CBO 9153-05 — Técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares
O código 9153-05 identifica a ocupação técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares na CBO 2002, dentro da família 9153 — Técnicos em manutenção e reparação de equipamentos biomédicos. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.
Nesta ficha12 seções
O que faz um técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares
Realizam manutenção, testes e ensaios e instalam equipamentos e instrumentos médico-odonto-hospitalares. Elaboram documentação técnica. Treinam equipe técnica e usuários e prestam atendimento a clientes. Trabalham em conformidade com normas técnicas, de qualidade, de segurança e higiene.
Descrição oficial da família 9153 — Técnicos em manutenção e reparação de equipamentos biomédicos, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.
Como e onde se trabalha
Atuam em empresas de serviços de saúde e de fabricação de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares. Trabalham como assalariados, com registro em carteira e se organizam em equipe no trabalho, sob supervisão ocasional de engenheiros. O local de trabalho é fechado e o horário, diurno. Em algumas atividades podem estar sujeitos à exposição de radiação e contaminação e à pressão de trabalho que pode levar ao estresse.
Recursos de trabalho
Calibradores (simuladores, gabaritos, aferidores); Equipamento de Proteção Individual (EPI); Equipamentos para soldagem; Ferramentas manuais (jogos de chaves e alicates); Instrumentos de medição; Instrumentos e equipamentos para testes; Máquinas operatrizes; Microcomputador, periféricos e softwares; Multímetro.
Quanto ganha um técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares
Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais
mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.828
Entrada × quem já está
R$ 3.007 ao ser admitido · R$ 3.828 para quem tem vínculo ativo +27,3%
Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares foi de R$ 3.007 — metade das 2.500 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.913 e os 10% de maior, acima de R$ 4.614.
Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.828, ou seja, 27,3% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 30 meses.
Considerando a jornada média de 43 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 16,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.
Equivalência da mediana
| Por mês | R$ 3.007 |
| Por ano (12 salários) | R$ 36.084 |
| Por semana | R$ 692 |
| Por hora (43h/sem) | R$ 16,00 |
Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.
Composição e salário por sexo
Na admissão (CAGED, 40h+)
Quem já atua (RAIS 2024)
Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.
Salário por região
Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.
Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
| UF | Admissões | Saldo | P25 | Mediana | P75 |
|---|---|---|---|---|---|
| SP | 1.108 | +202 | — | R$ 3.465 | — |
| MG | 307 | +43 | — | R$ 2.425 | — |
| PE | 203 | +13 | — | R$ 2.796 | — |
| RJ | 153 | +30 | — | R$ 3.255 | — |
| GO | 124 | +11 | — | R$ 2.846 | — |
| BA | 107 | +13 | — | R$ 2.889 | — |
| PR | 83 | +21 | — | R$ 3.050 | — |
| RS | 80 | +20 | — | R$ 3.330 | — |
| SC | 67 | -5 | — | R$ 2.900 | — |
| CE | 60 | +8 | — | R$ 2.100 | — |
UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.
Contratação e mercado
Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026
Admissões
2.690
Desligamentos
2.269
Saldo
+421
Rotatividade
28,4%
Saldo mês a mês
Em 12 meses houve 2.690 admissões e 2.269 desligamentos de técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares, o que significa que o mercado formal abriu 421 postos de trabalho no período, com rotatividade de 28,4% sobre o estoque de vínculos.
Entre os desligamentos, 51,2% foram a pedido do próprio trabalhador e 39,7% por dispensa sem justa causa, além de 5,9% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.
Por que as pessoas saem
Sobre 2.269 desligamentos com motivo declarado.
Como são os contratos
Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0,1% das admissões são de jornada parcial e 0,6% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.
Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.
Porte de quem contrata
Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.
Quem contrata técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares
Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma
RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.
