NCM Buscador
CBO 2002 Família 2143 R$ 10.694 na admissão -51 postos em 12 meses 74 atividades

CBO 2143-10 — Engenheiro eletrônico

O código 2143-10 identifica a ocupação engenheiro eletrônico na CBO 2002, dentro da família 2143 — Engenheiros eletricistas, eletrônicos e afins. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha12 seções

O que faz um engenheiro eletrônico

Executam serviços elétricos, eletrônicos e de telecomunicações, analisando propostas técnicas, instalando, configurando e inspecionando sistemas e equipamentos, executando testes e ensaios. Projetam, planejam e especificam sistemas e equipamentos elétricos, eletrônicos e de telecomunicações e elaboram sua documentação técnica; coordenam empreendimentos e estudam processos elétricos, eletrônicos e de telecomunicações.

Descrição oficial da família 2143 — Engenheiros eletricistas, eletrônicos e afins, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham em ramos de atividade econômica variados. Na área industrial, encontram-se na fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos e eletrônicos e de equipamentos de telecomunicação. É expressiva a presença desses profissionais na atividade de serviços de apoio à indústria, tais como empresas de manutenção, na geração, distribuição e transmissão de energia elétrica, água e gás, e na construção civil. Trabalham em empresas pequenas, médias e grandes nas áreas pública e privada, como empregados ou prestadores de serviços. Suas atividades costumam se desenvolver em equipe multidisciplinar com supervisão ocasional. Em algumas atividades, podem estar submetidos a condições especiais de trabalho, por exemplo, grandes alturas, altas temperaturas, ruído intenso, exposição a material tóxico, alta tensão e radiação.

Recursos de trabalho

Acesso a internet, e-mail e rede; Calculadora; Calibradores; Computadores e periféricos; Equipamento de Proteção Individual (EPI); Ferramentas; Instrumentos de medição; Normas, regulamentos e publicações técnicas; Softwares Básicos e Específicos; Telefone/Celular/Rádio.

Notas oficiais da CBO

Podem ocorrer casos de engenheiros eletricistas e eletrônicos que também são professores no ensino superior ou pesquisadores. Para codificá-los, considerar as atividades principais.

Quanto ganha um engenheiro eletrônico

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 4.37210% ganham atéR$ 10.694medianaR$ 18.00610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 15.416

Entrada × quem já está

R$ 10.694 ao ser admitido · R$ 15.416 para quem tem vínculo ativo +44,2%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de engenheiro eletrônico foi de R$ 10.694 — metade das 215 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 4.372 e os 10% de maior, acima de R$ 18.006.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 15.416, ou seja, 44,2% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 59 meses.

Considerando a jornada média de 42.5 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 58,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 10.694
Por ano (12 salários)R$ 128.328
Por semanaR$ 2.461
Por hora (42.5h/sem)R$ 58,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 11.02582,8%
  • Mulheres — R$ 7.00617,2%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 15.64493,2%
  • Mulheres — R$ 12.5886,8%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste11.583

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

224

Desligamentos

275

Saldo

-51

Rotatividade

10,3%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mar/26 (+4) saldo negativo · pior: jun/26 (-18)

Em 12 meses houve 224 admissões e 275 desligamentos de engenheiro eletrônico, o que significa que o mercado formal fechou 51 postos de trabalho no período, com rotatividade de 10,3% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 43,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 48,4% por dispensa sem justa causa, além de 3,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador43,3%
  • Dispensa sem justa causa48,4%
  • Fim de contrato3,6%

Sobre 275 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Jornada parcial0,4%
  • Contrato intermitente1,3%
  • Pessoa com deficiência0,9%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro4%
  • 1 a 4 empregados4%
  • 5 a 9 empregados3,6%
  • 10 a 19 empregados9,4%
  • 20 a 49 empregados5,8%
  • 50 a 99 empregados8,5%
  • 100 a 249 empregados22,3%
  • 250 a 499 empregados16,1%
  • 500 a 999 empregados8,9%
  • 1.000 ou mais empregados17,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata engenheiro eletrônico

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Serviços de engenharia 7112000 · 9,8% das admissões 22 43.6h R$ 13.320 3% 1
Fabricação de componentes eletrônicos 2610800 · 8,5% das admissões 19 42.7h R$ 10.796 3% 3
Fabricação de transformadores, indutores, conversores, sincronizadores e semelhantes, peças e acessórios 2710402 · 5,4% das admissões 12 44h R$ 14.300 3% 3
Atividades de atendimento hospitalar, exceto pronto socorro e unidades para atendimento a urgências 8610101 · 4,5% das admissões 10 2% 3
Instalação e manutenção elétrica 4321500 · 3,6% das admissões 8 3% 3
Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais 7210000 · 3,6% das admissões 8 2% 2
Fabricação de equipamentos de informática 2621300 · 3,6% das admissões 8 2% 3
Fabricação de outros equipamentos e aparelhos elétricos não especificados anteriormente 2790299 · 2,7% das admissões 6 2% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como engenheiro eletrônico

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 2.660 vínculos

Idade mediana

41 anos

Tempo de casa

59 meses

No setor público

1,7%

Em empresa do Simples

5%

Sexo

  • Homem93,1%
  • Mulher6,9%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,4h/sem
  • Pessoas com deficiência1,8%
  • Jornada parcial0,4%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos3,2%

Sobre os 2.660 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca71,8%
  • Parda20,9%
  • Preta3,6%
  • Amarela3,4%
  • Indígena0,3%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo90,2%
  • Mestrado8,5%
  • Doutorado1,4%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Médio incompleto0,4%
  • Médio completo6,7%
  • Superior incompleto7,6%
  • Superior completo67,4%
  • Pós-graduação12,5%
  • Mestrado4,9%
  • Doutorado0,4%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados2,7%
  • 5 a 9 empregados2,1%
  • 10 a 19 empregados4,7%
  • 20 a 49 empregados8,5%
  • 50 a 99 empregados7,3%
  • 100 a 249 empregados11,8%
  • 250 a 499 empregados10,8%
  • 500 a 999 empregados12,4%
  • 1.000 ou mais empregados39,7%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

O exercício profissional requer formação em uma das áreas de Engenharia: elétrica, eletrônica ou telecomunicações ou curso de tecnólogo em uma das áreas, com registro no Crea. O exercício pleno das atividades ocorre, em média, com quatro anos de exercício profissional para os engenheiros e de 1 a 2 anos para os tecnólogos, incluindo tempo de estágio. A manutenção do emprego neste domínio requer de seus profissionais atualização constante. 203

Texto oficial do MTE para a família 2143.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Engenharia elétrica 0,81× 98.708 11.162 45,6% 32,9%
Engenharia eletrônica 0,94× 5.778 757 0,6% 79,2%

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

Qual especialização paga mais na família 2143

Todas as ocupações de engenheiros eletricistas, eletrônicos e afins, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2143-35 Engenheiro de manutenção de telecomunicações R$ 12.021 R$ 18.463 417
2143-10 Engenheiro eletrônico (esta página) R$ 10.694 R$ 15.416 2.660
2143-50 Engenheiro de redes de comunicação R$ 17.944 R$ 15.269 427
2143-05 Engenheiro eletricista R$ 11.215 R$ 15.017 17.785
2143-25 Engenheiro eletrônico de manutenção R$ 9.525 R$ 14.500 570
2143-40 Engenheiro de telecomunicações R$ 11.300 R$ 14.463 2.131
2143-20 Engenheiro eletricista de projetos R$ 11.350 R$ 13.935 2.280
2143-15 Engenheiro eletricista de manutenção R$ 11.225 R$ 13.792 2.731
2143-30 Engenheiro eletrônico de projetos R$ 11.625 R$ 13.658 915
2143-75 Engenheiro de energia R$ 10.304 R$ 13.531 371
2143-80 Engenheiro biomédico R$ 9.425 R$ 11.681 243
2143-70 Tecnólogo em telecomunicações R$ 3.104 R$ 11.525 1.670
2143-45 Engenheiro projetista de telecomunicações R$ 7.013 R$ 10.863 298
2143-60 Tecnólogo em eletricidade R$ 2.475 R$ 4.509 379
2143-65 Tecnólogo em eletrônica R$ 2.388 R$ 3.538 1.277

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2143-10.

A Executar serviços elétricos, eletrônicos, de telecomunicações, de energia e/ou em instrumentação biomédica (11)
  • Analisar propostas técnicas
  • Instalar produtos, sistemas, aparelhos e equipamentos
  • Operar sistemas e equipamentos
  • Configurar sistemas e equipamentos
  • Executar testes e ensaios
  • Capacitar equipes
  • Supervisionar operação de sistemas, equipamentos e/ou instrumentos
  • Inspecionar sistemas e equipamentos
  • Realizar manutenção (preditiva, preventiva e corretiva) em sistemas e equipamentos
  • Executar perícia em sistemas e equipamentos
  • Auditorar sistemas e/ou processos
B Projetar sistemas e equipamentos elétricos, eletrônicos, de telecomunicações, de energia e/ou instrumentação biomédica (3)
  • Projetar sistemas elétricos e eletrônicos
  • Projetar sistemas de instrumentação, automação e controle de processos
  • Projetar equipamentos elétricos, eletrônicos, de telecomunicações, odonto-médico-hospitalares e/ou instrumentação biomédica
C Especificar serviços, sistemas e equipamentos elétricos, eletrônicos, de telecomunicações, de energia e/ou instrumentação biomédica (9)
  • Determinar escopo da especificação
  • Determinar aplicabilidade de normas e regulamentos
  • Avaliar tecnologias disponíveis
  • Pesquisar novas tecnologias
  • Associar tecnologias ao processo
  • Determinar características técnicas
  • Especificar valores dos parâmetros
  • Definir parâmetros de segurança
  • Implementar novas tecnologias
D Planejar sistemas e equipamentos elétricos, eletrônicos, de telecomunicações, de energia e/ou instrumentação biomédica (11)
  • Definir critérios e metodologias de planejamento
  • Estudar mercado
  • Avaliar desempenho de sistemas e equipamentos
  • Elaborar estudo preliminar de planejamento
  • Estudar viabilidade socio ambiental
  • Estudar viabilidade técnica
  • Estudar viabilidade econômica
  • Definir cronograma físico
  • Definir cronograma financeiro
  • Propor implementação de sistemas e equipamentos
  • Avaliar planejamento de sistemas e equipamentos
E Elaborar documentação técnica e científica (9)
  • Elaborar normas técnicas
  • Elaborar procedimentos técnicos
  • Emitir laudos e/ou pareceres técnicos
  • Elaborar planos de manutenção e serviços
  • Elaborar rotinas de inspeção e testes
  • Elaborar manual de instalação
  • Elaborar manuais de operação e manutenção
  • Atualizar documentação técnica
  • Elaborar relátorios
F Administrar empreendimentos (11)
  • Participar da seleção de pessoal
  • Controlar alocação de recursos
  • Coordenar atividades das equipes
  • Controlar cumprimento do cronograma financeiro
  • Controlar cumprimento do cronograma físico
  • Controlar cumprimento de normas e diretrizes de segurança
  • Aprovar projetos
  • Aprovar serviços
  • Administrar modificações no projeto original
  • Prestar assistência técnica
  • Prestar consultoria
G Desenvolver sistemas e processos (5)
  • Criar fluxo do processo
  • Criar matriz de relacionamento entre processos
  • Modelar matematicamente processos, equipamentos e dispositivos médicos
  • Simular modelagem de processo
  • Analisar processos
Z Demonstrar competências pessoais (15)
  • Demonstrar criatividade
  • Demonstrar pró-atividade
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar raciocínio lógico
  • Demonstrar raciocínio analítico
  • Demonstrar capacidade de síntese
  • Desenvolver visão espacial
  • Demonstrar capacidade de tomar decisões
  • Demonstrar capacidade de liderança
  • Demonstrar atenção focada
  • Demonstrar capacidade de negociação
  • Demonstrar capacidade de raciocínio indutivo
  • Demonstrar capacidade de raciocínio dedutivo
  • Demonstrar espírito empreendedor
  • Demonstrar capacidade de administrar conflitos

Perguntas frequentes

Quanto ganha um engenheiro eletrônico?

A mediana do salário de admissão é R$ 10.694 por mês, considerando as 215 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 4.372 (10% menores) a R$ 18.006 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 15.416 (RAIS 2024), 44.2% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando engenheiro eletrônico?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 224 admissões contra 275 desligamentos, saldo de -51 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata engenheiro eletrônico?

A atividade econômica que mais contratou foi Serviços de engenharia (CNAE 7112000), com 9,8% das admissões e mediana de R$ 13.320. A lista completa dos 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de engenheiro eletrônico?

2143-10 (família 2143 — Engenheiros eletricistas, eletrônicos e afins). O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser engenheiro eletrônico?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2143: O exercício profissional requer formação em uma das áreas de Engenharia: elétrica, eletrônica ou telecomunicações ou curso de tecnólogo em uma das áreas, com registro no Crea. O exercício pleno das atividades ocorre, em média, com quatro anos de exercício profissional para os engenheiros e de 1 a 2 anos para os tecnólogos, incluindo tempo de estágio. A manutenção do emprego neste domínio requer de seus profissionais atualização constante. 203 No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Engenharia elétrica, com 0,81 candidatos por vaga no presencial.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2143-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2143-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2143-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7112000), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (14 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2143:

  • Empresa Brasileira de Telecomunicações S.A. (Embratel)
  • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB)
  • Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro)
  • Sindicato dos Tecnólogos do Estado de São Paulo
  • Starix Informática Ltda.
  • Telemar Norte Leste S.A.
  • Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. (Usiminas)
  • 641 Tvp João Pessoa S.A.
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Ministério do Trabalho e Emprego – MTE
  • GLOSSÁRIO
  • CAD: Sigla em inglês para Computer-Aided Design, - que significa projeto auxiliado por computador: conjunto de técnicas, programas e equipamentos especializados, us. para a realização computadorizada de projetos de arquitetura ou de engenharia (Aurélio)
  • CAM: Computer-Aided Manufacturing, - fabricação auxiliada por computador.
  • CAE: Computer-Aided Engineering, - engenharia auxiliada por computador.
Voltar ao topo