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CBO 2002 Família 9153 R$ 3.007 na admissão +421 postos em 12 meses 58 atividades

CBO 9153-05 — Técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares

O código 9153-05 identifica a ocupação técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares na CBO 2002, dentro da família 9153 — Técnicos em manutenção e reparação de equipamentos biomédicos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha12 seções

O que faz um técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares

Realizam manutenção, testes e ensaios e instalam equipamentos e instrumentos médico-odonto-hospitalares. Elaboram documentação técnica. Treinam equipe técnica e usuários e prestam atendimento a clientes. Trabalham em conformidade com normas técnicas, de qualidade, de segurança e higiene.

Descrição oficial da família 9153 — Técnicos em manutenção e reparação de equipamentos biomédicos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam em empresas de serviços de saúde e de fabricação de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares. Trabalham como assalariados, com registro em carteira e se organizam em equipe no trabalho, sob supervisão ocasional de engenheiros. O local de trabalho é fechado e o horário, diurno. Em algumas atividades podem estar sujeitos à exposição de radiação e contaminação e à pressão de trabalho que pode levar ao estresse.

Recursos de trabalho

Calibradores (simuladores, gabaritos, aferidores); Equipamento de Proteção Individual (EPI); Equipamentos para soldagem; Ferramentas manuais (jogos de chaves e alicates); Instrumentos de medição; Instrumentos e equipamentos para testes; Máquinas operatrizes; Microcomputador, periféricos e softwares; Multímetro.

Quanto ganha um técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.91310% ganham atéR$ 3.007medianaR$ 4.61410% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.828

Entrada × quem já está

R$ 3.007 ao ser admitido · R$ 3.828 para quem tem vínculo ativo +27,3%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares foi de R$ 3.007 — metade das 2.500 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.913 e os 10% de maior, acima de R$ 4.614.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.828, ou seja, 27,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 30 meses.

Considerando a jornada média de 43 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 16,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 3.007
Por ano (12 salários)R$ 36.084
Por semanaR$ 692
Por hora (43h/sem)R$ 16,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 3.01386%
  • Mulheres — R$ 2.73114%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.81374,2%
  • Mulheres — R$ 3.89825,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.828
  • Nordeste2.704
  • Sudeste3.230
  • Sul3.092
  • Centro-Oeste2.888

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.108 +202 R$ 3.465
MG 307 +43 R$ 2.425
PE 203 +13 R$ 2.796
RJ 153 +30 R$ 3.255
GO 124 +11 R$ 2.846
BA 107 +13 R$ 2.889
PR 83 +21 R$ 3.050
RS 80 +20 R$ 3.330
SC 67 -5 R$ 2.900
CE 60 +8 R$ 2.100

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

2.690

Desligamentos

2.269

Saldo

+421

Rotatividade

28,4%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jun/26 (+65) saldo negativo · pior: dez/25 (-6)

Em 12 meses houve 2.690 admissões e 2.269 desligamentos de técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares, o que significa que o mercado formal abriu 421 postos de trabalho no período, com rotatividade de 28,4% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 51,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 39,7% por dispensa sem justa causa, além de 5,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador51,2%
  • Dispensa sem justa causa39,7%
  • Fim de contrato5,9%

Sobre 2.269 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,6% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro6,8%
  • 1 a 4 empregados10,1%
  • 5 a 9 empregados8,6%
  • 10 a 19 empregados9,8%
  • 20 a 49 empregados14,6%
  • 50 a 99 empregados12,1%
  • 100 a 249 empregados12,6%
  • 250 a 499 empregados7,9%
  • 500 a 999 empregados7%
  • 1.000 ou mais empregados10,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços de engenharia 7112000 · 13,8% das admissões 372 43.6h R$ 2.481 R$ 3.041 R$ 3.538 3% 1
Manutenção e reparação de aparelhos eletromédicos e eletroterapêuticos e equipamentos de irradiação 3312103 · 12,8% das admissões 343 43.9h R$ 2.185 R$ 2.797 R$ 3.533 1% 3
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 10,1% das admissões 271 43.3h R$ 2.950 R$ 3.579 R$ 4.196 2% 3
Comércio atacadista de instrumentos e materiais para uso médico, cirúrgico, hospitalar e de laboratórios 4645101 · 9,4% das admissões 252 43.8h R$ 2.549 R$ 3.040 R$ 4.035 1% 2
Comércio atacadista de máquinas, aparelhos e equipamentos para uso odonto médico hospitalar; partes e peças 4664800 · 9,1% das admissões 245 43.6h R$ 2.380 R$ 3.088 R$ 4.306 2% 3
Comércio varejista de artigos médicos e ortopédicos 4773300 · 4,8% das admissões 128 44h R$ 2.221 R$ 2.629 R$ 3.096 1% 1
Atividades de atendimento em pronto socorro e unidades hospitalares para atendimento a urgências 8610102 · 3,6% das admissões 96 43.6h R$ 2.388 R$ 3.250 R$ 3.800 2% 3
Manutenção e reparação de equipamentos e produtos não especificados anteriormente 3319800 · 2,8% das admissões 75 43.9h R$ 2.011 R$ 2.507 R$ 2.956 3%

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 7.983 vínculos

Idade mediana

38 anos

Tempo de casa

30 meses

No setor público

22,3%

Em empresa do Simples

17,3%

Sexo

  • Mulher30,6%
  • Homem69,4%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,7h/sem
  • Pessoas com deficiência1,5%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos12,1%

Sobre os 7.983 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda45,2%
  • Branca43%
  • Preta10,2%
  • Amarela1,3%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto0,2%
  • 5º ano completo0,1%
  • 6º ao 9º ano0,5%
  • Fundamental completo1,6%
  • Médio incompleto1,7%
  • Médio completo65,6%
  • Superior incompleto6,8%
  • Superior completo23,2%
  • Mestrado0,1%
  • Doutorado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • 5º ano completo0,1%
  • 6º a 9º ano0,1%
  • Fundamental completo0,7%
  • Médio incompleto1,2%
  • Médio completo70,4%
  • Superior incompleto9,4%
  • Superior completo15,5%
  • Pós-graduação2,2%
  • Mestrado0,1%
  • Doutorado0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados4,6%
  • 5 a 9 empregados6,1%
  • 10 a 19 empregados7,6%
  • 20 a 49 empregados10,3%
  • 50 a 99 empregados8,6%
  • 100 a 249 empregados7,9%
  • 250 a 499 empregados9,1%
  • 500 a 999 empregados10,2%
  • 1.000 ou mais empregados35,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

21,4

CAT no período

137

Idade média no acidente

34 anos

Foram 137 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 21,4 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 61,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 38% de trajeto (no deslocamento) e 0,7% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico61,3%
  • Trajeto38%
  • Doença0,7%

Parte do corpo atingida

  • Dedo21,9%
  • Mão (exceto punho ou dedos)11,7%
  • Partes múltiplas8%
  • Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho, exclusive)6,6%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão)5,1%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)18,2%
  • Lesão imediata17,5%
  • Fratura13,1%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)8,8%
  • Distensão, torção8%

Agente causador

  • Veículo rodoviário motorizado11,7%
  • Motocicleta, motoneta10,2%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas7,3%
  • Escada permanente cujos degraus permitem apoio integral do pé, degrau - superfície utilizada para sustentar pessoas5,1%
  • Agente do acidente, NIC5,1%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 8 5,8% 1.358
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 7 5,1% 3.531
S61 — Ferimento do punho e da mão 5 3,6% 3.531
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 4 2,9% 5.476
S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão 4 2,9% 1.634
Z04.2 — Exame e observação após acidente de trabalho 4 2,9% 11

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Serviços de engenharia) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 21,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

O exercício profissional requer formação técnica de nível médio e noções de funcionamento dos órgãos do corpo humano. O pleno exercício das atividades ocorre após três ou quatro anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 9153.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 9153-05.

