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CBO 2002 Família 6410 R$ 2.297 na admissão -4.947 postos em 12 meses 53 atividades

CBO 6410-15 — Tratorista agrícola

O código 6410-15 identifica a ocupação tratorista agrícola na CBO 2002, dentro da família 6410 — Trabalhadores da mecanização agrícola. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um tratorista agrícola

Operam, ajustam e preparam máquinas e implementos agrícolas. Realizam manutenção em primeiro nível de máquinas e implementos. Empregam medidas de segurança e auxiliam em planejamento de plantio.

Descrição oficial da família 6410 — Trabalhadores da mecanização agrícola, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com carteira assinada empregados na agricultura e na pecuária. O trabalho é exercido em equipe, com supervisão ocasional. O operador de máquina de beneficiamento de produtos agrícolas trabalha em ambiente fechado; o operador de colheitadeira e o tratorista agrícola trabalham em veículos. O trabalho é realizado em rodízio de turnos, diurno e noturno. Os profissionais estão expostos a materiais tóxicos e a ruído intenso.

Recursos de trabalho

Colheitadeira; Engraxadeira; Equipamento de Proteção Individual (EPI); Ferramentas (chaves, marreta, talhadeira, etc.); Grade-aradora; Máquinas de beneficiamento; Plantadeira; Pulverizador; Semeadeira; Trator.

Quanto ganha um tratorista agrícola

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.71110% ganham atéR$ 2.297medianaR$ 3.24710% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.930

Entrada × quem já está

R$ 2.297 ao ser admitido · R$ 2.930 para quem tem vínculo ativo +27,6%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de tratorista agrícola foi de R$ 2.297 — metade das 79.719 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.711 e os 10% de maior, acima de R$ 3.247.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.930, ou seja, 27,6% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 32 meses.

Considerando a jornada média de 43.9 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.297
Por ano (12 salários)R$ 27.564
Por semanaR$ 529
Por hora (43.9h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.29797,1%
  • Mulheres — R$ 2.3012,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.93997,1%
  • Mulheres — R$ 2.7692,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.254
  • Nordeste1.901
  • Sudeste2.309
  • Sul2.226
  • Centro-Oeste2.569

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 23.662 -1.654 R$ 2.348
MG 13.845 -58 R$ 2.281
MT 9.040 -532 R$ 3.068
GO 5.467 -252 R$ 2.335
MS 5.260 +47 R$ 2.314
PR 3.712 -165 R$ 2.182
BA 3.273 -310 R$ 2.128
RS 2.639 -819 R$ 2.253
PE 2.003 -24 R$ 1.811
PA 1.761 -255 R$ 2.225

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

80.514

Desligamentos

85.461

Saldo

-4.947

Rotatividade

47%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: abr/26 (+3.066) saldo negativo · pior: nov/25 (-4.901)

Em 12 meses houve 80.514 admissões e 85.461 desligamentos de tratorista agrícola, o que significa que o mercado formal fechou 4.947 postos de trabalho no período, com rotatividade de 47% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 27,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 51,3% por dispensa sem justa causa, além de 17,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador27,8%
  • Dispensa sem justa causa51,3%
  • Fim de contrato17,6%

Sobre 85.461 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,1% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro19%
  • 1 a 4 empregados11,1%
  • 5 a 9 empregados8,5%
  • 10 a 19 empregados9,8%
  • 20 a 49 empregados9,4%
  • 50 a 99 empregados6,6%
  • 100 a 249 empregados8,4%
  • 250 a 499 empregados5,8%
  • 500 a 999 empregados5,2%
  • 1.000 ou mais empregados16,1%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata tratorista agrícola

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Fabricação de açúcar em bruto 1071600 · 8,6% das admissões 6.899 44.1h R$ 2.004 R$ 2.259 R$ 2.519 3% 3
Fabricação de álcool 1931400 · 6,5% das admissões 5.221 44h R$ 2.108 R$ 2.332 R$ 2.585 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como tratorista agrícola

