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CBO 2002 Família 2146 R$ 11.213 na admissão -7 postos em 12 meses 59 atividades

CBO 2146-05 — Engenheiro de materiais

O código 2146-05 identifica a ocupação engenheiro de materiais na CBO 2002, dentro da família 2146 — Engenheiros metalurgistas, de materiais e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha13 seções

O que faz um engenheiro de materiais

Projetam estruturas, propriedades e processos de materiais e, para tanto, entre outras atividades, selecionam materiais e processos, planejam e supervisionam testes e experimentos e caraterizam produtos, processos e aplicações. Assessoram na transformação de matérias-primas em produtos, desenvolvem produtos, processos e aplicações, gerenciam qualidade de matérias-primas, produtos e serviços e elaboram documentação técnica. Podem prestar assessoria técnica a clientes.

Descrição oficial da família 2146 — Engenheiros metalurgistas, de materiais e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham, principalmente, nas atividades econômicas da indústria metalúrgica, minerais não metálicos, borracha e plástico. Lidam com materiais metálicos, compósitos, cerâmicos e polímeros. Podem ser encontrados, em particular, em empresas de médio e grande porte do setor privado, embora também possam trabalhar em universidades e institutos de pesquisas, públicos ou privados. Nesses casos, atuam como professores e pesquisadores. Desenvolvem suas atividades em equipe, com supervisão ocasional. Em algumas atividades, podem trabalhar em condições especiais, por exemplo: expostos a materiais tóxicos, ruído intenso, altas temperaturas, poeira e materiais particulados.

Recursos de trabalho

EPI e Epc; Equipamentos para avaliar propriedades físicas; Equipamentos para avaliar propriedades mecânicas; Equipamentos para avaliar propriedades metalúrgica; Equipamentos para avaliar propriedades químicas; Equipamentos para avaliar propriedades reológicas; Equipamentos para avaliar propriedades térmicas; Equipamentos para simulação em escala piloto; Recursos de Informática; Telefone.

Notas oficiais da CBO — inclui a base legal da profissão

Norma Regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.

Quanto ganha um engenheiro de materiais

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 5.00910% ganham atéR$ 11.213medianaR$ 16.28610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 14.781

Entrada × quem já está

R$ 11.213 ao ser admitido · R$ 14.781 para quem tem vínculo ativo +31,8%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de engenheiro de materiais foi de R$ 11.213 — metade das 127 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 5.009 e os 10% de maior, acima de R$ 16.286.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 14.781, ou seja, 31,8% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 50 meses.

Considerando a jornada média de 42.6 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 59,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 11.213
Por ano (12 salários)R$ 134.556
Por semanaR$ 2.581
Por hora (42.6h/sem)R$ 59,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 11.50070,9%
  • Mulheres — R$ 10.31329,1%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 15.08481,1%
  • Mulheres — R$ 13.25018,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste12.017

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (2 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 51 -15 R$ 8.850
RJ 37 +23 R$ 15.839

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

129

Desligamentos

136

Saldo

-7

Rotatividade

13,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: jun/26 (+5) saldo negativo · pior: dez/25 (-9)

Em 12 meses houve 129 admissões e 136 desligamentos de engenheiro de materiais, o que significa que o mercado formal fechou 7 postos de trabalho no período, com rotatividade de 13,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 34,6% foram a pedido do próprio trabalhador e 57,4% por dispensa sem justa causa. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador34,6%
  • Dispensa sem justa causa57,4%
  • Fim de contrato1,5%

Sobre 136 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro6,2%
  • 1 a 4 empregados0,8%
  • 5 a 9 empregados1,6%
  • 10 a 19 empregados1,6%
  • 20 a 49 empregados7%
  • 50 a 99 empregados10,1%
  • 100 a 249 empregados17,1%
  • 250 a 499 empregados29,5%
  • 500 a 999 empregados10,1%
  • 1.000 ou mais empregados16,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata engenheiro de materiais

