NCM Buscador
CBO 2002 Família 7610 R$ 1.862 na admissão -793 postos em 12 meses 65 atividades

CBO 7610-05 — Operador polivalente da indústria têxtil

O código 7610-05 identifica a ocupação operador polivalente da indústria têxtil na CBO 2002, dentro da família 7610 — Trabalhadores polivalentes das indústrias têxteis. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha12 seções

O que faz um operador polivalente da indústria têxtil

Preparam fibras para fabricação de fios e fabricam fios para tecelagem. Tecem e beneficiam produtos têxteis (tinturaria, estamparia e acabamento final). Controlam a qualidade da produção e expedem produtos têxteis. Realizam manutenção produtiva em máquinas têxteis.

Descrição oficial da família 7610 — Trabalhadores polivalentes das indústrias têxteis, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Essa ocupação é exercida por profissionais com carteira assinada em empresas de fabricação de produtos têxteis. Profissionais polivalentes, atuam em várias fases do processo produtivo e operam vários tipos de máquina. O trabalho requer supervisão permanente e pode ser realizado em células de produção, nas grandes empresas, ou em pequenas equipes. Desenvolvem suas atividades em ambiente fechado, em sistema de rodízios de turnos. Em algumas atividades, podem ficar sujeitos à exposição de materiais tóxicos, ruído intenso, altas temperaturas, poeira e pó.

Recursos de trabalho

Atadeira; Cardas; Compressor; Espuladeira; Extrusora; Filatórios; Passador; Tear; Tesoura; Urdideira.

Quanto ganha um operador polivalente da indústria têxtil

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.54010% ganham atéR$ 1.862medianaR$ 2.51810% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.293

Entrada × quem já está

R$ 1.862 ao ser admitido · R$ 2.293 para quem tem vínculo ativo +23,1%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de operador polivalente da indústria têxtil foi de R$ 1.862 — metade das 16.524 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.540 e os 10% de maior, acima de R$ 2.518.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.293, ou seja, 23,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 34 meses.

Considerando a jornada média de 42.7 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 10,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.862
Por ano (12 salários)R$ 22.344
Por semanaR$ 429
Por hora (42.7h/sem)R$ 10,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.88457,3%
  • Mulheres — R$ 1.81442,7%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.28057%
  • Mulheres — R$ 2.31143%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Nordeste1.623
  • Sudeste1.863
  • Sul2.274
  • Centro-Oeste1.911

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 4.593 -375 R$ 1.990
SC 3.634 +148 R$ 2.338
MG 3.411 -24 R$ 1.634
BA 1.846 +64 R$ 1.619
CE 1.096 -238 R$ 1.615
PB 832 -35 R$ 1.630
PR 686 -19 R$ 2.300
RS 655 -54 R$ 1.921
RN 380 +17 R$ 1.629
PE 162 -34 R$ 1.636

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

17.868

Desligamentos

18.661

Saldo

-793

Rotatividade

52%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+392) saldo negativo · pior: dez/25 (-1.136)

Em 12 meses houve 17.868 admissões e 18.661 desligamentos de operador polivalente da indústria têxtil, o que significa que o mercado formal fechou 793 postos de trabalho no período, com rotatividade de 52% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 41% foram a pedido do próprio trabalhador e 35,6% por dispensa sem justa causa, além de 18,3% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador41%
  • Dispensa sem justa causa35,6%
  • Fim de contrato18,3%

Sobre 18.661 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,1%
  • Pessoa com deficiência0,8%
  • Jovem aprendiz4,7%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro2,3%
  • 1 a 4 empregados1,2%
  • 5 a 9 empregados1,6%
  • 10 a 19 empregados2,1%
  • 20 a 49 empregados5,2%
  • 50 a 99 empregados8,9%
  • 100 a 249 empregados21,6%
  • 250 a 499 empregados18,4%
  • 500 a 999 empregados15,1%
  • 1.000 ou mais empregados23,6%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata operador polivalente da indústria têxtil

