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CBO 2002 Família 6322 R$ 1.816 na admissão -460 postos em 12 meses 45 atividades

CBO 6322-15 — Trabalhador da exploração de resinas

O código 6322-15 identifica a ocupação trabalhador da exploração de resinas na CBO 2002, dentro da família 6322 — Extrativistas florestais de espécies produtoras de gomas e resinas. É o código informado no eSocial (campo CBO do cargo), na CTPS digital e nos registros do Novo CAGED e da RAIS.

Nesta ficha14 seções

O que faz um trabalhador da exploração de resinas

Extraem gomas elásticas, não elásticas e resinas, raspando e cortando cascas de árvores, chanfrando e sangrando troncos de árvores. Preparam extração de gomas e resinas. Processam material de extração. Confeccionam instrumentos de trabalho e organizam comercialização de produtos de extração. Manejam área de extração e transportam matéria-prima e produtos.

Descrição oficial da família 6322 — Extrativistas florestais de espécies produtoras de gomas e resinas, publicada pelo MTE no livro da CBO 2002. A CBO descreve o conjunto de ocupações da família, e não cada código de seis dígitos isoladamente.

Como e onde se trabalha

Trabalham na extração de gomas e resinas, predominantemente em florestas da região amazônica, realizando o trabalho por conta prória, organizados em associações e cooperativas. Trabalham individualmente, sem supervisão, a céu aberto, durante o dia. Permanecem em posições desconfortáveis por longos períodos, realizando diversas atividades em grandes alturas (árvores). Estão expostos aos ataques de animais e insetos silvestres.

Recursos de trabalho

Baldes e tigelas; Cabrita; Enxada; equipamento de Proteção Individual (EPI); Faca de seringa; Fumaceira e tapiri; Machado; Raspadeira; Sacaria; Terçado.

Quanto ganha um trabalhador da exploração de resinas

Salário de admissão declarado no Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026 · contratações de 40h+ semanais

R$ 1.61610% ganham atéR$ 1.816medianaR$ 2.10610% ganham acima

mediana de quem já atua (RAIS 2024): R$ 2.229

Entrada × quem já está

R$ 1.816 ao ser admitido · R$ 2.229 para quem tem vínculo ativo +22,7%

Nas contratações de agosto/2025 a julho/2026, a mediana do salário de admissão de trabalhador da exploração de resinas foi de R$ 1.816 — metade das 2.005 contratações com jornada de 40 horas ou mais ficou abaixo desse valor e metade acima. Os 10% de menor salário entraram com até R$ 1.616 e os 10% de maior, acima de R$ 2.106.

Quem já está na ocupação ganha mais do que quem entra: a mediana de quem tinha vínculo ativo em 31/12/2024 era de R$ 2.229, ou seja, 22,7% acima do salário de entrada. É a medida direta de quanto a remuneração sobe com o tempo de casa nessa ocupação, cuja mediana é de 21 meses.

Considerando a jornada média de 44.1 horas semanais, o salário de admissão equivale a R$ 9,00 por hora — a comparação justa quando a ocupação tem jornada diferente do padrão de 44 horas.

Equivalência da mediana

Por mêsR$ 1.816
Por ano (12 salários)R$ 21.792
Por semanaR$ 418
Por hora (44.1h/sem)R$ 9,00

Salário contratual, sem adicionais, horas extras, insalubridade ou 13º.

Composição e salário por sexo

Na admissão (CAGED, 40h+)

  • Homens — R$ 1.82277,1%
  • Mulheres — R$ 1.80322,9%

Quem já atua (RAIS 2024)

  • Homens — R$ 2.28076,9%
  • Mulheres — R$ 2.07023,1%

Percentual = participação de cada grupo; o valor em reais é a mediana do grupo. A comparação não isola cargo, tempo de casa, jornada exata nem setor — não é medida de desigualdade salarial por si só.

Salário por região

  • Sudeste1.802
  • Sul1.913
  • Centro-Oeste1.758

Mediana do salário de admissão em reais, por região do estabelecimento.

Salário e saldo de vagas por estado (4 UFs com amostra)
UF Admissões Saldo P25 Mediana P75
SP 1.579 -358 R$ 1.800
RS 1.046 +94 R$ 1.923
PR 219 -50 R$ 1.595
MS 78 +11 R$ 1.755

UFs com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem faixa salarial — amostra insuficiente para publicar mediana.

Contratação e mercado

Movimentações do Novo CAGED · agosto/2025 a julho/2026

Admissões

2.988

Desligamentos

3.448

Saldo

-460

Rotatividade

60,8%

Saldo mês a mês

saldo positivo · melhor: set/25 (+50) saldo negativo · pior: dez/25 (-162)

Em 12 meses houve 2.988 admissões e 3.448 desligamentos de trabalhador da exploração de resinas, o que significa que o mercado formal fechou 460 postos de trabalho no período, com rotatividade de 60,8% sobre o estoque de vínculos.

Entre os desligamentos, 47,3% foram a pedido do próprio trabalhador e 36,9% por dispensa sem justa causa, além de 12,6% por fim de contrato. A proporção de saídas a pedido é o indicador de retenção que o salário médio não mostra.

Por que as pessoas saem

  • A pedido do trabalhador47,3%
  • Dispensa sem justa causa36,9%
  • Fim de contrato12,6%

Sobre 3.448 desligamentos com motivo declarado.

Como são os contratos

  • Contrato intermitente0,1%
  • Jovem aprendiz1,8%

Percentual das admissões do período, com a média ponderada de 2.218 ocupações como referência.

Porte de quem contrata

  • Sem empregados em janeiro15,3%
  • 1 a 4 empregados8,3%
  • 5 a 9 empregados8,9%
  • 10 a 19 empregados6%
  • 20 a 49 empregados13,1%
  • 50 a 99 empregados12,3%
  • 100 a 249 empregados24,7%
  • 250 a 499 empregados11,4%

Faixa de emprego do estabelecimento no início de janeiro, conforme o layout do Novo CAGED. A primeira faixa reúne quem não tinha nenhum vínculo em janeiro — estabelecimento aberto ao longo do ano ou parado até a contratação.

Quem contrata trabalhador da exploração de resinas

Atividades econômicas (CNAE) com mais admissões, faixa salarial e grau de risco de cada uma

CNAE — atividade econômica Admissões Jornada P25 Mediana P75 RAT GR
Comércio atacadista de resinas e elastômeros 4684201 · 1,3% das admissões 40 44h R$ 1.833 2% 3
Comércio atacadista de madeira e produtos derivados 4671100 · 0,9% das admissões 28 44h R$ 1.663 3% 3

RAT é a alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (1%, 2% ou 3%) do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP; GR é o grau de risco (1 a 4) do Anexo I da NR-04, que dimensiona o SESMT. Os dois vêm do CNAE do empregador, nunca do CBO do trabalhador — é o mesmo cargo com encargo diferente conforme a empresa que contrata. Faixas com menos de 30 contratações de 40h+ ficam sem quartil.

Perfil de quem trabalha como trabalhador da exploração de resinas

Vínculos ativos em 31/12/2024 · RAIS · 5.669 vínculos

Idade mediana

37 anos

Tempo de casa

21 meses

Em empresa do Simples

19,5%

Sexo

  • Mulher23,7%
  • Homem76,3%

Composição do vínculo

  • Jornada média contratada44h/sem
  • Pessoas com deficiência0,9%

Sobre os 5.669 vínculos ativos em 31/12/2024.

Raça/cor

  • Branca61,6%
  • Parda32,1%
  • Preta6,1%
  • Amarela0,2%
  • Indígena0,1%

Autodeclaração informada pelo empregador na RAIS (item A.6 do manual oficial). Vínculos sem a informação ficam fora da distribuição.