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica 7020400 · 10,9% das admissões 14 44h R$ 15.800 2% 1
Obras de montagem industrial 4292802 · 3,9% das admissões 5 3% 4
Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais 7210000 · 3,9% das admissões 5 2% 2
Serviços de engenharia 7112000 · 3,9% das admissões 5 3% 1
Fabricação de outras peças e acessórios para veículos automotores não especificadas anteriormente 2949299 · 3,1% das admissões 4 3% 3
Fabricação de produtos cerâmicos refratários 2341900 · 3,1% das admissões 4 3% 4
Fabricação de outros produtos de minerais não metálicos não especificados anteriormente 2399199 · 3,1% das admissões 4 3% 3
Fabricação de peças e acessórios para o sistema de freios de veículos automotores 2943300 · 2,3% das admissões 3 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como engenheiro de materiais

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.000 vínculos

Idade mediana

39 anos

Tempo de casa

50 meses

No setor público

0,6%

Em empresa do Simples

1,4%

Sexo

  • Homem80,9%
  • Mulher19,1%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,9h/sem
  • Pessoas com deficiência1%
  • Jornada parcial0,1%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos1,1%

Sobre os 1.000 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca72,8%
  • Parda20,8%
  • Amarela3,2%
  • Preta3,1%
  • Indígena0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo85,8%
  • Mestrado11,2%
  • Doutorado3%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Médio completo3,1%
  • Superior incompleto6,2%
  • Superior completo67,4%
  • Pós-graduação11,6%
  • Mestrado10,1%
  • Doutorado1,6%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados0,8%
  • 5 a 9 empregados1%
  • 10 a 19 empregados2,3%
  • 20 a 49 empregados5,6%
  • 50 a 99 empregados7,2%
  • 100 a 249 empregados11%
  • 250 a 499 empregados19,6%
  • 500 a 999 empregados11,6%
  • 1.000 ou mais empregados40,9%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

Requer-se formação superior em Engenharia nas áreas de metalurgia, materiais e formações afins, com registro no Crea, sendo que há titulares que são pós-graduados e/ ou especializados e/ou curso em nível de Tecnologia. Em média, o exercício pleno das atividades nas ocupações demanda um a dois anos de experiência.

Texto oficial do MTE para a família 2146.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Engenharia de materiais 1,24× 5.486 640 0,2% 98,2%
Engenharia metalúrgica 1,01× 2.154 161 0% 99,8%

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

Qual especialização paga mais na família 2146

Todas as ocupações de engenheiros metalurgistas, de materiais e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2146-05 Engenheiro de materiais (esta página) R$ 11.213 R$ 14.781 1.000
2146-10 Engenheiro metalurgista R$ 10.869 R$ 14.569 1.722
2146-15 Tecnólogo em metalurgia R$ 4.438 R$ 8.100 448

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2146-05.

