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CBO 2002 Família 2615 R$ 4.504 na admissão +5 postos em 12 meses 54 atividades

CBO 2615-20 — Escritor de não ficção

O código 2615-20 identifica a ocupação escritor de não ficção na CBO 2002, dentro da família 2615 — Profissionais da escrita. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um escritor de não ficção

Escrevem textos literários para publicação, representação e outras formas de veiculação e para tanto criam projetos líterários, pesquisando temas, elaborando esquemas preliminares. Podem buscar publicação ou encenação da obra literária bem como sua divulgação.

Descrição oficial da família 2615 — Profissionais da escrita, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Desenvolvem a escrita, trabalho intelectual e subjetivo, tanto no conteúdo, como na forma de organizá-lo e desenvolvê-lo. Trabalham geralmente como autônomos, podendo exercer outras atividades de forma concomitante à escrita. São encontrados em várias atividades econômicas, entre elas, no ensino e nas atividades culturais e recreativas. Costumam trabalhar sozinhos - exceção feita aos autores roteiristas que trabalham em equipes interdisciplinares, em geral, em horários irregulares. Os processos de concepção e criação são partes importantes do seu trabalho, assim como as habilidades de organização, pesquisa, obervação e reflexão. CONSULTE 2614 - Filólogos,tradutores, intérpretes e afins.

Recursos de trabalho

Computador; Dicionário; Iluminação; Livros; Máquina de escrever; Papel.

Quanto ganha um escritor de não ficção

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.80210% ganham atéR$ 4.504medianaR$ 6.09310% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 5.319

Entrada × quem já está

R$ 4.504 ao ser admitido · R$ 5.319 para quem tem vínculo ativo +18,1%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de escritor de não ficção foi de R$ 4.504 — metade das 13 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.802 e os 10% de maior, acima de R$ 6.093.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 5.319, ou seja, 18,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 94 meses.

Considerando a jornada média de 41.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 14,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 4.504
Por ano (12 salários)R$ 54.048
Por semanaR$ 1.037
Por hora (41.7h/sem)R$ 14,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Salário por região

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

14

Desligamentos

9

Saldo

+5

Rotatividade

25%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: fev/26 (+3) saldo negativo · pior: ago/25 (-1)

Em 12 meses houve 14 admissões e 9 desligamentos de escritor de não ficção, o que significa que o mercado formal abriu 5 postos de trabalho no período, com rotatividade de 25% sobre o estoque de vínculos.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro28,6%
  • 1 a 4 empregados42,9%
  • 5 a 9 empregados21,4%
  • 20 a 49 empregados7,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata escritor de não ficção

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Edição de livros 5811500 · 42,9% das admissões 6 2% 3
Tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet 6311900 · 42,9% das admissões 6 2%
Educação infantil - préescola 8512100 · 7,1% das admissões 1 1% 2
Serviços de lanternagem ou funilaria e pintura de veículos automotores 4520002 · 7,1% das admissões 1 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como escritor de não ficção

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 36 vínculos

Idade mediana

46 anos

Tempo de casa

94 meses

Em empresa do Simples

11,1%

Sexo

  • Mulher55,6%
  • Homem44,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,8h/sem
  • Pessoas com deficiência2,8%
  • Em entidade sem fins lucrativos2,8%

Sobre os 36 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca81,3%
  • Parda18,8%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo94,4%
  • Mestrado5,6%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Fundamental completo7,1%
  • Médio completo50%
  • Superior completo35,7%
  • Pós-graduação7,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados16,7%
  • 5 a 9 empregados5,6%
  • 10 a 19 empregados8,3%
  • 20 a 49 empregados5,6%
  • 50 a 99 empregados2,8%
  • 100 a 249 empregados13,9%
  • 250 a 499 empregados41,7%
  • 1.000 ou mais empregados5,6%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício do trabalho não requer formação escolar definida, sendo imprescindível o domínio da língua, bem como das linguagens específicas aos vários veículos de comunicação para os quais se pode escrever, como teatro, TV, cinema. etc. É frequente a ocorrência de profissionais autodidatas.

Texto oficial do MTE para a família 2615.

Qual especialização paga mais na família 2615

Todas as ocupações de profissionais da escrita, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2615-20 Escritor de não ficção (esta página) R$ 4.504 R$ 5.319 36
2615-30 Redator de textos técnicos R$ 3.700 R$ 4.900 1.906
2615-05 Autor-roteirista R$ 3.019 R$ 4.075 560
2615-15 Escritor de ficção R$ 3.638 36
2615-10 Crítico R$ 3.188 27
2615-25 Poeta R$ 2.200 21

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2615-20.