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 181.647 vínculos

Idade mediana

40 anos

Tempo de casa

32 meses

No setor público

1,9%

Em empresa do Simples

5,5%

Sexo

  • Homem97,2%
  • Mulher2,8%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,9h/sem
  • Pessoas com deficiência0,8%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos0,8%

Sobre os 181.647 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda48,2%
  • Branca43,5%
  • Preta7,5%
  • Amarela0,6%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,9%
  • Até o 5º ano incompleto9,5%
  • 5º ano completo8,6%
  • 6º ao 9º ano14,1%
  • Fundamental completo15,6%
  • Médio incompleto9,8%
  • Médio completo40,7%
  • Superior incompleto0,4%
  • Superior completo0,5%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,6%
  • Até 5º ano incompleto5,7%
  • 5º ano completo4,5%
  • 6º a 9º ano11%
  • Fundamental completo13,7%
  • Médio incompleto10,3%
  • Médio completo53%
  • Superior incompleto0,6%
  • Superior completo0,6%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados12,4%
  • 5 a 9 empregados10,9%
  • 10 a 19 empregados12,6%
  • 20 a 49 empregados10,8%
  • 50 a 99 empregados7,3%
  • 100 a 249 empregados9,1%
  • 250 a 499 empregados5,3%
  • 500 a 999 empregados7,1%
  • 1.000 ou mais empregados24,5%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de tratorista agrícola

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

18

CAT no período

2.572

Óbitos comunicados

23

Idade média no acidente

39 anos

Foram 2.572 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo tratorista agrícola nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 18 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 87,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 11,9% de trajeto (no deslocamento) e 0,3% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 23 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico87,8%
  • Trajeto11,9%
  • Doença0,3%

Parte do corpo atingida

  • Dedo21,5%
  • Pé (exceto artelhos)9,1%
  • Mão (exceto punho ou dedos)5,7%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão)4,7%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)4,7%

Natureza da lesão

  • Fratura23,8%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)16,8%
  • Lesão imediata15,4%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)8,8%
  • Distensão, torção8,4%

Agente causador

  • Máquina agrícola15,2%
  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas7,7%
  • Trator6,1%
  • Metal - inclui liga5,4%
  • Motocicleta, motoneta5,1%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 105 4,1% 3.531
S62.6 — Fratura de outros dedos 100 3,9% 24.580
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 80 3,1% 5.476
S61 — Ferimento do punho e da mão 57 2,2% 3.531
S61.1 — Ferimento de dedo(s) com lesão da unha 51 2% 3.531
S62 — Fratura ao nível do punho e da mão 37 1,4% 24.580

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Fabricação de açúcar em bruto) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 18 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: indústria geral

Informalidade no setor

24,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

16,3%

Rendimento formal × informal

R$ 3.887 × R$ 2.141

No setor de indústria geral — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 24,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com escolaridade e até a quarta série do ensino fundamental. A experiência profissional ocorre com a prática de um a dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 6410.

Qual especialização paga mais na família 6410

Todas as ocupações de trabalhadores da mecanização agrícola, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
6410-05 Operador de colheitadeira R$ 2.704 R$ 4.109 16.854
6410-10 Operador de máquinas de beneficiamento de produtos agrícolas R$ 2.517 R$ 3.305 92.277
6410-15 Tratorista agrícola (esta página) R$ 2.297 R$ 2.930 181.647

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6410-15.

A Operar máquinas e implementos agrícolas (9)
  • Ligar e desligar máquinas
  • Controlar painel de comandos e instrumentos
  • Ligar e desligar implementos
  • Acionar alavancas
  • Conferir ruídos de máquinas e implementos
  • Controlar barras de pulverização
  • Misturar agrotóxicos e fertilizantes
  • Carregar e descarregar adubos e colheitas
  • Fixar balizas em solo
B Ajustar máquinas e implementos (6)
  • Regular altura de máquinas e implementos
  • Ajustar profundidade e largura de implementos
  • Regular velocidade de máquinas
  • Regular quantidade de sementes e adubos
  • Inverter polias
  • Ajustar baliza de plantadeira
C Preparar máquinas e implementos (8)
  • Verificar nível de água e óleo
  • Verificar condições de filtro de ar
  • Conferir tensionamento de correias
  • Trocar pneus
  • Acoplar implementos em trator
  • Abastecer máquinas e implementos
  • Programar rotações de motor e turbinas
  • Programar horários de atividades de máquinas
D Realizar manutenção em primeiro nível de máquinas e implementos (8)
  • Engraxar rolamentos, engrenagens e buchas
  • Trocar peças de implementos e máquinas
  • Lavar máquinas e implementos
  • Limpar filtro de ar
  • Trocar óleos e filtros
  • Colocar água em pneus e baterias
  • Calibrar pneus
  • Guardar máquinas, implementos e equipamentos
E Empregar medidas de segurança (9)
  • Assessorar em treinamento de colegas
  • Vestir uniformes de proteçao individual
  • Colocar óculos, abafadores, máscaras e luvas
  • Calçar botas
  • Armazenar produtos químicos
  • Sinalizar áreas de riscos de acidentes
  • Confirmar desligamento de máquinas e implementos
  • Encapar correias, correntes e giratórias de motor
  • Engrenar máquinas agrícolas estacionadas
F Auxiliar em planejamento de plantio (7)
  • Coletar amostra de solo
  • Propor medidas para aprimoramento de plantio
  • Testar germinação de sementes
  • Contar sementes germinadas
  • Auxiliar em planejamento de quantidade de sementes e adubos por área de plantio
  • Auxiliar em planejamento de direção de plantio de lavoura
  • Informar dados de profundidade e umidade de solo
Z Demonstrar competências pessoais (6)
  • Trabalhar em equipe
  • Dar prova de resistência física
  • Manifestar atenção difusa
  • Manifestar coordenação motora múltipla
  • Atentar para intempéries
  • Manifestar iniciativa

Sinônimos oficiais (6)

AradorOperador de adubadeiraOperador de implementos agrícolasOperador de máquina agrícolaTratorista operador de roçadeiraTratorista operador de semeadeira

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 6410-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um tratorista agrícola?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.297 por mês, considerando as 79.719 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.711 (10% menores) a R$ 3.247 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.930 (RAIS 2024), 27.6% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando tratorista agrícola?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 80.514 admissões contra 85.461 desligamentos, saldo de -4.947 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata tratorista agrícola?

A atividade econômica que mais contratou foi Fabricação de açúcar em bruto (CNAE 1071600), com 8,6% das admissões e mediana de R$ 2.259. A lista completa dos 2 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de tratorista agrícola?

6410-15 (família 6410 — Trabalhadores da mecanização agrícola). A CBO reconhece também os títulos: Arador, Operador de adubadeira, Operador de implementos agrícolas, Operador de máquina agrícola, Tratorista operador de roçadeira, Tratorista operador de semeadeira — todos usam o mesmo código 6410-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser tratorista agrícola?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6410: Essas ocupações são exercidas por trabalhadores com escolaridade e até a quarta série do ensino fundamental. A experiência profissional ocorre com a prática de um a dois anos. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de tratorista agrícola?

A taxa é de 18 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (21,5% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (indústria geral), 24,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 6410-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 6410-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6410-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (1071600), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6410:

  • Fazenda Bela Vista (Varginha-MG)
  • Fazenda Cabral Ii (Cambuquira-MG)
  • Fazenda Santa Fé (Uberaba-MG)
  • Grupo Aguiar (Primavera do Leste-Mt)
  • Grupo Matsuura
  • Grupo Sekita
  • Ipanema Agrícola Ltda.
  • Nivalmaq Mecanização de Café Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
  • GLOSSÁRIO
  • Côncavo: instrumento da colhedora de grãos composto por uma série de barras de aço paralelas presas por barras laterais curvas.
  • Cortinas: instrumento da colhedora de grãos que auxilia na separação da palha inteira e triturada, grãos debulhados e não, e materiais estranhos.
  • Costelado: separador de caroço e pluma de algodão.
  • Molinete: instrumento da colhedora de grãos constituído de barras de aço ou de dentes unidos às suas barras.
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