A Projetar estruturas, propriedades e processos de materiais (9)
  • Analisar estrutura e propriedade de materiais
  • Desenvolver novos materiais
  • Analisar viabilidade de aproveitamento de resíduos
  • Planejar testes e experimentos
  • Supervisionar testes e experimentos
  • Caracterizar produto, processos e aplicações
  • Analisar resultados de testes e experimentos
  • Selecionar matérias-primas e materiais
  • Selecionar processos
B Assessorar processo de transformação de matérias-primas em produtos (7)
  • Assessorar extração de matérias-primas
  • Assessorar beneficiamento de matérias primas e materiais
  • Assessorar processos de transformação metalúrgicos
  • Assessorar processos de transformação cerâmicos
  • Assessorar processos de transformação poliméricos
  • Assessorar processos de transformação de materiais compósitos
  • Assessorar compras de matérias-primas e insumos
C Desenvolver produtos, processos e aplicações (8)
  • Detectar novos negócios e oportunidades
  • Analisar a concorrência
  • Desenvolver estudos de viabilidade técnica e econômica
  • Selecionar fornecedores de materiais e de serviços
  • Interpretar padrões, normas e especificações
  • Supervisionar construção, montagem e operação de equipamentos
  • Estabelecer parâmetros do processo
  • Especificar máquinas, equipamentos e materiais para produção
D Prestar suporte técnico (9)
  • Avaliar necessidades do cliente
  • Propor soluções e melhorias técnicas
  • Ministrar capacitação
  • Tratar reclamações técnicas do cliente
  • Acompanhar utilização do produto pelo cliente
  • Participar na elaboração de contratos
  • Orientar fornecedores para adequação de matéria-prima
  • Monitorar risco ambiental de matérias-primas, produtos e processos
  • Prestar consultoria técnica
E Elaborar documentação técnica (8)
  • Preparar material didático
  • Produzir artigos técnicos
  • Emitir relatório técnico
  • Criar padrões, normas e especificações internas
  • Emitir laudo técnico
  • Emitir certificado da qualidade do produto e serviços
  • Elaborar procedimentos técnicos e operacionais
  • Auxiliar na elaboração do relatório de meio ambiente
F Gerenciar qualidade de matérias-primas, produtos e serviços (8)
  • Determinar objetivos e/ou metas da qualidade
  • Avaliar desempenho e resultados da qualidade
  • Detectar não conformidades
  • Propor medidas para minimização de não conformidades
  • Corrigir variações no processo
  • Classificar produtos não conformes
  • Aprovar qualidade de produtos e serviços
  • Realizar auditorias em sistemas da qualidade
Z Demonstrar competências pessoais (10)
  • Demonstrar capacidade de raciocínio lógico
  • Demonstrar capacidade de observar detalhes
  • Demonstrar capacidade de análise
  • Demonstrar pró-atividade
  • Demonstrar capacidade de raciocínio dedutivo
  • Demonstrar capacidade de adaptação
  • Demonstrar capacidade de negociação
  • Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe
  • Demonstrar liderança
  • Demonstrar acuidade visual

Sinônimos oficiais (3)

Engenheiro de materiais (cerâmica)Engenheiro de materiais (metais)Engenheiro de materiais (polímeros)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2146-05 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um engenheiro de materiais?

A mediana do salário de admissão é R$ 11.213 por mês, considerando as 127 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 5.009 (10% menores) a R$ 16.286 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 14.781 (RAIS 2024), 31.8% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando engenheiro de materiais?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 129 admissões contra 136 desligamentos, saldo de -7 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata engenheiro de materiais?

A atividade econômica que mais contratou foi Atividades de consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica (CNAE 7020400), com 10,9% das admissões e mediana de R$ 15.800. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de engenheiro de materiais?

2146-05 (família 2146 — Engenheiros metalurgistas, de materiais e afins). A CBO reconhece também os títulos: Engenheiro de materiais (cerâmica), Engenheiro de materiais (metais), Engenheiro de materiais (polímeros) — todos usam o mesmo código 2146-05. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser engenheiro de materiais?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2146: Requer-se formação superior em Engenharia nas áreas de metalurgia, materiais e formações afins, com registro no Crea, sendo que há titulares que são pós-graduados e/ ou especializados e/ou curso em nível de Tecnologia. Em média, o exercício pleno das atividades nas ocupações demanda um a dois anos de experiência. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Engenharia de materiais, com 1,24 candidatos por vaga no presencial.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2146-05?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2146-05 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2146-05 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7020400), o RAT é 2%.

A profissão de engenheiro de materiais é regulamentada?

As notas oficiais da CBO para a família 2146 registram: Norma Regulamentadora: Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 - regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências. Lei nº 8.195, de 26 de junho de 1991 - altera a Lei nº 5.194/66.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (9 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2146:

  • Apolo Tubulars
  • Gerdau - Aços Especiais do Brasil
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - USP
  • GLOSSÁRIO
  • Estruturas: menor quantidade de um material capaz de representar as suas proprie- dades macroscópicas. São os modos de arranjo, construção ou organização das partes, elementos ou constituintes dos materiais.
  • Beneficiamento de materiais: processos de melhoria das propriedades dos materiais.
  • Tratamento de materiais: tratar o material pode ser definido por submeter os materiais a processos de modificação e/ou transformação de suas propriedades.
  • Conformação: modificar a forma física dos materiais, tornando-os aplicáveis do ponto de vista do uso. É o processo que confere forma a um determinado material.
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