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Preparação e fiação de fibras de algodão 1311100 · 13% das admissões 2.327 44.2h R$ 1.639 R$ 2.174 R$ 2.590 3% 3
Tecelagem de fios de algodão 1321900 · 10% das admissões 1.786 43.7h R$ 1.599 R$ 1.654 R$ 1.833 3% 3
Fabricação de outros produtos têxteis não especificados anteriormente 1359600 · 9,5% das admissões 1.699 43.9h R$ 1.677 R$ 1.860 R$ 1.971 3% 3
Fabricação de tecidos de malha 1330800 · 9,2% das admissões 1.644 43.9h R$ 1.695 R$ 1.989 R$ 2.186 3% 3
Fabricação de materiais para medicina e odontologia 3250705 · 8% das admissões 1.428 44.4h R$ 1.564 R$ 1.623 R$ 1.675 3%
Tecelagem de fios de fibras artificiais e sintéticas 1323500 · 6,1% das admissões 1.097 44h R$ 1.584 R$ 1.655 R$ 1.854 3% 3
Fabricação de meias 1421500 · 5,3% das admissões 952 44h R$ 1.572 R$ 1.651 R$ 1.959 3% 2
Fiação de fibras artificiais e sintéticas 1313800 · 4,6% das admissões 818 44h R$ 1.937 R$ 2.024 R$ 2.089 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como operador polivalente da indústria têxtil

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 35.917 vínculos

Idade mediana

36 anos

Tempo de casa

34 meses

Em empresa do Simples

6,9%

Sexo

  • Homem57%
  • Mulher43%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,2h/sem
  • Pessoas com deficiência3,7%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,3%

Sobre os 35.917 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda46,5%
  • Branca41,1%
  • Preta11%
  • Amarela1,1%
  • Indígena0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,8%
  • Até o 5º ano incompleto2,5%
  • 5º ano completo2,9%
  • 6º ao 9º ano7,5%
  • Fundamental completo10,3%
  • Médio incompleto10,9%
  • Médio completo63,3%
  • Superior incompleto0,9%
  • Superior completo0,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto1%
  • Até 5º ano incompleto1,4%
  • 5º ano completo1,6%
  • 6º a 9º ano5,6%
  • Fundamental completo9%
  • Médio incompleto13,2%
  • Médio completo65,2%
  • Superior incompleto1,7%
  • Superior completo1,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,7%
  • 5 a 9 empregados1,1%
  • 10 a 19 empregados1,9%
  • 20 a 49 empregados4,8%
  • 50 a 99 empregados8,9%
  • 100 a 249 empregados17,3%
  • 250 a 499 empregados16,1%
  • 500 a 999 empregados13,7%
  • 1.000 ou mais empregados35,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de operador polivalente da indústria têxtil

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

34,4

CAT no período

975

Óbitos comunicados

2

Idade média no acidente

34 anos

Foram 975 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo operador polivalente da indústria têxtil nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 34,4 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 77,5% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 22,1% de trajeto (no deslocamento) e 0,4% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 2 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Trajeto22,1%
  • Típico77,5%
  • Doença0,4%

Parte do corpo atingida

  • Dedo32,1%
  • Pé (exceto artelhos)8,2%
  • Mão (exceto punho ou dedos)7,3%
  • Joelho5,8%
  • Partes múltiplas4,7%

Natureza da lesão

  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)19,9%
  • Lesão imediata13,9%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)13,2%
  • Fratura12,2%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)12,1%

Agente causador

  • Máquina têxtil23,6%
  • Motocicleta, motoneta7,4%
  • Agente do acidente, NIC5,2%
  • Máquina, NIC5,2%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas4,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 75 7,7% 3.531
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 35 3,6% 1.634
S61 — Ferimento do punho e da mão 32 3,3% 3.531
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 29 3% 3.531
S80.0 — Contusão do joelho 26 2,7% 1.225
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 24 2,5% 5.476

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Preparação e fiação de fibras de algodão) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 34,4 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essa ocupação é exercida por trabalhadores com o ensino fundamental concluído. Para a qualificação profissional é exigido curso básico na área, com duração de até quatrocentas horas/aula. Para exercer plenamente as atividades requer-se experiência profissional entre quatro e cinco anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 7610.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 7610-05.

