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CBO 2002 Família 2122 R$ 12.008 na admissão +34 postos em 12 meses 50 atividades

CBO 2122-10 — Engenheiro de equipamentos em computação

O código 2122-10 identifica a ocupação engenheiro de equipamentos em computação na CBO 2002, dentro da família 2122 — Engenheiros em computação. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

✓ Conferido · 05 de outubro de 2026 CBO 2002 — Classificação Brasileira de Ocupações — Portaria MTE nº 397, de 9 de outubro de 2002 (institui a CBO 2002); arquivos oficiais de download do MTE (7 CSVs de estrutura e perfil ocupacional) e Livros 1 e 2 da 3ª edição, que trazem a descrição sumária, a formação exigida, as condições gerais de exercício, os recursos de trabalho e a equivalência CIUO-88 de cada família · Ministério do Trabalho e Emprego
Nesta ficha 13 seções

O que faz um engenheiro de equipamentos em computação

Projetam soluções em tecnologia da informação, identificando problemas e oportunidades, criando protótipos, validando novas tecnologias e projetando aplicativos em linguagem de baixo, médio e alto nível. Implementam soluções em tecnologia da informação, gerenciam ambientes operacionais, elaboram documentação, fornecem suporte técnico e organizam treinamentos a usuários.

Descrição oficial da família 2122 — Engenheiros em computação, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Ao projetar e desenvolver sistemas computacionais, trabalham tanto na área de software quanto na área de hardware, incluindo robótica. Podem ser encontrados, por exemplo, em indústrias químicas, de material de transporte, de máquinas para escritórios e equipamentos de informática, em instituições financeiras e nas telecomunicações. Costumam desenvolver suas atividades em universidades, institutos de pesquisa, grandes empresas, tanto no setor público como no privado, em ambientes, nos quais se pesquisa tecnologia avançada para ser absorvida pelo mercado. Podem trabalhar como empregados, funcionários públicos ou como autônomos sob supervisão ocasional, desenvolvendo seus trabalhos em equipe multidisciplinar, parceria ou cooperação, de forma presencial e também à distância. CONSULTE 2031 - Pesquisadores das ciências naturais e exatas.

Recursos de trabalho

Computador; Dispositivo de armazenamento de dados (CDs, etc.); Equipamentos de comunicação (voz e dados); Equipamentos de conectividade (modems, roteadores); Ferramentas de programação (compilador, etc); Gerenciador de banco de dados; Impressora e periféricos; Internet; Literatura específica; Sistema operacional.

Notas oficiais da CBO

É possível encontrar no mercado de trabalho casos de engenheiros em computação que também são professores ou realizam pesquisas. Para codificá-los, considerar as atividades principais.

Quanto ganha um engenheiro de equipamentos em computação

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 6.01510% ganham até R$ 12.008mediana R$ 35.59510% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 14.113

Entrada × quem já está

R$ 12.008 ao ser admitido · R$ 14.113 para quem tem vínculo ativo +17,5%

Nas contratações de setembro/2025 a agosto/2026, a mediana do salário de admissão de engenheiro de equipamentos em computação foi de R$ 12.008 — metade das 232 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 6.015 e os 10% de maior, acima de R$ 35.595.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 14.113, ou seja, 17,5% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 28 meses.

Considerando a jornada média de 41 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 64,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 12.008
Por ano (12 salários)R$ 144.096
Por semanaR$ 2.764
Por hora (41h/sem)R$ 64,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 12.025 85,3%
  • Mulheres — R$ 9.025 14,7%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 14.425 86,1%
  • Mulheres — R$ 12.267 13,9%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste 14.013
  • Sul 8.100

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

✓ Oficial · 01 de agosto de 2026 Novo CAGED — microdados de movimentação — Lei 4.923/1965 e Portaria SEPRT 1.127/2019 (substituição do CAGED pelo eSocial); microdados não-identificados publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · setembro/2025 a agosto/2026

Admissões

234

Desligamentos

200

Saldo

+34

Rotatividade

18,6%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: ago/26 (+10) saldo negativo · pior: dez/25 (-17)

Em 12 meses houve 234 admissões e 200 desligamentos de engenheiro de equipamentos em computação, o que significa que o mercado formal abriu 34 postos de trabalho no período, com rotatividade de 18,6% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 47% foram a pedido do próprio trabalhador e 48,5% por dispensa sem justa causa. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador 47%
  • Dispensa sem justa causa 48,5%
  • Fim de contrato 2,5%

Sobre 200 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.212 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro 2,9%
  • 1 a 4 empregados 1,4%
  • 5 a 9 empregados 3,8%
  • 10 a 19 empregados 6,7%
  • 20 a 49 empregados 9,6%
  • 50 a 99 empregados 8,6%
  • 100 a 249 empregados 27,8%
  • 250 a 499 empregados 18,2%
  • 500 a 999 empregados 4,8%
  • 1.000 ou mais empregados 16,3%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata engenheiro de equipamentos em computação

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Seleção e agenciamento de mão de obra 7810800 · 11,1% das admissões 26 40.3h — R$ 13.000 — 3% 1
Consultoria em tecnologia da informação 6204000 · 10,7% das admissões 25 40.2h — R$ 9.206 — 2% 2
Tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet 6311900 · 9,4% das admissões 22 40.4h — R$ 15.000 — 2% —
Atividades de intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, exceto imobiliários 7490104 · 7,7% das admissões 18 40.2h — R$ 39.915 — 2% 1
Desenvolvimento de programas de computador sob encomenda 6201501 · 7,7% das admissões 18 40.4h — R$ 10.000 — — 2
Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis 6202300 · 6,4% das admissões 15 40h — R$ 8.265 — 2% 2
Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais 7210000 · 4,7% das admissões 11 40.4h — R$ 9.000 — 2% 2
Atividades de monitoramento de sistemas de segurança eletrônico 8020001 · 3,4% das admissões 8 — — — — — 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como engenheiro de equipamentos em computação

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 1.073 vínculos

Idade mediana

36 anos

Tempo de casa

28 meses

No setor público

0,7%

Em empresa do Simples

1,8%

Sexo

  • Homem 86,5%
  • Mulher 13,5%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada41,4h/sem
  • Pessoas com deficiência1,9%
  • Jornada parcial0,2%
  • Contrato intermitente0,1%
  • Em entidade sem fins lucrativos9,2%

Sobre os 1.073 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca 74,3%
  • Parda 19%
  • Preta 3,8%
  • Amarela 2,8%
  • Indígena 0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Superior completo 88,1%
  • Mestrado 10,2%
  • Doutorado 1,8%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Médio completo 4,3%
  • Superior incompleto 15,8%
  • Superior completo 53,8%
  • Pós-graduação 17,9%
  • Mestrado 7,3%
  • Doutorado 0,9%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados 0,9%
  • 5 a 9 empregados 2,8%
  • 10 a 19 empregados 3,1%
  • 20 a 49 empregados 8,2%
  • 50 a 99 empregados 10,2%
  • 100 a 249 empregados 13,5%
  • 250 a 499 empregados 13%
  • 500 a 999 empregados 35%
  • 1.000 ou mais empregados 13,2%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 RAIS — Relação Anual de Informações Sociais (vínculos) — Decreto 76.900/1975; microdados não-identificados de vínculos publicados pelo PDET · Ministério do Trabalho e Emprego — PDET

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas

Informalidade no setor

25,4%

Média nacional

37,5%

Conta própria

23,7%

Rendimento formal × informal

R$ 5.385 × R$ 4.443

No setor de informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 25,4% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

✓ Oficial · 01 de janeiro de 2026 PNAD Contínua trimestral — microdados — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE), microdados trimestrais com peso amostral · Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE

Formação exigida

Exigência oficial da CBO e cenário do curso no Censo da Educação Superior 2024

Para o acesso às ocupações requer-se curso superior completo de engenharia da computação ou área afim. Podem ser portadores de certificações homologadas por instituições reconhecidas pelo mercado e/ou títulos de especialização e pós-graduação. Para o Engenheiro de aplicativos e o Engenheiro de equipamentos de computação, o desempenho pleno das atividades ocorre após um a dois anos de experiência. No caso do engenheiro de sistemas de computação, o pleno exercício ocorre entre quatro e cinco anos de experiência profissional.

Texto oficial do MTE para a família 2122.

Curso de graduação Concorrência (presencial) Matrículas Formados/ano EAD Rede pública
Engenharia de computação 2,13× 60.569 5.669 32% 49,4%

Quantos se formam × quantas vagas abrem

Formam-se 5.669 pessoas por ano nos cursos associados a essa família, enquanto o mercado formal abriu 34 postos líquidos em 12 meses — cerca de 166,7 formados por vaga nova. O saldo líquido não é o total de oportunidades (há também a reposição de quem sai), mas a razão dá a ordem de grandeza da pressão de entrada na carreira.

A concorrência é calculada somente no ensino presencial: cursos a distância operam com oferta de vagas quase ilimitada e, misturados, achatam o indicador até fazer parecer que sobram vagas. A associação entre família da CBO e curso é curadoria nossa — não existe correspondência oficial entre a CBO e os cursos de graduação. Não publicamos “taxa de conclusão” porque concluintes e ingressantes do mesmo ano são turmas diferentes.

✓ Oficial · 31 de dezembro de 2024 Censo da Educação Superior — microdados de cursos — Lei 9.394/1996 (LDB), art. 9º VI; Portaria INEP de divulgação dos microdados · Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira — INEP

Qual especialização paga mais na família 2122

Todas as ocupações de engenheiros em computação, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
2122-15 Engenheiros de sistemas operacionais em computação R$ 12.001 R$ 14.308 10.934
2122-10 Engenheiro de equipamentos em computação (esta página) R$ 12.008 R$ 14.113 1.073
2122-05 Engenheiro de aplicativos em computação R$ 12.796 R$ 13.932 9.798

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202509–202608); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 2122-10.

A Projetar soluções em tecnologia de informação (11)
  • •Identificar problemas e oportunidades
  • •Identificar restrições e dificuldades de projeto
  • •Realizar pesquisas técnicas
  • •Validar novas tecnologias e aplicabilidade de pesquisas técnicas
  • •Identificar equipamentos e sistemas
  • •Avaliar custo e benefício de soluções
  • •Dimensionar recursos físicos, financeiros e humanos
  • •Definir cronograma de trabalho
  • •Projetar aplicativos em linguagem de baixo nível
  • •Projetar módulos de equipamentos
  • •Criar protótipos
B Implementar soluções em tecnologia de informação (6)
  • •Montar equipamentos (hardware)
  • •Conectar aplicativos e equipamentos
  • •Testar solução projetada
  • •Alocar recursos
  • •Implantar solução projetada
  • •Definir transdutores
C Gerenciar ambiente operacional (5)
  • •Configurar ambiente operacional
  • •Definir ações de controle operacional e de recursos
  • •Monitorar nível de utilização de recursos
  • •Realizar manutenção técnica (preventiva e corretiva)
  • •Atualizar equipamentos
D Elaborar documentação (5)
  • •Descrever solução projetada
  • •Descrever métodos e processos de trabalho
  • •Registrar problemas, soluções e eventos (processos e intervenções)
  • •Elaborar relatórios técnicos
  • •Elaborar manuais técnicos (uso, funcionamento, instalação e manutenção)
E Fornecer suporte técnico (5)
  • •Orientar usuários
  • •Classificar problemas
  • •Definir prazos e prioridades de atendimento
  • •Corrigir falhas no sistema
  • •Acionar suporte de terceiros
F Organizar treinamento de usuários (5)
  • •Elaborar material didático
  • •Especificar recursos necessários para treinamento
  • •Ministrar treinamento
  • •Preparar testes para avaliação de treinandos
  • •Avaliar eficácia de treinamento
Y Comunicar-se (6)
  • •Trabalhar em equipe
  • •Desenvolver expressão oral
  • •Desenvolver expressão escrita
  • •Negociar
  • •Desenvolver compreensão escrita
  • •Desenvolver compreensão oral
Z Demonstrar competências pessoais (7)
  • •Demonstrar persistência
  • •Cultivar a curiosidade
  • •Desenvolver raciocínio lógico
  • •Desenvolver raciocínio abstrato
  • •Demonstrar orientação para detalhes
  • •Evidenciar criatividade
  • •Demonstrar objetividade

Sinônimos oficiais (2)

Engenheiro de hardware computacionalEngenheiro de sistemas computacionais - equipamentos

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 2122-10 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um engenheiro de equipamentos em computação?

A mediana do salário de admissão é R$ 12.008 por mês, considerando as 232 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre setembro/2025 a agosto/2026. A faixa vai de R$ 6.015 (10% menores) a R$ 35.595 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 14.113 (RAIS 2024), 17.5% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando engenheiro de equipamentos em computação?

Entre setembro/2025 a agosto/2026 foram 234 admissões contra 200 desligamentos, saldo de +34 postos criados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata engenheiro de equipamentos em computação?

A atividade econômica que mais contratou foi Seleção e agenciamento de mão de obra (CNAE 7810800), com 11,1% das admissões e mediana de R$ 13.000. A ficha de engenheiro de equipamentos em computação no Buscador NCM lista os 8 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de engenheiro de equipamentos em computação?

2122-10 (família 2122 — Engenheiros em computação). A CBO reconhece também os títulos: Engenheiro de hardware computacional, Engenheiro de sistemas computacionais - equipamentos — todos usam o mesmo código 2122-10. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser engenheiro de equipamentos em computação?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 2122: Para o acesso às ocupações requer-se curso superior completo de engenharia da computação ou área afim. Podem ser portadores de certificações homologadas por instituições reconhecidas pelo mercado e/ou títulos de especialização e pós-graduação. Para o Engenheiro de aplicativos e o Engenheiro de equipamentos de computação, o desempenho pleno das atividades ocorre após um a dois anos de experiência. No caso do engenheiro de sistemas de computação, o pleno exercício ocorre entre quatro e cinco anos de experiência profissional. No Censo da Educação Superior de 2024, o curso mais associado é Engenharia de computação, com 2,13 candidatos por vaga no presencial.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (informação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas), 25,4% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 2122-10?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 2122-10 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 2122-10 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (7810800), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (16 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 2122:

  • •Accurate Software
  • •Companhia Transmissão de Energia Elétrica Paulista
  • •Promon*ip
  • •Softaplic Sociedade Civil Ltda.
  • •Starix Informática Ltda.
  • •Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. (Usiminas)
  • •Via Net.Works Brasil
  • •Instituição Conveniada Responsável
  • •Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG glossário
  • •Linguagem de programação de alto nível: linguagem de computador (fortran, cobol, etc.) que visa facilitar a codificação e cujas instruções correspondem, cada uma, a diferentes instruções de linguagem de máquina (Dicionário Houaiss).
  • •Linguagem de programação de baixo nível: linguagem de computador cujas instruções (palavras e sintaxe) são baseadas na estrutura de um computador ou de determinado tipo de computador (Dicionário Houaiss).
  • •Linguagem de programação de médio nível: são linguagens, como C e Pascal, aplica- das em desenvolvimentos avançados e concepção de peças de software de programas eventualmente implementados em outras linguagens.
  • •Módulos: circuito integrado, placas, subsistemas.
  • •Restrições de ambiente: restrições financeiras, técnicas, operacionais, físicas, etc. Por exemplo, custo, tempo, tecnologia, política, leis e outros.
  • •Transdutores: sensores e atuadores (realizam interface do sistema com o meio) Tecno-
  • •176 logia da informação: hardware, software e serviços.
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