A Realizar manutenção em equipamentos e instrumentos odonto-médico-hospitalares (13)
  • Preparar a manutenção
  • Interpretar documentos técnicos de produtos e de operações
  • Selecionar ferramentas, peças e instrumentos de medição
  • Desmontar equipamentos e instrumentos
  • Verificar parâmetros de peças e de funcionamento
  • Eliminar falhas de equipamentos e instrumentos
  • Manufaturar peças para reposição
  • Reparar peças e conjuntos
  • Substituir peças e conjuntos
  • Montar equipamentos e instrumentos
  • Ajustar conjuntos eletroeletrônicos e mecânicos
  • Manusear instrumentos de medição
  • Medir grandezas físicas (lineares, térmicas, elétricas, ph)
B Realizar testes e ensaios em equipamentos e instrumentos médico-odonto-hospitalares (7)
  • Identificar defeitos
  • Analisar parâmetros
  • Diagnosticar defeitos
  • Realizar ensaios físicos
  • Realizar ensaios químicos
  • Aferir equipamentos e instrumentos
  • Testar dispositivos de segurança de equipamentos
C Realizar o trabalho com métodos de segurança e de higiene (6)
  • Interpretar classificação de risco de áreas
  • Preservar a saúde e integridade física por meio de equipamentos de proteção individual
  • Cumprir protocolos e procedimentos de segurança e de higiene
  • Limpar equipamentos e instrumentos
  • Descontaminar equipamentos e instrumentos
  • Encaminhar material para descarte e reciclagem
D Instalar equipamentos médico-odonto-hospitalares (5)
  • Analisar arranjo físico do ambiente para instalação de equipamentos
  • Verificar a disponibilidade de utilidades (eletricidade, pontos de água e de gás...) Para instalação
  • Preparar equipamentos para uso
  • Inicializar equipamentos (startup)
  • Garantir a ocorrência e seqüência dos procedimentos expressos em normas de instalação de equipamento
E Elaborar documentação técnica (7)
  • Preencher ordem de serviço
  • Elaborar orçamentos
  • Emitir pareceres técnicos
  • Elaborar relatórios
  • Requisitar peças para reposição
  • Emitir certificados de calibração de equipamentos e instrumentos
  • Elaborar procedimentos de processos de manutenção e funcionamento de instrumentos e equipamentos
F Realizar atividades de treinamento e atualização (5)
  • Participar de treinamentos
  • Atualizar-se tecnologicamente
  • Treinar equipes técnicas
  • Treinar usuários
  • Realizar palestras
G Prestar atendimento a clientes (7)
  • Identificar necessidades de clientes
  • Seguir programação e cronograma de atendimento a clientes
  • Dar suporte técnico a clientes
  • Intermediar sugestões dos clientes com a empresa
  • Encaminhar, ao setor responsável, as ocorrências de mercado
  • Propor melhorias para produtos
  • Demonstrar funcionamento de equipamentos e instrumentos
Z Demonstrar competências pessoais (8)
  • Enfrentar situações de emergência
  • Relacionar-se com pessoas
  • Participar de reuniões de forma pró-ativa
  • Comunicar-se com clareza
  • Resolver problemas
  • Tomar decisões
  • Demonstrar capacidade de organização
  • Compartilhar conhecimentos e informações

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares?

A mediana do salário de admissão é R$ 3.007 por mês, considerando as 2.500 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.913 (10% menores) a R$ 4.614 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.828 (RAIS 2024), 27.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 2.690 admissões contra 2.269 desligamentos, saldo de +421 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços de engenharia (CNAE 7112000), com 13,8% das admissões e mediana de R$ 3.041. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares?

9153-05 (família 9153 — Técnicos em manutenção e reparação de equipamentos biomédicos). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 9153: O exercício profissional requer formação técnica de nível médio e noções de funcionamento dos órgãos do corpo humano. O pleno exercício das atividades ocorre após três ou quatro anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares?

A taxa é de 21,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (21,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é T07 — traumatismos múltiplos não especificados. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 9153-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 9153-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 9153-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7112000), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 9153:

  • Baumer S.A.
  • Cordeiro Comercial e Assistência Técnica
  • DF Vasconcellos S.A. Omap
  • Dräger Indústria e Comércio Ltda.
  • Equipamed Equipamentos Médicos Ltda.
  • Fradel Med Indústria e Comércio de Aparelhos Médicos Ltda.
  • Hemocor Indústria e Comércio Ltda.
  • Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP)
  • K. Takaoka Indústria e Comércio Ltda.
  • Lifemed Produtos Médicos Comércio Ltda.
  • Makarios Tech Ltda.
  • Samtronic Indústria e Comércio Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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