A Preparar fibras para fabricação de fios (9)
  • Selecionar tipos de algodão
  • Abrir fardos de fibras
  • Escovar fibras
  • Retirar impurezas sólidas de algodões
  • Alimentar máquinas com fibras brutas (máteria-prima)
  • Controlar velocidade de abridores e batedores
  • Controlar temperatura de abridores e batedores
  • Controlar sujidade de fibras
  • Monitorar homogeneidade de fibras
B Fabricar fios (7)
  • Emendar fitas de fibras nos passadores
  • Retirar restos de fibras dos passadores
  • Alimentar máquinas ("open end", massaroqueira, filatório, conicaleira, extrusora...)
  • Controlar características dimensionais da fita de ráfia (espessura, largura, resistência, alongamento...)
  • Controlar velocidade de funcionamento de máquinas ( "open end",massaroqueira,filatório,cardas,conicaleira...))
  • Monitorar rotação de funcionamento de máquinas ("open end", massaroqueira, filatório, cardas, conica
  • Classificar visualmente a qualidade de fios no "open end" e conicaleiras
C Preparar fios para tecelagem (6)
  • Selecionar tipos de fios
  • Definir números de fios na urdideira
  • Posicionar bobinas de fios nas gaiolas de urdideiras
  • Unir fios (urdideira e engomadeira)
  • Cruzar (entrelaçar) fios (urdideira e engomadeira)
  • Definir estrutura de entrelaçamento dos fios
D Tecer artigos têxteis (6)
  • Atar rolo de urdume (barcada)
  • Abastecer teares com fios
  • Controlar densidade dos artigos têxteis
  • Controlar velocidade de funcionamento de teares
  • Controlar tensão de fios em teares
  • Descarregar produção de teares
E Beneficiar produtos têxteis (tinturaria, estamparia e acabamento final) (10)
  • Costurar tecidos para formação de lotes
  • Tingir produtos têxteis
  • Estampar tecidos
  • Secar produtos têxteis
  • Amaciar produtos têxteis
  • Ramar tecidos
  • Tratar termicamente fios e tecidos
  • Dosar produtos químicos (sal, corante, cloro, soda cáustica...) Para beneficiamento têxtil
  • Controlar variáveis físico-quimícas(pressão, temperatura, ph, densidade...) Durante o processo de beneficiamento têxtil.
  • Transportar produtos têxteis durante o beneficiamento
F Controlar qualidade da produção (6)
  • Detectar não conformidades nos processos de beneficiamento têxtil
  • Corrigir não conformidades em teares (circulares e planos)
  • Marcar tecidos com falhas
  • Inspecionar tecidos na máquina revisadora
  • Controlar dimensões de tecidos
  • Separar peças com defeitos
G Realizar manutenção produtiva em máquinas têxteis (7)
  • Limpar componentes de máquinas
  • Aspirar componentes de máquinas (cardas, teares, passadores, massaroqueira...)
  • Soprar partes externas das máquinas
  • Lubrificar teares
  • Controlar o funcionamento de sistemas de lubrificação
  • Lavar equipamentos de tinturaria (mercerizadora, "foulard" de amaciamento e tingimento
  • Acompanhar manutenção realizada por terceiros
H Expedir produtos têxteis (6)
  • Embalar produtos têxteis
  • Dimensionar lotes para embalagens
  • Identificar produtos embalados
  • Controlar quantidade de produtos embalados
  • Prensar produtos para embalagens
  • Solicitar emissão de nota fiscal
Z Demonstrar competências pessoais (8)
  • Demonstrar iniciativa
  • Demonstrar capacidade de adaptação
  • Demonstrar criatividade
  • Planejar desenvolvimento profissional
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar dinamismo
  • Demonstrar capacidade de percepção de detalhes
  • Desenvolver disciplina

Perguntas frequentes

Quanto ganha um operador polivalente da indústria têxtil?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.862 por mês, considerando as 16.524 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.540 (10% menores) a R$ 2.518 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.293 (RAIS 2024), 23.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando operador polivalente da indústria têxtil?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 17.868 admissões contra 18.661 desligamentos, saldo de -793 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata operador polivalente da indústria têxtil?

A atividade econômica que mais contratou foi Preparação e fiação de fibras de algodão (CNAE 1311100), com 13% das admissões e mediana de R$ 2.174. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de operador polivalente da indústria têxtil?

7610-05 (família 7610 — Trabalhadores polivalentes das indústrias têxteis). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser operador polivalente da indústria têxtil?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 7610: Essa ocupação é exercida por trabalhadores com o ensino fundamental concluído. Para a qualificação profissional é exigido curso básico na área, com duração de até quatrocentas horas/aula. Para exercer plenamente as atividades requer-se experiência profissional entre quatro e cinco anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de operador polivalente da indústria têxtil?

A taxa é de 34,4 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (32,1% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 7610-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 7610-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 7610-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1311100), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (18 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 7610:

  • Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas)
  • Confecções Gararapes S.A.
  • Guararapes Têxtil S.A.
  • Heleno Dutra de Araújo ME.
  • J. Borges da Silva ME.
  • Nortex Têxtil S.A.
  • Rafitex Rafia Têxtil Ltda.
  • Renato Ferreira de Medeiros ME.
  • Textile Industrial S.A.
  • Vicunha Têxtil S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
  • GLOSSÁRIO
  • Conicaleiras: máquinas que rebobinam fios.
  • Cardas: máquinas que organizam os fios.
  • Open-end: Máquinas que fazem fios.
  • Massaroqueiras: máquinas que fazem pavios.
  • Barcada: rolo de urdume.
Voltar ao topo