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CBO 2002 Família 6320 R$ 1.761 na admissão -30 postos em 12 meses 64 atividades

CBO 6320-15 — Viveirista florestal

O código 6320-15 identifica a ocupação viveirista florestal na CBO 2002, dentro da família 6320 — Trabalhadores florestais polivalentes. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um viveirista florestal

Manejam recursos naturais. Produzem mudas, realizam manutenção de plantas e manipulam plantas medicinais. Guiam pessoas em florestas e campos e disponibilizam serviços e produtos. Trabalham seguindo normas de segurança, higiene e proteção ao meio ambiente.

Descrição oficial da família 6320 — Trabalhadores florestais polivalentes, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Atuam na agricultura e na exploração florestal como empregados com carteira assinada ou por conta própria ou autônomos. Podem atuar também na área da saúde e serviços sociais e atividades recreativas culturais e desportivas. O trabalho é individual (raizeiro), em equipe com supervisão permanente (viveirista florestal) e sem supervisão (guia florestal). Desenvolvem as suas atividades durante o dia. O raizeiro trabalha em ambiente fechado; o guia florestal e o viveirista florestal a céu aberto. Este último permanece em posições desconfortáveis durante longos períodos, trabalha em grandes alturas e exposto à ação de materiais tóxicos. O guia florestal e o raizeiro correm o risco de ataques de animais peçonhentos e silvestres.

Recursos de trabalho

Calçado para caminhada; Cantil; Carrinho de mão; Facão; Machadinha; Peneiras; Pilão; Radiocomunicador; Regador; Tesoura de poda.

Quanto ganha um viveirista florestal

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.59010% ganham atéR$ 1.761medianaR$ 2.28110% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 1.780

Entrada × quem já está

R$ 1.761 ao ser admitido · R$ 1.780 para quem tem vínculo ativo +1,1%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de viveirista florestal foi de R$ 1.761 — metade das 2.089 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.590 e os 10% de maior, acima de R$ 2.281.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 1.780, ou seja, 1,1% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 22 meses.

Considerando a jornada média de 43.8 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 9,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.761
Por ano (12 salários)R$ 21.132
Por semanaR$ 405
Por hora (43.8h/sem)R$ 9,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.76352,5%
  • Mulheres — R$ 1.75347,5%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 1.89852,6%
  • Mulheres — R$ 1.69547,4%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Norte1.690
  • Nordeste1.642
  • Sudeste1.810
  • Sul1.996
  • Centro-Oeste1.719

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (10 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
MG 450 -18 R$ 1.754
PR 283 +33 R$ 2.208
SP 267 +7 R$ 1.875
SC 238 +39 R$ 1.853
BA 181 -124 R$ 1.689
MS 178 +8 R$ 1.709
GO 166 -15 R$ 1.709
PI 94 +10 R$ 1.571
ES 51 -4 R$ 1.709
PA 49 +11 R$ 1.693

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

2.111

Desligamentos

2.141

Saldo

-30

Rotatividade

50,1%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: mai/26 (+51) saldo negativo · pior: set/25 (-63)

Em 12 meses houve 2.111 admissões e 2.141 desligamentos de viveirista florestal, o que significa que o mercado formal fechou 30 postos de trabalho no período, com rotatividade de 50,1% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 31,8% foram a pedido do próprio trabalhador e 49,4% por dispensa sem justa causa, além de 15,4% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador31,8%
  • Dispensa sem justa causa49,4%
  • Fim de contrato15,4%

Sobre 2.141 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

Contrato atípico praticamente não existe nesta ocupação: 0% das admissões são de jornada parcial e 0,4% de contrato intermitente, contra 0,8% e 1,5% na média do mercado formal. A contratação padrão é por prazo indeterminado e jornada cheia.

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência. A contratação de pessoas com deficiência segue a cota do art. 93 da Lei 8.213/1991.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro7,6%
  • 1 a 4 empregados3,3%
  • 5 a 9 empregados4,3%
  • 10 a 19 empregados9,9%
  • 20 a 49 empregados21,6%
  • 50 a 99 empregados15,2%
  • 100 a 249 empregados25,9%
  • 250 a 499 empregados6,3%
  • 500 a 999 empregados3,5%
  • 1.000 ou mais empregados2,5%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata viveirista florestal

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Comércio atacadista de sementes, flores, plantas e gramas 4623106 · 7,4% das admissões 157 44h R$ 1.984 R$ 2.229 R$ 2.265 3% 2
Comércio varejista de plantas e flores naturais 4789002 · 4,8% das admissões 101 44.1h R$ 1.716 R$ 1.795 R$ 2.061 3% 1
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 8211300 · 4,6% das admissões 97 43.2h R$ 1.530 R$ 1.589 R$ 1.648 2% 1
Serviços de engenharia 7112000 · 4,2% das admissões 88 43.7h R$ 1.611 R$ 1.693 R$ 1.750 3% 1

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como viveirista florestal

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 4.273 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

22 meses

No setor público

4,1%

Em empresa do Simples

16,2%

Sexo

  • Mulher47,8%
  • Homem52,2%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada43,3h/sem
  • Pessoas com deficiência3%
  • Jornada parcial0,4%
  • Contrato intermitente0,2%
  • Em entidade sem fins lucrativos5,6%

Sobre os 4.273 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Parda53,2%
  • Branca33,6%
  • Preta11,5%
  • Amarela1,3%
  • Indígena0,4%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto0,9%
  • Até o 5º ano incompleto6%
  • 5º ano completo4,8%
  • 6º ao 9º ano9,2%
  • Fundamental completo14,4%
  • Médio incompleto8,1%
  • Médio completo53,5%
  • Superior incompleto1,1%
  • Superior completo1,9%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,5%
  • Até 5º ano incompleto3,7%
  • 5º ano completo1,9%
  • 6º a 9º ano7,3%
  • Fundamental completo11%
  • Médio incompleto8,1%
  • Médio completo64,6%
  • Superior incompleto1%
  • Superior completo1,8%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados4,4%
  • 5 a 9 empregados4,6%
  • 10 a 19 empregados8,7%
  • 20 a 49 empregados12,8%
  • 50 a 99 empregados12,7%
  • 100 a 249 empregados25%
  • 250 a 499 empregados5,8%
  • 500 a 999 empregados17,6%
  • 1.000 ou mais empregados8,4%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de viveirista florestal

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

10,9

CAT no período

37

Idade média no acidente

36 anos

Foram 37 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo viveirista florestal nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 10,9 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 75,7% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 24,3% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico75,7%
  • Trajeto24,3%

Parte do corpo atingida

  • Dedo16,2%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão)13,5%
  • Pé (exceto artelhos)10,8%
  • Partes múltiplas10,8%
  • Joelho10,8%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata21,6%
  • Luxação16,2%
  • Fratura16,2%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)13,5%
  • Distensão, torção10,8%

Agente causador

  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas13,5%
  • Veículo, NIC8,1%
  • Animal vivo8,1%
  • Vegetal - planta, árvore, em estado natural, não beneficiada (não inclui grão debulhado, fruto colhido, toro mesmo com galho)5,4%
  • Agente do acidente inexistente5,4%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93 — Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos ao nível do tornozelo e do pé 2 5,4% 5.476
S80.0 — Contusão do joelho 2 5,4% 1.225
S62.6 — Fratura de outros dedos 2 5,4% 24.580
S61.0 — Ferimento de dedo(s) sem lesão da unha 2 5,4% 3.531
T06.8 — Outros traumatismos especificados envolvendo regiões múltiplas do corpo 1 2,7% 25
T54.2 — Efeito tóxico de ácidos corrosivos e substâncias semelhantes 1 2,7%

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Comércio atacadista de sementes, flores, plantas e gramas) tem RAT 3% e grau de risco 2, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 10,9 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: comércio e reparação de veículos

Informalidade no setor

33,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

24,1%

Rendimento formal × informal

R$ 3.373 × R$ 1.988

No setor de comércio e reparação de veículos — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 33,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental incompleto (raizeiro e viveirista florestal) ou completo (guia florestal) e curso básico de qualificação profissional com aproximadamente duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre em até cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 6320.

Qual especialização paga mais na família 6320

Todas as ocupações de trabalhadores florestais polivalentes, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
6320-05 Guia florestal R$ 2.080 R$ 2.454 547
6320-15 Viveirista florestal (esta página) R$ 1.761 R$ 1.780 4.273

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6320-15.

A Manejar recursos naturais (10)
  • Difundir informações de educação ambiental
  • Planejar extração de sementes e plantas
  • Conferir uso de equipamentos de segurança e proteção
  • Colocar placas de identificação em plantas
  • Limpar trilhas e vias
  • Aceirar áreas
  • Cercar áreas de preservação
  • Localizar focos de incêndio
  • Auxiliar em fiscalização de irregularidades ambientais
  • Denunciar irregularidades ambientais
B Produzir mudas (17)
  • Abrir sulcos para drenagem
  • Peneirar terra
  • Misturar terra e adubos
  • Construir sementeiras, canteiros e coberturas
  • Distribuir camadas de brita, areia, terra bruta e terra misturada
  • Encher recipientes com terra misturada
  • Colher sementes
  • Selecionar sementes e mudas
  • Aquecer sementes
  • Lixar sementes
  • Resfriar sementes
  • Marinar sementes em água
  • Cortar estacas de plantas
  • Dividir touceiras
  • Plantar sementes, touceiras e estacas
  • Repicar mudas
  • Transplantar mudas
C Realizar manutenção de plantas (12)
  • Capinar canteiros
  • Arrancar ervas daninhas
  • Escarificar canteiros
  • Regar sementes e mudas
  • Controlar irrigação de mudas
  • Podar mudas
  • Adubar mudas
  • Identificar pragas
  • Pulverizar fungicidas e herbicidas
  • Montar armadilhas luminosas
  • Aplicar formicidas
  • Guardar equipamentos e acessórios
D Manipular plantas medicinais (3)
  • Colher folhas, flores e frutos
  • Lavar plantas
  • Classificar plantas
E Guiar pessoas em florestas e campos (5)
  • Desobstruir trilhas e vias
  • Organizar atividades de grupo
  • Indicar espécies de flora e fauna
  • Executar procedimentos de primeiros socorros
  • Abrir picadas
F Disponibilizar serviços e produtos (8)
  • Divulgar produtos e serviços
  • Acondicionar plantas e preparados
  • Armazenar plantas e preparados
  • Distribuir plantas e preparados
  • Vender produtos e serviços
  • Auxiliar em carregamento de plantas
  • Registrar entrada e saída de plantas e preparados
  • Auxiliar em desenvolvimento de pesquisas
Z Demonstrar competências pessoais (9)
  • Dar prova de resistência física
  • Trabalhar em equipe
  • Demonstrar solidariedade
  • Atentar-se para detalhes
  • Demonstrar sensibilidade a natureza
  • Dar prova de coragem
  • Dar prova de agilidade motora
  • Reagir diante de situações adversas
  • Demonstrar senso de orientação em florestas e campos

Sinônimos oficiais (3)

Coletor de sementes (floresta)Produtor de mudas (florestas)Viveirista (mudas)

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 6320-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um viveirista florestal?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.761 por mês, considerando as 2.089 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.590 (10% menores) a R$ 2.281 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 1.780 (RAIS 2024), 1.1% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando viveirista florestal?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 2.111 admissões contra 2.141 desligamentos, saldo de -30 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata viveirista florestal?

A atividade econômica que mais contratou foi Comércio atacadista de sementes, flores, plantas e gramas (CNAE 4623106), com 7,4% das admissões e mediana de R$ 2.229. A lista completa dos 4 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de viveirista florestal?

6320-15 (família 6320 — Trabalhadores florestais polivalentes). A CBO reconhece também os títulos: Coletor de sementes (floresta), Produtor de mudas (florestas), Viveirista (mudas) — todos usam o mesmo código 6320-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser viveirista florestal?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6320: Para o exercício dessas ocupações requer-se ensino fundamental incompleto (raizeiro e viveirista florestal) ou completo (guia florestal) e curso básico de qualificação profissional com aproximadamente duzentas horas/aula. O pleno desempenho das atividades ocorre em até cinco anos de experiência profissional. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de viveirista florestal?

A taxa é de 10,9 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é dedo (16,2% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93 — luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos ao nível do tornozelo e do pé. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (comércio e reparação de veículos), 33,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 6320-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 6320-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6320-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4623106), o RAT é 3%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6320:

  • Casa das Plantas Medicinais Milagre da Floresta
  • Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
  • Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
  • Instituto de Pesquisa e Estudos Florestais - Ipef
  • Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais
  • Universidade Federal de Viçosa
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
  • GLOSSÁRIO
  • Garrafada: mistura de princípios ativos de plantas com substâncias líquidas. É prática de raizeiros engarrafar essas misturas e enterrá-las com a finalidade de obtenção de curtimento.
  • Organizar logística: planejamento do desenvolvimento de um evento a fim de se obter instalações, acessórios e suprimentos.
  • Quebrar dormência: mergulhar as sementes em água fervente por poucos segundos, a fim de amolecê-las para uma futura produção de mudas.
  • Sombrete: grande lona escurecida colocada sobre viveiros para regular a emissão de luzes dentro dos mesmos.
  • Terra preparada: mistura peneirada de terra com adubos
  • Touceira: parte da árvore que fica viva no solo depois de cortado o caule da árvore.
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