A Escrever textos (9)
  • Adequar linguagem ao público alvo
  • Utilizar recursos retóricos para sedução dos leitores
  • Decodificar a obra para o público alvo
  • Escrever de acordo com as especificidades do gênero da obra
  • Elaborar e reelaborar o texto
  • Justificar as idéias apresentadas no texto técnico, didático e científico
  • Refazer o livro didático periodicamente
  • Apresentar relatórios do desenvolvimento do trabalho
  • Reelaborar o texto final considerando pareceres críticos
B Criar projeto literário (8)
  • Definir gênero da obra (forma e conteúdo)
  • Situar projeto em um determinado espaço, tempo.
  • Considerar público alvo
  • Buscar subsídios na memória (emocionais, experiência pessoal)
  • Buscar subsídios nas memórias de leituras (textos escritos, imagens, espetáculos etc)
  • Definir formas metodológicas na obra didática
  • Considerar diretrizes dos órgãos oficiais
  • Considerar diretrizes formuladas para projeto
C Pesquisar temas pertinentes ao projeto (12)
  • Pesquisar textos literário
  • Pesquisar fontes historiográficas
  • Pesquisar textos jornalísticos
  • Pesquisar teatro
  • Pesquisar cinema
  • Pesquisar palavras, gírias e formas de expressão
  • Pesquisar música
  • Pesquisar iconografia
  • Pesquisar os sons das palavras
  • Consultar especialistas
  • Realizar pesquisa de campo
  • Selecionar material coletado
D Elaborar esquema preliminar (3)
  • Definir conceitos a serem desenvolvidos na obra técnica, didática e científica
  • Considerar prazos na elaboração do texto
  • Definir foco narrativo
E Buscar a publicação ou encenação da obra literária (5)
  • Procurar editor para publicação
  • Enviar textos para concursos literários
  • Analisar propostas de trabalho pré-definidas
  • Procurar coordenador de coleções
  • Procurar agentes literários
F Divulgar a obra (8)
  • Participar de lançamentos da obra
  • Participar de mesas redondas
  • Divulgar a obra junto a críticos e resenhistas
  • Participar de feiras de livros e exposições
  • Utilizar a internet como meio de divulgação da obra
  • Participar de concursos
  • Realizar palestras para divulgar a obra
  • Conceder entrevistas
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • Demonstrar hábito de leitura
  • Demonstrar criatividade
  • Desenvolver intuição
  • Demonstrar senso de observação
  • Dominar a língua
  • Dominar a linguagem específica do veículo (Tv, livro, cinema, teatro, jornal etc)
  • Negociar contrato de edição
  • Discutir direitos autorais
  • Participar de comissões julgadoras

Sinônimos oficiais (10)

BiógrafoCronista de não ficçãoEnciclopedistaEnsaísta de não ficçãoEscritor de obra didáticaEscritor de obras científicasEscritor de obras educativas de não ficçãoEscritor de obras técnicasFolclorista de não ficçãoMemorialista de não-ficção

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2615-20 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um escritor de não ficção?

A mediana do salário de admissão é R$ 4.504 por mês, considerando as 13 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.802 (10% menores) a R$ 6.093 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 5.319 (RAIS 2024), 18.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando escritor de não ficção?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 14 admissões contra 9 desligamentos, saldo de +5 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata escritor de não ficção?

A atividade econômica que mais contratou foi Edição de livros (CNAE 5811500), com 42,9% das admissões. A lista completa dos 4 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de escritor de não ficção?

2615-20 (família 2615 — Profissionais da escrita). A CBO reconhece também os títulos: Biógrafo, Cronista de não ficção, Enciclopedista, Ensaísta de não ficção, Escritor de obra didática, Escritor de obras científicas, Escritor de obras educativas de não ficção, Escritor de obras técnicas, entre outros — todos usam o mesmo código 2615-20. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser escritor de não ficção?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2615: O exercício do trabalho não requer formação escolar definida, sendo imprescindível o domínio da língua, bem como das linguagens específicas aos vários veículos de comunicação para os quais se pode escrever, como teatro, TV, cinema. etc. É frequente a ocorrência de profissionais autodidatas.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2615-20?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2615-20 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2615-20 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (5811500), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (11 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2615:

  • Arruda Aranha Ass. Serv. Didáticos S/C Ltda.
  • Carta Editorial / Revista Vogue
  • Editora Panda
  • Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (Imeec-unicamp)
  • Secretaria Municipal de Cultura
  • TV Globo Ltda.
  • Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
  • USP - Eca
  • USP / PUC-SP
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação de Desenvolvimento da Unicamp - Funcamp
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