviário de passageiros municipal e em região metropolitana (CNAE 4912402), com 4,3% das admissões e mediana de R$ 3.748. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de técnico em manutenção de máquinas?
3144-10 (família 3144 — Técnicos mecânicos na manutenção de máquinas, sistemas e instrumentos). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser técnico em manutenção de máquinas?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3144: O exercício profissional dessas ocupações requer curso técnico de nível médio, com ênfase em manutenção de máquinas e instrumentação. O pleno exercício das atividades ocorre após o período de um a dois anos de experiência.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico em manutenção de máquinas?
A taxa é de 31,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (26,6% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (transporte, armazenagem e correio), 46,5% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 3144-10?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 3144-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3144-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4912402), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3144:
- •Asea Brow Boveri Ltda.
- •Basf S.A.
- •Coperset Coop. de Serviços e de Ass. Técnica
- •Elevadores Otis Ltda.
- •Indústria Metalúrgica Prada S.A.
- •Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S.A. (Ipt)
- •Mecapres Assistência Técnica e Comércio de Instrumentos de Medição Ltda.
- •Mercedes-Benz do Brasil S.A.
- •Mitutoyo Sul Americana Ltda.
- •Qualy-med Comércio e Serviços de Instrumentos de Precisão, Calibração e Manutenção ME.
- •Robert Bosch Ltda.
- •Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco
- •Sindicato dos Técnicos Industriais de São Paulo (Sintec-SP)
- •Starrett Indústria e Comércio Ltda
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai