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CBO 2002 Família 3132 R$ 2.272 na admissão -52 postos em 12 meses 66 atividades

CBO 3132-15 — Técnico eletrônico

O código 3132-15 identifica a ocupação técnico eletrônico na CBO 2002, dentro da família 3132 — Técnicos em eletrônica. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um técnico eletrônico

Consertam e instalam aparelhos eletrônicos, desenvolvem dispositivos de circuitos eletrônicos, fazem manutenções corretivas, preventivas e preditivas, sugerem mudanças no processo de produção, criam e implementam dispositivos de automação. Treinam, orientam e avaliam o desempenho de operadores. Estabelecem comunicação oral e escrita para agilizar o trabalho, redigem documentação técnica e organizam o local de trabalho. Podem ser supervisionados por engenheiros eletrônicos. Consertam e instalam aparelhos eletrônicos, desenvolvem dispositivos de circuitos eletrônicos, fazem manutenções corretivas, preventivas e preditivas, sugerem mudanças no processo de produção, criam e implementam dispositivos de automação. Treinam, orientam e avaliam o desempenho de operadores. Estabelecem comunicação oral e escrita para agilizar o trabalho, redigem documentação técnica e organizam o local de trabalho. Podem ser supervisionados por engenheiros eletrônicos.

Descrição oficial da família 3132 — Técnicos em eletrônica, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

A maioria desses profissionais trabalha com registro em carteira, porém alguns podem atuar como autônomos. Atuam nas indústrias de fabricação de máquinas e equipamentos, componentes elétricos, eletrônicos, microcomputadores e equipamentos de comunicações, laboratórios de controle de qualidade, manutenção e pesquisa e nas empresas de assistência técnico-comercial. Geralmente se organizam em equipe, sob supervisão ocasional de profissionais de nível superior. Trabalham em locais fechados em horários irregulares ou por rodízio de turnos. Em algumas das atividades exercidas são expostos a ruídos, altas temperaturas, radiação e material tóxico. 459 ESTA FAMÍLIA NÃO COMPREENDE 3001 - Técnicos em mecatrônica.

Recursos de trabalho

Computador; Esquema elétrico; Estação de solda de ci; Ferro de solda; Gerador de áudio; Gerador de sinais; Kit de ferramentas padrão; Multímetro; Osciloscópio; Sondas de micro-ondas.

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais.

Quanto ganha um técnico eletrônico

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.62510% ganham atéR$ 2.272medianaR$ 4.27010% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 3.374

Entrada × quem já está

R$ 2.272 ao ser admitido · R$ 3.374 para quem tem vínculo ativo +48,5%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de técnico eletrônico foi de R$ 2.272 — metade das 15.727 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.625 e os 10% de maior, acima de R$ 4.270.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 3.374, ou seja, 48,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 30 meses.

Considerando a jornada média de 42.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 12,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 2.272
Por ano (12 salários)R$ 27.264
Por semanaR$ 523
Por hora (42.6h/sem)R$ 12,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 2.27192,6%
  • Mulheres — R$ 2.2847,4%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 3.42392,6%
  • Mulheres — R$ 2.8227,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte2.030
  • Nordeste1.789
  • Sudeste2.424
  • Sul2.390
  • Centro-Oeste1.866

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 6.937 -43 R$ 2.545
MG 1.717 -63 R$ 2.186
RJ 1.355 -7 R$ 2.107
SC 1.010 -44 R$ 2.334
PR 917 -78 R$ 2.423
RS 867 -27 R$ 2.476
BA 600 +123 R$ 1.945
PE 474 +49 R$ 1.771
GO 346 -26 R$ 1.815
DF 329 +52 R$ 1.749

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

16.826

Desligamentos

16.878

Saldo

-52

Rotatividade

33,5%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jan/26 (+281) saldo negativo · pior: dez/25 (-533)

Em 12 meses houve 16.826 admissões e 16.878 desligamentos de técnico eletrônico, o que significa que o mercado formal fechou 52 postos de trabalho no período, com rotatividade de 33,5% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 38,4% foram a pedido do próprio trabalhador e 48,4% por dispensa sem justa causa, além de 9,8% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador38,4%
  • Dispensa sem justa causa48,4%
  • Fim de contrato9,8%

Sobre 16.878 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,5%
  • Contrato intermitente1,4%
  • Pessoa com deficiência0,3%
  • Jovem aprendiz3,4%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro9,2%
  • 1 a 4 empregados13,8%
  • 5 a 9 empregados12,6%
  • 10 a 19 empregados12,7%
  • 20 a 49 empregados14,3%
  • 50 a 99 empregados9,6%
  • 100 a 249 empregados9,8%
  • 250 a 499 empregados6,1%
  • 500 a 999 empregados4,5%
  • 1.000 ou mais empregados7,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata técnico eletrônico

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 5,9% das admissões 996 44h R$ 1.694 R$ 2.096 R$ 2.634 3% 3
Atividades de monitoramento de sistemas de segurança eletrônico 8020001 · 4,3% das admissões 727 44.2h R$ 1.659 R$ 1.839 R$ 2.173 3
Comércio varejista especializado de equipamentos de telefonia e comunicação 4752100 · 4,3% das admissões 720 44h R$ 1.779 R$ 2.052 R$ 2.386 2% 1
Comércio varejista especializado de equipamentos e suprimentos de informática 4751201 · 4,2% das admissões 704 43.9h R$ 1.791 R$ 2.064 R$ 2.456 1
Reparação e manutenção de computadores e de equipamentos periféricos 9511800 · 2,4% das admissões 405 43.6h R$ 1.786 R$ 2.150 R$ 2.977 3% 3
Serviços de engenharia 7112000 · 2,3% das admissões 383 43.5h R$ 2.159 R$ 2.745 R$ 3.702 3% 1
Comércio varejista especializado de eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo 4753900 · 2,2% das admissões 369 44h R$ 1.729 R$ 2.084 R$ 2.514 2%
Reparação e manutenção de equipamentos de comunicação 9512600 · 2,1% das admissões 350 44h R$ 1.740 R$ 1.921 R$ 2.214 2% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como técnico eletrônico

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 50.318 vínculos

Idade mediana

35 anos

Tempo de casa

30 meses

No setor público

0,9%

Em empresa do Simples

35,4%

Sexo

  • Homem92,5%
  • Mulher7,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada42,8h/sem
  • Pessoas com deficiência1%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,7%
  • Em entidade sem fins lucrativos2,1%

Sobre os 50.318 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca54%
  • Parda37,7%
  • Preta7,2%
  • Amarela0,9%
  • Indígena0,2%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Até o 5º ano incompleto0,2%
  • 5º ano completo0,2%
  • 6º ao 9º ano0,6%
  • Fundamental completo2%
  • Médio incompleto3,3%
  • Médio completo72,7%
  • Superior incompleto8%
  • Superior completo12,9%
  • Mestrado0,1%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,1%
  • Até 5º ano incompleto0,1%
  • 5º ano completo0,1%
  • 6º a 9º ano0,5%
  • Fundamental completo1,4%
  • Médio incompleto5,1%
  • Médio completo74,1%
  • Superior incompleto7,9%
  • Superior completo9,9%
  • Pós-graduação0,7%
  • Mestrado0,1%
  • Doutorado0,1%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados13,5%
  • 5 a 9 empregados11,5%
  • 10 a 19 empregados12,5%
  • 20 a 49 empregados14,9%
  • 50 a 99 empregados9,9%
  • 100 a 249 empregados10,9%
  • 250 a 499 empregados7,3%
  • 500 a 999 empregados5,8%
  • 1.000 ou mais empregados13,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de técnico eletrônico

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

16,8

CAT no período

684

Óbitos comunicados

6

Idade média no acidente

34 anos

Foram 684 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo técnico eletrônico nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 16,8 por mil vínculos ao ano — acima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 58,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 39,8% de trajeto (no deslocamento) e 1,5% doenças ocupacionais.

No período foram comunicados 6 óbitos relacionados ao trabalho nessa ocupação.

Tipo de acidente

  • Típico58,8%
  • Trajeto39,8%
  • Doença1,5%

Parte do corpo atingida

  • Dedo13,3%
  • Mão (exceto punho ou dedos)8,3%
  • Partes múltiplas7,9%
  • Joelho7%
  • Pé (exceto artelhos)5,7%

Natureza da lesão

  • Fratura18,6%
  • Lesão imediata15,8%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)14,3%
  • Escoriação, abrasão (ferimento superficial)14,2%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)8,9%

Agente causador

  • Motocicleta, motoneta15,2%
  • Veículo rodoviário motorizado10,1%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas9,6%
  • Veículo, NIC6,6%
  • Escada móvel ou fixada, NIC4,5%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 22 3,2% 3.531
M79.6 — Dor em membro 15 2,2% 517
S80.0 — Contusão do joelho 14 2% 1.225
S60.0 — Contusão de dedo(s) sem lesão da unha 13 1,9% 1.634
T14.9 — Traumatismo não especificado 13 1,9% 796
T07 — Traumatismos múltiplos não especificados 13 1,9% 1.358

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Instalação e manutenção elétrica) tem RAT 3% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 16,8 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: construção

Informalidade no setor

64,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

47,7%

Rendimento formal × informal

R$ 3.960 × R$ 2.195

No setor de construção — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 64,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para ingressar nessas ocupações é necessário que os profissionais tenham registro no crea e formação técnica de nível médio em eletrônica ou em áreas afins, como mecatrônica, eletroeletrônica, eletromecânica ou técnico em manutenção eletrônica e manutenção de equipamentos de informática. É desejável possuir curso de especialização complementar ou de atualização com duração superior a quatrocentas horas/aula. A atuação como técnico titular ocorre normalmente com três a cinco anos de experiência, dependendo da área de atuação.

Texto oficial do MTE para a família 3132.

Qual especialização paga mais na família 3132

Todas as ocupações de técnicos em eletrônica, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
3132-10 Técnico de manutenção eletrônica (circuitos de máquinas com comando numérico) R$ 2.932 R$ 5.500 4.595
3132-05 Técnico de manutenção eletrônica R$ 2.510 R$ 3.650 25.018
3132-15 Técnico eletrônico (esta página) R$ 2.272 R$ 3.374 50.318
3132-20 Técnico em manutenção de equipamentos de informática R$ 2.118 R$ 2.545 49.255

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 3132-15.

A Consertar aparelhos eletrônicos (9)
  • Avaliar o funcionamento dos aparelhos conforme padrões de desempenho
  • Identificar defeitos em equipamentos eletrônicos
  • Interpretar esquemas elétricos
  • Identificar as causas dos defeitos
  • Identificar componentes eletrônicos
  • Substituir componentes danificados, se necessário
  • Modificar circuitos eletrônicos
  • Fazer calibração de aparelhos eletrônicos
  • Testar aparelhos eletrônicos com instrumentos de precisão
B Instalar equipamentos e ou aparelhos eletrônicos (5)
  • Avaliar ambiente e condições de instalação do equipamento e ou aparelho
  • Inspecionar equipamento e ou aparelho visualmente
  • Verificar ajustes em equipamentos e ou aparelhos eletrônicos conforme parâmetros
  • Calibrar os equipamentos e ou aparelhos eletrônicos
  • Simular testes em condições diversas
C Desenvolver dispositivos de circuitos eletrônicos (6)
  • Identificar a alteração ou mudança do dispositivo
  • Especificar componentes eletrônicos
  • Calcular custos de dispositivos eletrônicos
  • Demonstrar benefícios do dispositivo para o cliente
  • Montar circuitos eletrônicos
  • Testar circuitos eletrônicos
D Fazer manutenção corretiva dos equipamentos (8)
  • Deslocar-se para manutenção in loco
  • Levantar dados sobre o problema com o usuário
  • Avaliar o funcionamento do equipamento conforme especificações
  • Identificar os defeitos e ou problemas dos equipamentos
  • Analisar o esquema elétrico do equipamento
  • Analisar causa do defeito e ou problema do equipamento
  • Corrigir o defeito e ou problema apresentado no equipamento
  • Testar o equipamento
E Fazer manutenções preventiva e preditiva dos equipamentos (5)
  • Identificar necessidade de realizar manutenção
  • Cumprir plano de manutenções preventiva e preditiva
  • Trocar peças conforme vida útil preestabelecida
  • Conferir os ajustes conforme o padrão
  • Testar o funcionamento do equipamento
F Sugerir mudanças de processo de produção (6)
  • Balancear processo produtivo
  • Criar dispositivos de automação
  • Implementar dispositivos de automação
  • Instalar equipamentos eletrônicos
  • Simular o processo produtivo
  • Liberar a linha para a produção em massa
G Treinar pessoas (4)
  • Passar conhecimentos técnicos para operadores
  • Orientar operadores sobre condições de risco de acidentes
  • Avaliar o desempenho operacional dos operadores
  • Habilitar operadores para a função
H Organizar o local de trabalho (5)
  • Desligar aparelhos e instrumentos
  • Organizar ferramentas e instrumentos
  • Selecionar material bom e ou rejeitado
  • Limpar a área de trabalho utilizando material adequado
  • Proteger equipamentos dos resíduos (poeira)
I Estabelecer comunicação oral e escrita (5)
  • Estabelecer relações funcionais internas e externas
  • Participar de reuniões técnicas com pessoal interno e externo
  • Redigir procedimentos de trabalho
  • Elaborar gráficos de resultados
  • Preencher formulário de disposição de peças rejeitadas
J Redigir documentos (6)
  • Descrever procedimento de trabalho
  • Preencher laudos técnicos
  • Emitir relatórios técnicos
  • Preencher cartão de rastreabilidade do aparelho
  • Elaborar gráficos de resultados positivos e negativos
  • Preencher formulário de reposição de peças rejeitadas
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • Manter sigilo profissional
  • Conhecer inglês técnico
  • Conhecer informática para operar aplicativos padronizados
  • Trabalhar sob pressão
  • Lidar com clientes e fornecedores
  • Seguir normas técnicas vigentes
  • Demonstrar capacidade de raciocínio sintético e analítico

Sinônimos oficiais (11)

Auxiliar de eletrônicaAuxiliar de técnico de eletrônicaAuxiliar técnico eletrônicoEletrônico de rádio e televisãoLaboratorista de ensaios eletrônicosTécnico de balanças (eletrônicas)Técnico de indústria eletrônicaTécnico de laboratório de eletrônica de automaçãoTécnico de rádio e televisãoTécnico de sistema automação industrialTécnico eletrônico em geral

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 3132-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um técnico eletrônico?

A mediana do salário de admissão é R$ 2.272 por mês, considerando as 15.727 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.625 (10% menores) a R$ 4.270 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 3.374 (RAIS 2024), 48.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando técnico eletrônico?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 16.826 admissões contra 16.878 desligamentos, saldo de -52 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata técnico eletrônico?

A atividade econômica que mais contratou foi Instalação e manutenção elétrica (CNAE 4321500), com 5,9% das admissões e mediana de R$ 2.096. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de técnico eletrônico?

3132-15 (família 3132 — Técnicos em eletrônica). A CBO reconhece também os títulos: Auxiliar de eletrônica, Auxiliar de técnico de eletrônica, Auxiliar técnico eletrônico, Eletrônico de rádio e televisão, Laboratorista de ensaios eletrônicos, Técnico de balanças (eletrônicas), Técnico de indústria eletrônica, Técnico de laboratório de eletrônica de automação, entre outros — todos usam o mesmo código 3132-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser técnico eletrônico?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 3132: Para ingressar nessas ocupações é necessário que os profissionais tenham registro no crea e formação técnica de nível médio em eletrônica ou em áreas afins, como mecatrônica, eletroeletrônica, eletromecânica ou técnico em manutenção eletrônica e manutenção de equipamentos de informática. É desejável possuir curso de especialização complementar ou de atualização com duração superior a quatrocentas horas/aula. A atuação como técnico titular ocorre normalmente com três a cinco anos de experiência, dependendo da área de atuação.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de técnico eletrônico?

A taxa é de 16,8 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (13,3% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S61.0 — ferimento de dedo(s) sem lesão da unha. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (construção), 64,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 3132-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 3132-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 3132-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4321500), o RAT é 3%.

A profissão de técnico eletrônico é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 3132 registram: Norma regulamentadora: Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968 - dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial de nível médio resolução normativa nº 24, de 18 de fevereiro de 1970 - autoriza os conselhos regionais de química a procederem ao registro de técnicos industriais.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (10 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 3132:

  • Gillette do Brasil Ltda.
  • H Brilhante Equipamentos Ltda.
  • Kodak da Amazônia
  • Panasonic da Amazônia S.A.
  • Philips da Amazônia Indústria Eletrônica
  • Sharp do Brasil S.A.
  • Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas
  • Xerox Comércio e Indústria Ltda.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Senai
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