Perfil de quem trabalha como técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares
Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 7.983 vínculos
Idade mediana
38 anos
Tempo de casa
30 meses
No setor público
22,3%
Em empresa do Simples
17,3%
Sexo
Composição do vínculo
- Jornada média contratada41,7h/sem
- Pessoas com deficiência1,5%
- Jornada parcial0,1%
- Contrato intermitente0,1%
- Em entidade sem fins lucrativos12,1%
Sobre os 7.983 vínculos ativos em 31/12/2024.
Raça/cor
Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.
Escolaridade
Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.
Porte do empregador
Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.
Riscos ocupacionais de técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares
Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências
Taxa por mil/ano
21,4
CAT no período
137
Idade média no acidente
34 anos
Foram 137 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 21,4 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.
Do total, 61,3% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 38% de trajeto (no deslocamento) e 0,7% doenças ocupacionais.
Tipo de acidente
Parte do corpo atingida
Natureza da lesão
Agente causador
Diagnósticos mais frequentes (CID-10)
Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país
| CID-10 | Casos | % | Afastamentos no Brasil |
|---|---|---|---|
| T07 — Traumatismos múltiplos não especificados | 8 | 5,8% | 1.358 |
| S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha | 7 | 5,1% | 3.531 |
| S61 — Ferimento do punho e da mão | 5 | 3,6% | 3.531 |
| S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo | 4 | 2,9% | 5.476 |
| S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão | 4 | 2,9% | 1.634 |
| Z04.2 — Exame e observação após acidente de trabalho | 4 | 2,9% | 11 |
Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.
Risco de tabela × risco observado
A atividade que mais contrata essa ocupação (Serviços de engenharia) tem RAT 3% e grau de risco 1, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 21,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.
Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.
Informalidade no setor que mais contrata
PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas
Informalidade no setor
25,4%
Média nacional
37,5%
Conta própria
23,7%
Rendimento formal × informal
R$ 5.385 × R$ 4.443
No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.
O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.
Formação exigida
Exigência oficial da CBO
O exercício profissional requer formação técnica de nível médio e noções de funcionamento dos órgãos do corpo humano. O pleno exercício das atividades ocorre após três ou quatro anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Texto oficial do MTE para a família 9153.
Atividades do perfil ocupacional
Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 9153-05.
A Realizar manutenção em equipamentos e instrumentos odonto-médico-hospitalares (13)
- •Preparar a manutenção
- •Interpretar documentos técnicos de produtos e de operações
- •Selecionar ferramentas, peças e instrumentos de medição
- •Desmontar equipamentos e instrumentos
- •Verificar parâmetros de peças e de funcionamento
- •Eliminar falhas de equipamentos e instrumentos
- •Manufaturar peças para reposição
- •Reparar peças e conjuntos
- •Substituir peças e conjuntos
- •Montar equipamentos e instrumentos
- •Ajustar conjuntos eletroeletrônicos e mecânicos
- •Manusear instrumentos de medição
- •Medir grandezas físicas (lineares, térmicas, elétricas, ph)
B Realizar testes e ensaios em equipamentos e instrumentos médico-odonto-hospitalares (7)
- •Identificar defeitos
- •Analisar parâmetros
- •Diagnosticar defeitos
- •Realizar ensaios físicos
- •Realizar ensaios químicos
- •Aferir equipamentos e instrumentos
- •Testar dispositivos de segurança de equipamentos
C Realizar o trabalho com métodos de segurança e de higiene (6)
- •Interpretar classificação de risco de áreas
- •Preservar a saúde e integridade física por meio de equipamentos de proteção individual
- •Cumprir protocolos e procedimentos de segurança e de higiene
- •Limpar equipamentos e instrumentos
- •Descontaminar equipamentos e instrumentos
- •Encaminhar material para descarte e reciclagem
D Instalar equipamentos médico-odonto-hospitalares (5)
- •Analisar arranjo físico do ambiente para instalação de equipamentos
- •Verificar a disponibilidade de utilidades (eletricidade, pontos de água e de gás...) Para instalação
- •Preparar equipamentos para uso
- •Inicializar equipamentos (startup)
- •Garantir a ocorrência e seqüência dos procedimentos expressos em normas de instalação de equipamento
E Elaborar documentação técnica (7)
- •Preencher ordem de serviço
- •Elaborar orçamentos
- •Emitir pareceres técnicos
- •Elaborar relatórios
- •Requisitar peças para reposição
- •Emitir certificados de calibração de equipamentos e instrumentos
- •Elaborar procedimentos de processos de manutenção e funcionamento de instrumentos e equipamentos
F Realizar atividades de treinamento e atualização (5)
- •Participar de treinamentos
- •Atualizar-se tecnologicamente
- •Treinar equipes técnicas
- •Treinar usuários
- •Realizar palestras
G Prestar atendimento a clientes (7)
- •Identificar necessidades de clientes
- •Seguir programação e cronograma de atendimento a clientes
- •Dar suporte técnico a clientes
- •Intermediar sugestões dos clientes com a empresa
- •Encaminhar, ao setor responsável, as ocorrências de mercado
- •Propor melhorias para produtos
- •Demonstrar funcionamento de equipamentos e instrumentos
Z Demonstrar competências pessoais (8)
- •Enfrentar situações de emergência
- •Relacionar-se com pessoas
- •Participar de reuniões de forma pró-ativa
- •Comunicar-se com clareza
- •Resolver problemas
- •Tomar decisões
- •Demonstrar capacidade de organização
- •Compartilhar conhecimentos e informações
Perguntas frequentes
Quanto ganha um técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares?
A mediana do salário de admissão é R$ 3.007 por mês, considerando as 2.500 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.913 (10% menores) a R$ 4.614 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.828 (RAIS 2024), 27.3% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.
O mercado está contratando técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares?
Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 2.690 admissões contra 2.269 desligamentos, saldo de +421 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.
Que tipo de empresa contrata técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares?
A atividade econômica que mais contratou foi Serviços de engenharia (CNAE 7112000), com 13,8% das admissões e mediana de R$ 3.041. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.
Qual o código CBO de técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares?
9153-05 (família 9153 — Técnicos em manutenção e reparação de equipamentos biomédicos). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.
Precisa de faculdade para ser técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares?
Segundo a descrição oficial da CBO para a família 9153: O exercício profissional requer formação técnica de nível médio e noções de funcionamento dos órgãos do corpo humano. O pleno exercício das atividades ocorre após três ou quatro anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.
Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico em manutenção de equipamentos e instrumentos médico-hospitalares?
A taxa é de 21,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (21,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é T07 — traumatismos múltiplos não especificados. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.
É uma profissão com muita informalidade?
A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.
Onde informo o CBO 9153-05?
No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.
O CBO 9153-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?
Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 9153-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7112000), o RAT é 3%.
Fontes oficiais
- → CBO 2002 — Ministério do Trabalho e Emprego
- → Novo CAGED — microdados de movimentação (PDET)
- → RAIS — microdados de vínculos (PDET)
- → CAT — Comunicação de Acidente de Trabalho (INSS)
- → PNAD Contínua (IBGE)
- → Tabela CBO completa
- → Todas as fontes do site
Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.
Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)
A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 9153:
- •Baumer S.A.
- •Cordeiro Comercial e Assistência Técnica
- •DF Vasconcellos S.A. Omap
- •Dräger Indústria e Comércio Ltda.
- •Equipamed Equipamentos Médicos Ltda.
- •Fradel Med Indústria e Comércio de Aparelhos Médicos Ltda.
- •Hemocor Indústria e Comércio Ltda.
- •Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP)
- •K. Takaoka Indústria e Comércio Ltda.
- •Lifemed Produtos Médicos Comércio Ltda.
- •Makarios Tech Ltda.
- •Samtronic Indústria e Comércio Ltda.
- •Instituição Conveniada Responsável
- •Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai