Rejeições da NF-e e erros da NFS-e: do código à causa (e à solução)
Guia dos erros de emissão: rejeições cStat da NF-e (204, 539, 225…) com a regra que dispara cada uma, e os erros E da NFS-e com a solução ABRASF.
Toda rotina de faturamento tem seu momento de tela vermelha: a SEFAZ devolve um código de 3 dígitos e a emissão para. A diferença entre perder 5 minutos e perder a manhã é saber o que aquele código verifica — porque toda rejeição nasce de uma regra de validação documentada.
Este guia organiza os dois mundos do erro fiscal eletrônico — a NF-e (mercadorias, códigos cStat) e a NFS-e (serviços, códigos E/A do padrão ABRASF) — e apresenta as duas tabelas completas do Buscador: rejeições da NF-e e erros da NFS-e.
NF-e: o cStat e a regra por trás dele
Quando o lote chega à SEFAZ, o autorizador roda uma bateria de regras de validação — do certificado digital ao recálculo dos totais, passando por cadastro, prazos e os campos de tributação. Cada regra que falha devolve um cStat: 1xx é sucesso (100 = autorizada), o resto é rejeição.
O MOC — Manual de Orientação do Contribuinte documenta as duas pontas: a tabela de códigos e as regras. A nossa tabela de rejeições junta as duas — são 715 códigos, e em mais de 500 a ficha mostra a verificação exata (campo do XML, consulta, cálculo) que disparou o erro. Validamos os motivos contra o Anexo I oficial do MOC 7.0 e as Notas Técnicas posteriores.
As que mais aparecem no suporte
- 204 — Duplicidade de NF-e: a nota já foi autorizada; recupere o retorno em vez de reenviar;
- 539 — Duplicidade com diferença na chave: mesmo número/série com outro código numérico — reaproveite a chave original;
- 225 — Falha no schema XML: leiaute/versão errados no XML;
- 280 e 281 — certificado: transmissor inválido ou vencido;
- Cadastro (203, 301, 302…): emitente ou destinatário irregular na SEFAZ de destino.
Rejeições de tributação: o cruzamento é a causa
Um bloco inteiro de rejeições nasce de incoerência entre códigos — CFOP incompatível com a operação, CST que não combina, NCM inexistente (778), CEST ausente, cBenef que não casa com o CST na UF. É exatamente o cruzamento que o Buscador resolve: o assistente CFOP + CST monta o conjunto correlacionado, a ficha de cada NCM confirma o código, e a tabela cBenef mostra os CSTs compatíveis por UF antes de a SEFAZ reclamar.
NFS-e: os erros E do padrão ABRASF
No mundo dos serviços a validação é municipal. Nos municípios do padrão ABRASF, o RPS recusado volta com um código E (erro, trava a conversão) ou A (alerta, não trava) — e a própria ABRASF publica a planilha oficial com mensagem, motivo e solução de cada um.
A tabela de erros da NFS-e traz os 354 erros e 30 alertas da versão 2.04 com esse texto oficial, organizados por assunto: RPS, tomador, prestador, ISS e tributação, cancelamento e substituição. Atenção à fronteira: a NFS-e Nacional (gov.br, usada pelo MEI e em adesões municipais) tem validações próprias — pra ela, o que temos é o cClassTrib oficial por NBS e o simulador IBS/CBS de serviços.
O método de 3 passos pra qualquer erro
- Ache a ficha do código — NF-e ou NFS-e — e leia o motivo OFICIAL (não a paráfrase do ERP);
- Leia a regra/solução — na NF-e, a verificação que a SEFAZ executou; na NFS-e, a solução da ABRASF;
- Corrija na origem — cadastro do produto (NCM, CEST), conjunto CFOP + CST, cBenef, certificado ou cadastro — e só então retransmita.
Erro de emissão é sintoma; a causa quase sempre mora numa tabela. Agora todas elas estão a um clique da ficha do erro.