Escolaridade

Quem está na ocupação hoje (RAIS 2024)

  • Analfabeto1,3%
  • Até o 5º ano incompleto7,2%
  • 5º ano completo31,5%
  • 6º ao 9º ano15,9%
  • Fundamental completo10,7%
  • Médio incompleto6,2%
  • Médio completo26,9%
  • Superior incompleto0,2%
Comparar com a escolaridade de quem foi contratado agora
  • Analfabeto0,5%
  • Até 5º ano incompleto3,8%
  • 5º ano completo29,3%
  • 6º a 9º ano14,3%
  • Fundamental completo7,4%
  • Médio incompleto9,6%
  • Médio completo34,7%
  • Superior incompleto0,2%
  • Superior completo0,2%

A diferença entre as duas distribuições mostra se o mercado passou a exigir mais escolaridade do que tem o estoque: o CAGED mede o FLUXO de contratação dos últimos 12 meses, a RAIS mede quem está na ocupação. Um detalhe da fonte: o CAGED tem código próprio para pós-graduação e a RAIS não, então quem tem pós aparece como superior completo no estoque.

Porte do empregador

  • 1 a 4 empregados6,1%
  • 5 a 9 empregados7,7%
  • 10 a 19 empregados6,9%
  • 20 a 49 empregados13,4%
  • 50 a 99 empregados12,5%
  • 100 a 249 empregados32%
  • 250 a 499 empregados21,3%

Faixa de emprego do estabelecimento em 31 de dezembro, conforme o layout da RAIS.

Riscos ocupacionais de trabalhador da exploração de resinas

Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) registradas no INSS · 9 competências

Taxa por mil/ano

14,1

CAT no período

62

Idade média no acidente

37 anos

Foram 62 comunicações de acidente de trabalho (CAT) envolvendo trabalhador da exploração de resinas nas competências analisadas, o que dá uma taxa de 14,1 por mil vínculos ao ano — próxima da mediana das ocupações. A taxa é o que permite comparar: o total absoluto mede o tamanho da ocupação, não o risco.

Do total, 96,8% são acidentes típicos (no exercício do trabalho), 3,2% de trajeto (no deslocamento) e 0% doenças ocupacionais.

Tipo de acidente

  • Típico96,8%
  • Trajeto3,2%

Parte do corpo atingida

  • Joelho12,9%
  • Olho (inclusive nervo ótico e visão)12,9%
  • Mão (exceto punho ou dedos)9,7%
  • Dedo8,1%
  • Perna (entre o tornozelo e a pélvis)8,1%

Natureza da lesão

  • Lesão imediata41,9%
  • Contusão, esmagamento (superfície cutânea intacta)11,3%
  • Distensão, torção11,3%
  • Corte, laceração, ferida contusa, punctura (ferida aberta)8,1%
  • Outras lesões, NIC8,1%

Agente causador

  • Chão - superfície utilizada para sustentar pessoas17,7%
  • Rua e estrada - superfície utilizada para sustentar pessoas12,9%
  • Vegetal - planta, árvore, em estado natural, não beneficiada (não inclui grão debulhado, fruto colhido, toro mesmo com galho)11,3%
  • Substância química, NIC9,7%
  • Animal vivo9,7%

Diagnósticos mais frequentes (CID-10)

Com o total de afastamentos que cada diagnóstico gerou no país

CID-10 Casos % Afastamentos no Brasil
S93.4 — Entorse e distensão do tornozelo 3 4,8% 5.476
M79.6 — Dor em membro 2 3,2% 517
S80.0 — Contusão do joelho 2 3,2% 1.225
S60.2 — Contusão de outras partes do punho e da mão 2 3,2% 1.634
H10.3 — Conjuntivite aguda não especificada 2 3,2% 7
X23 — Contato com abelhas, vespas e vespões 2 3,2%

Descrição oficial da CID-10 (DATASUS). A coluna “afastamentos no Brasil” é o total nacional de concessões do auxílio por incapacidade temporária acidentário (B91) para aquela categoria em 2025 — mede a gravidade do diagnóstico no país, não desta ocupação.

Risco de tabela × risco observado

A atividade que mais contrata essa ocupação (Comércio atacadista de resinas e elastômeros) tem RAT 2% e grau de risco 3, que é o risco presumido em norma para fins de contribuição e de dimensionamento do SESMT. O risco observado nesta ocupação é de 14,1 CAT por mil vínculos ao ano. Os dois números respondem perguntas diferentes: o primeiro é enquadramento legal da empresa, o segundo é o que efetivamente foi comunicado ao INSS por quem exerce a ocupação.

Uma CAT é a comunicação de um acidente ou doença — não é diagnóstico confirmado nem prevalência. Ocupações com mais cultura de notificação aparecem com taxa mais alta, e a leitura correta é comparativa. Os nomes de parte do corpo, natureza da lesão e agente causador vêm por extenso das Tabelas 13, 14 e 17 do eSocial, que são a mesma classificação usada na CAT — a exportação do INSS trunca esses textos em 20 caracteres.

Informalidade no setor que mais contrata

PNAD Contínua · 4 trimestres · setor: comércio e reparação de veículos

Informalidade no setor

33,3%

Média nacional

37,5%

Conta própria

24,1%

Rendimento formal × informal

R$ 3.373 × R$ 1.988

No setor de comércio e reparação de veículos — aquele em que essa ocupação foi mais contratada segundo o CAGED — 33,3% dos ocupados do país estão na informalidade, contra 37,5% da média nacional. Informal, pela definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira assinada (setor privado ou doméstico), o trabalhador familiar auxiliar, e o conta-própria ou empregador cujo negócio não tem CNPJ.

O recorte é por setor, não por ocupação: a PNAD Contínua classifica ocupação pela COD, derivada da CIUO-08, que não tem correspondência com a CBO 2002 — no nível de dois dígitos, o mesmo código significa “administração pública” numa e “ciências jurídicas” na outra. Cruzar as duas produziria número sem sentido, então a ligação aqui é feita pelo setor em que a ocupação é efetivamente contratada.

Formação exigida

Exigência oficial da CBO

A qualificação para essas ocupações é obtida tacitamente no exercício do trabalho. O desempenho pleno das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Texto oficial do MTE para a família 6322.

Qual especialização paga mais na família 6322

Todas as ocupações de extrativistas florestais de espécies produtoras de gomas e resinas, ordenadas pela remuneração de quem já atua

CBO Ocupação Admissão Quem já atua Vínculos
6322-10 Trabalhador da exploração de espécies produtoras de gomas não elásticas R$ 1.858 R$ 2.413 62
6322-15 Trabalhador da exploração de resinas (esta página) R$ 1.816 R$ 2.229 5.669
6322-05 Seringueiro R$ 1.612 R$ 1.965 1.835

“Admissão” é a mediana do salário de contratação (Novo CAGED, 202508–202607); “quem já atua” é a mediana de dezembro dos vínculos ativos (RAIS 2024). Ocupações sem amostra suficiente ficam sem valor.

Atividades do perfil ocupacional

Grandes áreas de atividade e atividades detalhadas do levantamento oficial do MTE pra ocupação 6322-15.

A Extrair gomas elásticas, não elásticas e resinas (6)
  • Subir em árvores
  • Cortar cascas de árvores
  • Pregar sacos e latas em árvores
  • Abater árvores
  • Retirar resinas com enxada
  • Encher baldes e sacos com leite e resina
B Preparar extração de gomas e resinas (13)
  • Comprar suprimentos e materiais de extração
  • Preparar suprimentos para época de extração
  • Trilhar área de extração
  • Identificar arvores de extração
  • Cortar palha, madeira e cipós
  • Abrir palha
  • Riscar palha
  • Construir tapiris
  • Construir fumaceiras
  • Guardar materiais de extração em fumaceiras e tapiris
  • Calçar botas, perneiras e esporas
  • Amolar ferramentas
  • Consertar instrumentos de trabalho
D Confeccionar instrumentos de trabalho (3)
  • Confeccionar sacos e paneiros
  • Confeccionar mutás e escadas
  • Confeccionar botas e perneiras
E Organizar produtos de extração para comercialização (3)
  • Pesquisar preços de mercado
  • Pesar produtos de extração
  • Negociar preços de produtos
F Manejar área de extração (2)
  • Selecionar árvores para extração
  • Solicitar licença para extração em áreas de preservação
G Transportar matéria-prima e produtos (6)
  • Ensacar matéria-prima e gomas
  • Transportar matéria-prima e produtos nas costas
  • Carregar e descarregar matéria-prima e produtos em animais e veículos
  • Conduzir animais com carregamento de gomas e resinas
  • Conduzir embarcações com carregamento de gomas e resinas
  • Conduzir veículos com carregamento de gomas e resinas
Z Demonstrar competências pessoais (12)
  • Demonstrar resistência física
  • Demonstrar coragem
  • Demonstrar capacidade para trabalho em alturas elevadas
  • Apresentar acuidade visual de perto
  • Demonstrar habilidade motora fina
  • Manifestar sensibilidade a natureza
  • Resistir a variações climáticas
  • Suportar fortes odores
  • Suportar isolamento em matas e florestas
  • Defender-se de animais silvestres
  • Incentivar participação em associações
  • Prevenir-se de doenças e picadas de insetos

Sinônimos oficiais (8)

Coletor de resinasExtrator de resinasTirador de resinasTrabalhador da cultura oiticicaTrabalhador da exploração de breuTrabalhador da exploração de jatobá (resinas)Trabalhador da exploração de jotaicicaTrabalhador da exploração de sucuruba

Títulos reconhecidos pela CBO pro mesmo código 6322-15 — o nome do cargo na empresa pode variar; o enquadramento vem do conteúdo do trabalho.

Perguntas frequentes

Quanto ganha um trabalhador da exploração de resinas?

A mediana do salário de admissão é R$ 1.816 por mês, considerando as 2.005 contratações de 40 horas semanais ou mais registradas no Novo CAGED entre agosto/2025 a julho/2026. A faixa vai de R$ 1.616 (10% menores) a R$ 2.106 (10% maiores). Quem já tem vínculo ativo na ocupação tem mediana de R$ 2.229 (RAIS 2024), 22.7% acima do salário de entrada. São valores de salário contratual, sem adicionais, insalubridade, horas extras ou benefícios.

O mercado está contratando trabalhador da exploração de resinas?

Entre agosto/2025 a julho/2026 foram 2.988 admissões contra 3.448 desligamentos, saldo de -460 postos fechados no mercado formal. O dado vem das três séries do Novo CAGED (declarações no prazo, fora do prazo e exclusões), que é como o próprio Ministério do Trabalho calcula o saldo.

Que tipo de empresa contrata trabalhador da exploração de resinas?

A atividade econômica que mais contratou foi Comércio atacadista de resinas e elastômeros (CNAE 4684201), com 1,3% das admissões e mediana de R$ 1.833. A lista completa dos 2 setores que mais contratam, com a faixa salarial de cada um, está nesta página. O CNAE do empregador é o que define o grau de risco e a alíquota RAT — não o CBO do trabalhador.

Qual o código CBO de trabalhador da exploração de resinas?

6322-15 (família 6322 — Extrativistas florestais de espécies produtoras de gomas e resinas). A CBO reconhece também os títulos: Coletor de resinas, Extrator de resinas, Tirador de resinas, Trabalhador da cultura oiticica, Trabalhador da exploração de breu, Trabalhador da exploração de jatobá (resinas), Trabalhador da exploração de jotaicica, Trabalhador da exploração de sucuruba — todos usam o mesmo código 6322-15. O que define o enquadramento é o conteúdo do trabalho, não o nome do cargo na empresa.

Precisa de faculdade para ser trabalhador da exploração de resinas?

Segundo a descrição oficial da CBO para a família 6322: A qualificação para essas ocupações é obtida tacitamente no exercício do trabalho. O desempenho pleno das atividades ocorre entre um e dois anos de experiência. A(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocupacional demanda formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos nos termos do artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, exceto os casos previstos no art. 10 do Decreto 5.598/2005.

Quais são os riscos e acidentes mais comuns de trabalhador da exploração de resinas?

A taxa é de 14,1 comunicações de acidente por mil vínculos ao ano. A parte do corpo mais atingida é joelho (12,9% dos casos) e o diagnóstico mais frequente é S93.4 — entorse e distensão do tornozelo. Os dados são das CAT registradas no INSS e indicam acidentes e doenças COMUNICADOS, não prevalência confirmada.

É uma profissão com muita informalidade?

A PNAD Contínua não classifica ocupação pela CBO, então o recorte possível é por setor: no setor que mais contrata essa ocupação (comércio e reparação de veículos), 33,3% dos ocupados estão na informalidade, contra 37,5% na média nacional. Informal, na definição do IBGE, é quem trabalha sem carteira, é trabalhador familiar auxiliar ou é conta-própria/empregador sem CNPJ.

Onde informo o CBO 6322-15?

No eSocial — evento S-2200 (admissão) ou S-2300 (trabalhador sem vínculo), no campo CBO do cargo — além da CTPS digital e dos registros que alimentam o Novo CAGED e a RAIS. Na saúde, o CBO também identifica o profissional no CNES.

O CBO 6322-15 define o grau de risco e o RAT da empresa?

Não. Grau de risco e alíquota RAT são definidos pela ATIVIDADE ECONÔMICA da empresa (CNAE preponderante), não pela ocupação do trabalhador — o CBO 6322-15 identifica o cargo no eSocial, e o mesmo cargo pode ter RAT diferente em empresas de CNAE diferente. O grau de risco vem do Anexo I da NR-04 e dimensiona o SESMT; a alíquota RAT (1%, 2% ou 3%) vem do Anexo V do Decreto 3.048/1999, ajustada pelo FAP. No CNAE que mais contrata essa ocupação (4684201), o RAT é 2%.

Fontes oficiais

Arquivos oficiais da CBO 2002 consolidados em 22/07/2026.

Quem descreveu esta família na CBO (15 instituições)

A CBO 2002 foi construída em oficinas com trabalhadores e instituições de cada área. Estas participaram da descrição da família 6322:

  • Associação Andiroba
  • Seringal Rio Antimarim
  • Instituição Conveniada Responsável
  • Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional - Cedeplar - Fundep - UFMG
  • GLOSSÁRIO
  • Buião: equipamento utilizado para defumar leite.
  • Combustível para defumação: lenha, caroço de coco e jaci.
  • Fumaceira: choupana construída para defumar o leite extraído da seringueira.
  • Ingredientes de coalho: limão, leite de caxinguba, tucupi (líquido extraído da mandioca), ácido acético.
  • Jirau: equipamento utilizado para secar coalhada.
  • Leite: líquido branco extraído de espécies produtoras de gomas elásticas e não elásticas que será processado.
  • Poronga: artefato feito com lâmpada, látex ou ferro utilizado na cabeça para iluminar
  • Riscar palha: marcar palha com terçado para formatá-la para a construção de fumaceiras.
  • Taipiri: houpana construída para moradia dos extrativistas nas florestas
  • Terçado: espécie de facão.
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